O medo aos exames

exames0_lv[1]O JN tocou ontem num ponto sensível da não assumida reforma curricular que o governo tenta desenvolver com um conjunto de escolas e directores “amigos”: quase ninguém se atreve a experimentar a flexibilidade curricular no ensino secundário, por causa dos exames nacionais…

Diretores e pais desejam mudanças nas metodologias em sala de aula e um novo regime de acesso ao Ensino Superior para libertar o Secundário e melhorar as aprendizagens dos alunos

O medo é assumido. A maioria das escolas que aderiram ao projeto-piloto de autonomia e flexibilidade curricular – que arrancou este ano letivo em 223 escolas – optaram por não aprovar planos para turmas do 10.º ano de cursos científico-humanísticos. A razão é simples, assumem os diretores ouvidos pelo JN: “Medo dos exames nacionais”. E alertam: se o Ministério da Educação não resolver o “dilema” entre os dois métodos de ensino, este receio pode revelar-se um obstáculo à generalização do projeto.

Há um evidente contra-senso quando se defende a ideia de que os currículos flexíveis melhoram as aprendizagens dos alunos e ao mesmo tempo se receiam os exames onde essas aprendizagens, supostamente, seriam postas à prova. Subitamente, revelam-se as fragilidades desta pequena revolução educativa que só garante resultados se estes não puderem ser objectivamente avaliados. Que é para isso que, no fundo, servem os exames: garantir que, independentemente das diferentes metodologias e estratégias pedagógicas utilizadas, há um conjunto bem definido de conhecimentos e competências que é efectivamente adquirido pelos alunos e mobilizado em novas situações – nos exames, no prosseguimento de estudos e, desejavelmente, ao longo da vida.

A curta e lacónica notícia – só temos direito a um resumo na versão online disponível gratuitamente – tem ainda uma outra afirmação reveladora: diz-nos que pais e directores desejam as mudanças que o SE João Costa pretende implementar.

Dando de barato que as associações de pais representam, nesta matéria, o verdadeiro sentir da generalidade dos encarregados de educação e que os 236 directores que meteram as suas escolas neste projecto são a voz de muitos mais que o pretenderiam fazer, continua a faltar aqui o elemento essencial de todas as reformas educativas: os professores.

Como de costume, ninguém – nem mesmo a imprensa – parece interessar-se em saber o que pensam os professores portugueses sobre uma reforma educativa que lhes está a ser imposta e que lhes exige, como já está a ser evidente nas escolas “reformistas”, uma brutal carga suplementar de trabalho sem quaisquer compensações.

Ainda assim, estes colegas que se preparem para, no final, e perante a modéstia de resultados que facilmente se adivinha, serem apontados como os culpados do costume. Vai uma aposta?…

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Que interesses defende a OCDE?

coelho-cartola.gifSantana Castilho dedica a sua crónica semanal a um assunto também já por aqui comentado: o papel de festeiro e propagandista do governo a que se prestou o director da OCDE para a Educação, Andreas Schleicher. Falando em nome de professores que não ouviu e de uma realidade de que só conhece o que lhe chega por via governamental, o atrevido director torna-se profeta da boa-nova – a educação do século XXI, em directo e ao vivo numa escola perto de si, graças à clarividência da equipa de iluminados dirigidos pela batuta de João Costa. A chatice, no entanto, é quando nos descobrem a careca e se fica a saber que as novas ideias já são, afinal de contas, centenárias:

Só ingénuos não divisaram a encomenda do Governo, subjacente às banalidades proferidas por Andreas Schleicher, repetindo os mantras do perfil e da flexibilidade, de João Costa. Só que falam os dois de inovação e de século XXI desenterrando metodologias descritas por Kilpatrick (para citar um entre outros) nada mais nada menos que em… 1918. Leu bem, caro leitor, 1918. E se quiser confirmar que não deliro e encontrar descritas considerações pedagógicas sobre a transversalidade disciplinar em detrimento das disciplinas isoladas, sobre as virtudes do trabalho colaborativo e de projecto, sobre as vantagens do ensino centrado no aluno e não no currículo a ser ensinado (tudo paradigmas usados por Andreas Schleicher como modernos, numa entrevista que concedeu ao Observador) e ainda sobre o ensino assente na experiência e nos problemas diários (os rótulos e os balõezinhos de S. João acima referidos), leia o artigo The Project Method. The Use of the Purposeful Act in the Educative Process, publicado por Kilpatrick, em 12 de Outubro de 1918 (Teachers College Bulletin, 10th. Series, nº 3. New York: Teachers College, Columbia University).

Santana Castilho mostra-se também lúcido e certeiro quando denuncia: a OCDE não é uma organização idónea, muito menos isenta, para avaliar políticas educativas. Na realidade, vem de longe a promiscuidade de interesses entre os governos socialistas portugueses e os responsáveis desta organização…

Não é nova a acção do Governo para tomar a OCDE por fiadora das suas políticas, como não é de agora o meu repúdio pela promiscuidade, que se repete, entre governantes e uma organização que defende e depende de interesses económicos, que não educacionais, e se presta a favorecer e legitimar políticas que acabam impostas aos actores nacionais. Com efeito, já em Fevereiro de 2009, um grupo de peritos de relevantes currículos, da OCDE, veio a Lisboa validar as políticas educativas do PS. Principescamente pagos, produziram um relatório cujas fontes documentais eram todas do Ministério da Educação. Só falaram com quadros do Ministério da Educação ou apoiantes do Governo. Havendo milhares de páginas publicadas na altura, de oposição às políticas de Sócrates, nem uma só mereceu a atenção dos ilustres peritos. Nem mesmo textos dissonantes, com origem na Assembleia da República, no Conselho Nacional da Educação, em associações científicas ou profissionais lograram ser considerados. Se os protagonistas e a cultura não mudaram, porque mudariam as práticas?

Acordo ortográfico regressa ao Parlamento

desacordo.jpgO Parlamento discute esta tarde uma resolução do PCP e uma petição que apela à desvinculação do Acordo Ortográfico. O projeto dos comunistas “recomenda o recesso de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990, acautelando medidas de acompanhamento e transição, a realização de um relatório de balanço da aplicação do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa e uma nova negociação das bases e termos de um eventual Acordo Ortográfico”. Já a petição, iniciativa de António Arnaut e outros, solicita a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990 e a revogação da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011.

A deputada comunista Ana Mesquita defendeu em declarações o jornal Público que “o projeto está manco” e que é necessário analisar o processo para perceber o que correu bem e mal. À TSF considerou que o recesso do acordo ortográfico seria “uma saída airosa para o governo”.

A petição alega que o acordo ortográfico “é um fiasco político, linguístico, social, cultural, jurídico e económico”, e inconstitucional, além de não ter sido ratificado por todos os Estados-membros e só ter sido aplicado em três.

“Deu origem a aberrações linguísticas da maior gravidade”, defendem os peticionários, realçando que “não foi feita qualquer consulta pública e todo o processo constituiu um péssimo exemplo de falta de transparência, inadmissível num Estado de direito democrático”. “O AO teve os efeitos opostos aos que se propunha atingir: não uniu, não unificou e não simplificou”.

O malfadado Acordo Ortográfico de 1990 volta hoje à discussão pública no Parlamento. Seria talvez fastidioso elencar novamente as inúmeras razões dos contestatários do documento, mas o mais elementar bom-senso deveria ser suficiente para percebermos que, se passados 27 anos desde a sua aprovação inicial continua a ser contestado com vigor e determinação por boa parte dos utilizadores da língua escrita, enquanto muitos outros o usam a contragosto, então é porque algo de errado existe com o documento.

Percebo a complicação política de reabrir um dossier polémico: é evidente que para quem governa, independentemente do partido a que pertença, o ideal é que tanto o bom povo como as suas elites culturais aceitem, sem fazer ondas, o que os comissários políticos decidem sobre a língua que é de todos, supostamente em nome do bem comum. Mas a verdade é que o documento com que se pretendeu, em 1990, unificar a norma escrita do Português, apenas aumentou a confusão e as divisões. Além da divergências e das duplas grafias que subsistem entre a ortografia portuguesa e a brasileira, temos agora, em Portugal, a coexistência, no português escrito, da ortografia acordesa com a anterior ao acordo, que continua a ser largamente usada. Neste blogue, por exemplo.

Parece-me por isso que, se o radicalismo da petição anti-acordo será um sapo demasiado difícil de engolir para os partidos que aprovaram e aplicaram o AO90, a proposta do PCP, claramente de compromisso, poderia ser o ponto de partida para a busca uma solução política aceitável, sem que ninguém perca a face ou tenha de se assumir como derrotado. Já se percebeu que ignorar a persistente contestação ao documento em vigor, apostando no desgaste dos seus adversários e na política do facto consumado, não é solução. Resta então ter a humildade de reconhecer o erro e parar para pensar: avaliar, discutir, construir os consensos que permitam chegar a um entendimento sobre as regras do uso da língua portuguesa na sua forma escrita no qual se possam rever todos os seus utilizadores.

Ainda a nota de Educação Física

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A disciplina de Educação Física tem estado no centro de várias discussões e polémicas nos últimos tempos. Seja pela sua insuficiente valorização no 1º ciclo, apesar de fazer parte do currículo obrigatório, seja em torno da questão de a nota da disciplina contar, ou não, para a média do secundário e da candidatura ao ensino superior.

Independentemente do que está em causa, julgo que seria bom que a discussão se fizesse de forma serena e ponderada, sem os excessos que me pareceu notar em alguns textos e comentários que li pela blogosfera e pelas redes sociais.

Da minha parte, não terei muito a acrescentar ao que escrevi recentemente sobre o assunto. Realço apenas alguns pontos que me parecem fulcrais.

Mente sã em corpo são. Já os antigos o diziam e creio que a ideia continua hoje, mais do que nunca a ser importante. Não se trata de promover “estilos de vida”, como dizem alguns, mas sim de assumir a importância do desenvolvimento das capacidades físicas e da coordenação motora na infância e na adolescência. Trata-se da única disciplina, em paralelo com o Português, que está presente, de forma obrigatória, nos doze anos de escolaridade. E se assim é, faz pouco sentido exigir que os alunos sejam avaliados mas a nota não conte para a média final.

Atenção ao que avaliamos. Seria importante compreender que a Educação Física não é uma disciplina de Desporto, nem deve ter uma base competitiva. Julgo que a visão de uma disciplina onde se avaliam atletas, reservando as melhores notas para os que correm mais depressa ou marcam mais golos está há muito ultrapassada. Cada aluno deve ser avaliado em função das suas próprias capacidades e do empenho que coloca em aprender e melhorar. E quando leio queixas de que haverá alunos que são atletas federados, que ganham prémios e medalhas em competições e que apesar disso obtêm notas modestas em Educação Física, fico com a convicção que há um caminho certo que vai sendo trilhado. Resta agora, aos mais fracos na disciplina, esforçarem-se por corresponder ao que lhes é solicitado. Que se deve traduzir, sempre, em metas que estejam ao seu alcance.

Não pode haver disciplinas de primeira e de segunda categoria. Se em todas existem classificações, então todas elas devem valer para avaliar globalmente os alunos. Já no acesso à universidade, é compreensível que se valorizem mais, consoante o curso superior, determinada disciplina ou conjunto de disciplinas – é o que se faz através das provas específicas. Ora isto significa que, se não faz sentido a escola secundária dizer aos seus alunos que a nota de determinada disciplina não interessa para nada, fará todo o sentido que as universidades, de uma vez por todas, definam o que é para elas importante como pré-requisito de cada curso superior.

Os gordinhos merecem respeito. Assim como os desajeitados. Ou os que meteram na cabeça que não gostam, não têm jeito, não são capazes. Parte do estigma que existe ainda, nas escolas portuguesas, contra a disciplina, advém de, durante muito tempo, se ter achado natural gozar ou inferiorizar alguns alunos com menos capacidades, gosto ou talento para as actividades físicas e desportivas. Ora estes alunos não só têm direito a usufruir plenamente e sem constrangimentos da disciplina, como serão até, atrevo-me a supor, os que mais têm a beneficiar com a sua frequência. Quem, aqui ou além, ainda não entendeu o papel fulcral da Educação Física e as responsabilidades que tem enquanto docente da disciplina, era bom que o começasse a perceber.

Portugueses confiam nas escolas públicas

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De acordo com o estudo de opinião realizado pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, as forças policiais são a instituição na qual os portugueses mais confiam: numa escala de zero a 20, o índice de confiança na capacidade que estes profissionais têm de combater o crime reúne uma pontuação de 14. De seguida na tabela, com uma pontuação de 13, constam as escolas e a sua capacidade de ensinarem coisas novas aos alunos. 

Consensual entre os eleitores das diversas forças partidárias é a ideia de que as escolas desempenham melhor o seu papel (ensinar coisas úteis aos alunos) do que as famílias (educar as crianças para o futuro de amanhã) […].

Não é, felizmente, novidade: a confiança dos portugueses nas escolas e no trabalho dos professores costuma salientar-se neste tipo de estudos. Ainda na semana passada, uma investigação da Universidade Católica colocava igualmente as escolas públicas em segundo lugar entre as instituições relevantes da sociedade portuguesa, atribuindo o topo das apreciações positivas à Presidência da República.

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Já os bancos, os tribunais (que não aplicam a lei com celeridade e justiça), os sindicatos (que não defendem eficazmente os trabalhadores) e as igrejas (que parecem ter dificuldade em conduzir os fiéis pelo caminho do Bem) mereceram apreciação negativa em ambos os estudos.

Curiosamente, os bombeiros, uma classe profissional que costuma estar também no topo da confiança dos portugueses, não aparecem em nenhuma destas sondagens. E é pena, pois seria interessante saber até que ponto a tragédia dos fogos do Verão passado terá tido reflexos na imagem pública destes profissionais.

Pela Universidade: os professores que não gostam de ensinar

Gabriel-Leite-Mota_web.pngVão distantes os meus tempos de estudante universitário, mas recordo que, já nesses anos 80 do século passado, se notava a tendência que a actual mania das avaliações e dos rankings acentuou: os professores universitários eram valorizados pela investigação que faziam e pelos artigos que publicavam e não pela qualidade do seu trabalho pedagógico. E isto levava a maioria a desinvestir na preparação de boas aulas e de materiais pedagógicos, especialmente quando se encarregavam de leccionar cadeiras que não estavam directamente relacionadas com a sua área de especialização.

Num artigo de opinião que se saúda, desde logo pela raridade que é vermos académicos a discutir publicamente a carreira universitária – normalmente preferem opinar sobre os problemas dos professores “inferiores” – Gabriel Leite Mota expõe clara e frontalmente um problema que vem de longe:

Quando se abrem concursos (de professor auxiliar a catedrático) em que a componente científica tem ponderações de 60%, 70% ou até 80%, e os critérios de exclusão por falta de mérito absoluto são o número de publicações e nunca as capacidades docentes, está a dar-se um sinal claro: as instituições querem investigadores, não docentes.

Acontece que as instituições de ensino superior precisam, em primeiro lugar, de docentes: a sua principal função é formar alunos. Não esquecer que os docentes do ensino superior em Portugal não necessitam de qualquer formação pedagógica para ensinar (nem têm qualquer programa tutorial ou estágio). O pressuposto por detrás dessa não exigência é obtuso: os alunos do superior não precisam de pedagogia porque já são suficientemente maduros para aprenderem por si.

Quem já tiver tido experiência no ensino superior sabe bem que essa tal maturidade não é verdadeira. Para além disso, quem tiver sido aluno numa instituição de ensino superior em Portugal sabe outra coisa: abundam os maus professores. Não será porque não se teve em conta as suas competências pedagógicas aquando da contratação, nem se forneceram as formações adequadas ao desenvolvimento das mesmas?

Como é evidente, se as universidades precisam de recrutar os melhores investigadores, não é possível garantir que estes reúnem as melhores qualidades para serem professores. Já os bons professores, mesmo que sejam igualmente bons na investigação, são em geral menos produtivos, pois acabam por despender mais tempo com as actividades lectivas. Para este imbróglio difícil de resolver, o autor encontra no entanto uma solução a contento:

Defendo, por tudo isto, que sejam criadas carreiras claramente diferenciadas: investigadores, que se ocupariam da produção científica, integrados nos centros de investigação e a quem competiria dar apenas poucas aulas, em formações avançadas (principalmente de terceiro ciclo) e fazer orientações de mestrados e doutoramentos; os docentes dariam mais aulas (principalmente primeiro e segundo ciclos), fariam acompanhamentos tutoriais aos alunos, receberiam formação contínua ao nível da pedagogia e teriam que inovar nos métodos de ensino e nos programa leccionados. Ambas as carreiras teriam a mesma dignidade, o mesmo vencimento, a mesma rapidez de progressão e o mesmo poder institucional.

Esta especialização laboral – todo o economista e gestor sabem isto – levaria a ganhos de produtividade que se consubstanciariam em ganhos de performance para as instituições de ensino superior: mais investigação de qualidade, mais alunos bem-ensinados e satisfeitos, o que se materializaria em mais receita (mais alunos inscritos, mais financiamento para a investigação). O que agora se faz, contratar professores para serem investigadores forçados a dar aulas, é uma perversidade idiota.

ESTA autonomia não, obrigado!

Então os professores passam a vida a exigir autonomia, e quando aparece um ministro a concedê-la às escolas ainda põem defeitos?

autonomia.JPGA observação era um pouco mais lacónica, e surgiu num outro blogue onde semanalmente também vou escrevendo. Mas julgo que era este o sentido do comentário de Júlia Gradeço a um post de Alexandre Henriques.

Como é evidente, há aqui conceitos diferentes de autonomia. A que os professores pretendem não é, nunca foi, a de retalhar em cada escola o currículo nacional, desarrumando disciplinas e cargas horárias e complicando desnecessariamente o planeamento e a execução das tarefas escolares.

A autonomia que os professores sempre defenderam é aquela que nos permitiria mobilizar recursos e definir prioridades de forma a dar resposta aos problemas reais com que nos deparamos nas nossas escolas. Não é a liberdade de inventar novos problemas, muito menos a de complicar a vida escolar e dificultar as aprendizagens dos alunos apenas para que um qualquer governante fique bem visto junto da OCDE.

Que fique bem claro que o compromisso dos professores é com os seus alunos, não com os governos. E que o facto de criticarem as opções políticas de determinada equipa ministerial não significa que tenham de tomar por boas todas as decisões de quem lhes suceder.

Muito menos quando se torna evidente que, em muitas questões estruturantes do sistema educativo, o que há é uma real continuidade das políticas, senão mesmo um verdadeiro e não assumido pacto educativo para desvalorizar a Educação e o trabalho dos seus profissionais.