Mais mulheres nas ciências e tecnologias

Diversos media assinalaram uma evidência registada num recente relatório da OCDE: entre todos os países analisados, Portugal é aquele onde existem mais mulheres a formar-se em cursos superiores de engenharia, ciências, tecnologias e informática. São já mais de metade do total, em áreas tradicionalmente dominadas pelos homens.

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Claro que a tendência não é nova, e nota-se na generalidade dos países desde que as raparigas passaram a ter as oportunidades de estudar que antes eram dadas apenas aos rapazes: desejosas de melhorar a sua formação e de ter acesso a profissões e carreiras que até aí lhes estavam vedadas, muitas jovens vieram a revelar-se alunas mais atentas, persistentes e aplicadas do que a maior parte dos rapazes.

Em Portugal, nas últimas décadas, a escassa empregabilidade da maioria dos cursos superiores nas áreas tradicionalmente preferidas pelas estudantes – letras, educação, enfermagem – acabou por despertar o interesse pelos cursos que parecem abrir portas para carreiras profissionais mais bem pagas e aliciantes: as engenharias, a informática, a medicina, a investigação científica.

A tudo isto junta-se um factor muitas vezes subestimado, que é a elevada percentagem de mulheres trabalhadoras em Portugal. Ao contrário de outros países europeus, onde ainda é relativamente comum algumas mulheres deixarem de trabalhar, ou passarem a fazê-lo a tempo parcial, quando se tornam mães, entre nós os baixos salários praticados impedem quase sempre esse tipo de opções. Há assim um forte investimento das jovens na sua carreira profissional. E seja qual for o seu projecto de vida, raramente equacionam a hipótese de ficarem economicamente dependentes do seu parceiro…

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As disciplinas com mais insucesso no 3º CEB

O mais recente estudo da DGEEC sobre insucesso escolar por disciplina, no 3º CEB, traz conclusões que não são surpreendentes para quem lecciona neste nível de ensino: a Matemática é a disciplina com maior insucesso, seguida do Inglês. Um pouco melhor estão a Físico-Química e o Português.

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São muitos os alunos que entram no ensino secundário sem terem conseguido passar a Matemática. Em 2015/2016, último ano com dados divulgados, 33% dos alunos que concluíram o 9.º ano, o último do ensino básico, tiveram negativa a Matemática, tendo por isso reprovado nesta disciplina, mostram dados tornados públicos pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Neste estudo, a DGEEC seguiu o percurso individual dos alunos nos três anos de escolaridade do 3.º ciclo (7.º, 8.º e 9.º) para saber quais tinham sido as suas notas internas (dadas pelo professores), quantas negativas somaram e quantos conseguiram levar estas notas para terreno positivo no ano lectivo seguinte. Foram analisados dados respeitantes a cinco anos: de 2011/2012 a 2015/2016.

Neste período de tempo, a percentagem de alunos que concluiu o 9.º ano com negativa a Matemática subiu de 23% para 33%. E a proporção dos que conseguiram recuperar desta negativa oscilou entre 16% e 20%. Das 12 disciplinas que fazem parte da matriz curricular do 3.º ciclo, Matemática é a que tem maior percentagem de negativas e também aquela onde menos alunos conseguem recuperar, transformando estas “negas” em classificações positivas.

No caso da Matemática, o mais preocupante, há uma avaliação séria, que deveria ser feita, sobre a aplicação dos novos programas introduzidos no tempo de Nuno Crato, e que se têm mostrado desajustados, quanto ao nível de exigência, extensão e conteúdos abordados, em relação aos alunos a que se destinam. Além de ajustamentos nos programas, há também medidas de apoio educativo que deveriam ser introduzidas aos primeiros sinais de dificuldade, mas a muito falada autonomia das escolas continua a não contemplar coisas fundamentais para a promoção do sucesso educativo, como a de contratar ou manter nos quadros professores com horas disponíveis para os apoios educativos.

Em relação ao Inglês, José Moura Carvalho, da Associação de Professores de Inglês, chama a atenção para a necessidade de apostar em metodologias mais activas no ensino da língua e para o aproveitamento do potencial das novas tecnologias para colocar os alunos, por exemplo, em contacto com falantes nativos da língua. A verdade é que, apesar do uso intensivo que fazem dos telemóveis e outros aparelhos, os nossos jovens parecem sair pouco da sua zona de conforto. E as escolas também não têm meios nem condições para os levar mais longe. Uma medida importante, que também é referida, seria o desdobramento de algumas aulas da disciplina, de forma a que os alunos, em grupos mais pequeno, pudessem praticar a oralidade.

No fundo, o eterno debate em torno do insucesso escolar acaba por nos levar sempre ao mesmo ponto: ou aligeiramos e adequamos os programas e os níveis de exigência para que todos, ou quase todos, tenham sucesso, ou mantemos os padrões que se acham adequados e nesse caso teremos de proporcionar meios suplementares às escolas – turmas mais pequenas, apoios educativos, aposta em novas tecnologias – para que possam ajudar os seus alunos a ultrapassar as dificuldades que inevitavelmente surgem.

Rankings para todos os gostos

ranking.JPGOs rankings das escolas dominarão a actualidade educativa na imprensa deste fim de semana. Não é já um manancial de números tão grande como noutros tempos – o fim dos exames no 4º e no 6º ano ditou o fim dos rankings nestes níveis de ensino.

Em contrapartida, ao ranking puro e duro que arruma as escolas com base nos resultados obtidos nas provas e exames do 9º, 11º e 12º ano, tem-se vindo a juntar o ranking dito alternativo dos “percursos directos de sucesso”.

Já em tempos tinha enumerado, em dez pontos, as minhas objecções em relação aos rankings escolares, pelo que me dispenso agora de estar novamente a demonstrar quão simplista, redutora e tendenciosa pode ser esta pretensa avaliação das melhores escolas. Limito-me por isso a deixar algumas notas, baseadas no muito que já se escreveu sobre o tema nas últimas horas.

Hegemonia esmagadora dos privados. Entre as trinta escolas com média de resultados mais elevada não há uma única escola pública. Superioridade do ensino privado, ou apenas o resultado lógico e natural de se trabalhar com alunos seleccionados?

Notas mais inflacionadas no norte litoral. Há 16 escolas secundárias que há cinco anos vêm dando aos seus alunos notas muito mais altas do que estes mereceriam, conferindo-lhes uma vantagem injusta no acesso à universidade. Todas se inscrevem dentro de um quadrilátero com vértices em Monção, Viana do Castelo, Santa Maria da Feira e Lamego. A grande maioria são privadas. Claro que isto não tem nada a ver com o facto de as médias de entrada serem em regra mais elevadas nas universidades do norte do país…

A “melhor” escola pública do país e a “melhor” privada do Porto situam-se na mesma avenida da cidade. Concentração boavisteira de talento ou será algum factor do micro-clima local que “faz a diferença”?

Escolas públicas intervencionadas pela Parque Escolar têm em média melhores resultados. E não é só, nem principalmente, por estas escolas terem melhores condições físicas e pedagógicas. É, acima de tudo, porque os melhores recursos atraem os melhores alunos, fazendo mesmo, nalguns casos, efectiva concorrência aos colégios privados.

Nem tudo tem explicação “científica” nas oscilações anuais dos rankings. Em termos de resultados académicos, há “fornadas” boas e menos boas de alunos nas escolas, , como muito bem sabem todos os que lidam com alunos reais, e não apenas com estatísticas de desempenho escolar. E quanto mais pequena é a escola, maiores podem ser as variações. Este ano, uma só excelente aluna fez a sua escola subir 833 lugares no ranking. E uma turma fora de série colocou uma pequena escola pública dos arredores de Leiria entre as mais bem sucedidas a nível nacional.

No fundo do ranking, ficam sempre os mesmos: escolas do interior desertificado ou dos subúrbios degradados, onde predominam alunos carenciados e desmotivados. A estes não há ranking que lhes valha, nem solução para os seus problemas que não passe por assumir que a intervenção necessária precisa de dar respostas também aos problemas económicos, sociais e culturais do meio envolvente.

Como se constroem “percursos de sucesso”

Referi-me em post anterior aos “percursos directos de sucesso”, o novo indicador com que o ME quer avaliar, a partir das notas dos exames e provas finais, conjugadas com a ausência de retenções, a qualidade do sucesso educativo. Documento original aqui.

Este indicador terá algumas vantagens em relação aos rankings tradicionais, mas também claras limitações, sendo uma delas tão evidente que logo a assinalei: deixa de fora o “sucesso” obtido fora do sistema “regular”, ou seja, os alunos do básico que seguem percursos curriculares alternativos ou cursos de formação e os do secundário que optam pelo ensino profissional.

Há outras coisas que não são tão óbvias. Por exemplo, e no que se refere ao 9º ano: como explicar a subida deste indicador, entre 2016 e 2017, em seis pontos percentuais?

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Não sendo credível que, num universo de cerca de 90 mil alunos, ocorra uma melhoria tão substancial de um ano para o outro, é evidente que a explicação terá de ser encontrada por outro lado. Se as retenções não podem diminuído tão subitamente, analisemos então a outra componente deste indicador: os resultados dos exames.

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Aqui, a resposta surge clara e evidente: a prova de Matemática de 2017 foi substancialmente mais fácil do que a do ano anterior. E não foi apenas, como sugere o secretário de Estado João Costa, uma “ligeira subida” das notas. A taxa de sucesso aumentou, como se pode ver no quadro que integra o estudo, 8 pontos percentuais. Ora estes alunos, que em 2016 teriam obtido o nível dois no exame e em 2017 alcançaram o três, passaram a engrossar as estatísticas dos “percursos de sucesso”. Claro que, para comprovar estatisticamente esta mais do que provável hipótese explicativa, necessitaríamos dos números completos que, convenientemente, não foram divulgados. Virão a sê-lo?…

Percursos directos de sucesso

indicadores2017.JPGAinda não há, nem sei se chegará a existir este ano, o habitual ranking de escolas construído com os resultados dos exames e provas nacionais. Mas já foram incorporados no Infoescolas os dados relativos à avaliação externa de 2016/17. E a DGEEC publicou alguns indicadores estatísticos relevantes sobre os resultados obtidos (para aceder ao documento, clicar na imagem).

O relatório da DGEEC e do JNE analisa separadamente os resultados das provas finais do 9º ano e os dos exames nacionais do secundário.

Num caso e noutro, a parte menos interessante é a análise da evolução dos resultados prova a prova: trata-se de um exercício relativamente irrelevante porque apenas nos confirma algo que já deveríamos saber: que as oscilações reflectem essencialmente as variações no grau de dificuldade das provas do que a menor ou maior capacidade do universo de alunos que as resolveu.

Já a aplicação do novo indicador – percursos directos de sucesso – tem virtualidades interessantes: medindo a percentagem de alunos que conclui o ciclo de estudos nos três anos previstos obtendo ao mesmo tempo nota “positiva” nas provas de avaliação externa. Este indicador “penaliza” tanto as escolas que “passam sem saber”, porque esses alunos não se saem bem nos exames, como aquelas que reprovam os alunos com dificuldades para garantir que só chegam ao final do ciclo devidamente preparados. E favorece as escolas “do século XXI” que o ME pretende valorizar: as que reduzem o insucesso sem baixar demasiado o nível de exigência, de forma a que os alunos correspondam bem às solicitações da avaliação externa, sejam elas na forma de provas de aferição, exames finais ou testes internacionais.

Quanto aos resultados em concreto, eles mostram que, tanto no básico como no secundário, há um aumento percentual dos percursos de sucesso – de 40 para 46% e de 37 para 42%, respectivamente – relativamente a 2015/16. Quanto à distribuição regional do sucesso, há uma constatação evidente: os melhores resultados tendem a concentrar-se no norte litoral e na região centro do país. Como se vê no quadro seguinte, relativo ao ensino secundário:

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Há no entanto algo que escapa a estes indicadores cada vez mais precisos e apurados que a estatística ministerial tem vindo a desenvolver: eles abrangem apenas alunos do ensino básico dito regular e do secundário científico-humanístico. Quer isto dizer que deixam de fora, no básico, um número significativo de alunos que optam por percursos alternativos – CEF, PIEF, PCA, vocacionais – e que não realizam, em regra, as provas finais. No secundário, excluem os alunos dos cursos profissionais, que actualmente já são mais de 40% do total de estudantes deste nível de ensino.

Assim sendo, as variações regionais do “sucesso” podem estar a dizer-nos, não apenas onde é que os alunos progridem mais e melhor no ensino regular, mas também onde é que o sistema tem sido mais eficaz a encaminhar para vias alternativas os alunos com maiores dificuldades de aprendizagem.

Percebe-se que dá trabalho introduzir nestas estatísticas informação relevante que não pode ser obtida de forma quase automática das bases de dados ministeriais. Mas deveria fazer-se, se o objectivo é fornecer informação completa e transparente, e não apenas induzir a produção de peças de propaganda, na comunicação social, ao acerto das medidas governamentais.

O Inverno demográfico

bebe.gifDados do Ministério da Justiça registam que há menos 2702 crianças em 2017 do que em 2016, uma diferença de, em média, menos 7,3 bebés por dia.

A quebra da natalidade que se vem registando ao longo de décadas é um fenómeno comum a todos os países desenvolvidos. Mas em Portugal os seus efeitos agravam-se, não só por termos uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo mas também devido ao saldo migratório negativo. Ou seja, temos mais emigrantes de que imigrantes. Saem do país adultos jovens em idade reprodutiva e esse movimento não é suficientemente compensado pela vinda de estrangeiros.

Os anos de chumbo do passismo e da troika, do empobrecimento  e da austeridade, levaram a natalidade ao seu valor mínimo desde que há registos: 82.367 bebés nascidos em 2014. Em 2015 e 2016 registaram-se aumentos, mas não se tratou de um crescimento sustentável da maternidade: foi apenas a concretização de projectos que a crise obrigou a adiar.

Algumas pessoas viram essas subidas como uma inversão da tendência da quebra da natalidade, mas é uma interpretação abusiva. O que pode estar em causa não é uma inversão da tendência mas os nascimentos que não aconteceram durante a crise. Em 2015 e 2016 foi a compensação das crianças que deveriam ter nascido nesses anos, até porque as mulheres têm uma idade para ter filhos.

Na verdade, 2017 deverá registar nova descida da natalidade: os dados provisórios apontam para um valor em torno dos 85 mil nascimentos. E não há indícios de que esta tendência se possa reverter nos próximos tempos: as mulheres em idade fértil são cada vez menos, porque o seu número reflecte hoje o declínio da natalidade que já era evidente há 30 ou 40 anos atrás. E o índice de fecundidade, em torno de 1,3, diz-nos uma coisa muito simples: se decidir ter o primeiro filho é uma decisão complicada para muitos casais, abalançar-se a um segundo bebé é ainda mais difícil. E a maioria dos pais acabam por ficar apenas com um único filho.

O problema demográfico representa talvez o nosso maior fracasso, nos tempos da democracia, em planear o nosso futuro colectivo. Quando todos os países em situação semelhante à nossa procuram formas de incentivar a natalidade e desenvolver políticas de apoio às famílias, por cá o declínio da natalidade continua a ser visto, pelos nossos decisores de vistas curtas, como uma oportunidade para cortar despesa. À boleia da diminuição do número de nascimentos fecharam-se escolas e maternidades e adiou-se o desenvolvimento de uma rede de educação pré-escolar pública e de qualidade. Nos tempos do passismo, nomeavam-se comissões de sábios para estudar o problema. Com a geringonça, é o CNE que promove estudos para saber se a diminuição do número de alunos nos próximos anos permitirá continuar a poupar na contratação de novos professores.

Não procuramos perceber do que precisam as famílias para terem mais filhos. Em vez disso, congratulamo-nos com a competitividade dos nossos jovens, que não tendo crianças a cargo podem estar mais disponíveis para trabalhar fora de horas, aceitar baixos salários e empregos longe de casa. Toleramos ritmos de trabalho incompatíveis com a vida familiar e já só falta darmos medalhas, pelo 10 de Junho, àqueles empresários que recusam admitir nos quadros trabalhadoras que possam vir a engravidar.

Um país envelhecido, empobrecido e endividado, eis o que nos preparamos para deixar às novas gerações. Sempre mais atentos aos fait divers da pequena política e à gestão das sucessivas crises, poucos de nós parecem compreender, infelizmente, a dimensão e a gravidade do problema que temos pela frente.

Também no tempo de Sócrates se fechavam os olhos ao despesismo irresponsável e às megalomanias do governante embriagado pelo poder. Pois bem, os desmandos do socratismo são uma brincadeira quando comparados com a tempestade perfeita que, se nada fizermos, o Inverno demográfico acabará por nos trazer.

Monitor da Educação 2017

O Monitor da Educação é um observatório da Comissão Europeia que reúne informação relevante e actualizada sobre todos os estados-membros da UE no que se refere a educação e formação.

O tema principal da edição deste ano é a desigualdade na Educação. Aparentemente, as actuais elites políticas, formatadas nos dogmas do neoliberalismo, parecem comungar das preocupações neo-marxistas com a escola reprodutora de desigualdades. Mas não: a apreensão com os fracos resultados académicos dos filhos dos pobres e dos emigrantes reflecte apenas a ideia errada de que a escola pode, por si só, reduzir ou eliminar as desigualdades, sem ser preciso mudar as estruturas económicas e sociais que a originam. No fundo é isto: já que não podemos incomodar os donos do dinheiro nem interferir nos processos de acumulação de riqueza à escala global, vamos então invectivar os professores a fazerem alguma coisa pelos mais desfavorecidos.

O relatório referente a Portugal traz alguma informação relevante, mas precisa de ser lido com cautelas, pois algumas observações são pouco rigorosas ou têm um cunho marcadamente político: percebe-se que os burocratas europeus não andaram pelo terreno a confirmar todos os dados e confiaram em muita informação fornecida directamente pelos organismos governamentais dos diversos países.

Fica o quadro comparativo dos principais indicadores Portugal/UE.

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