A escola ao contrário

Lê-se, e a primeira reacção é de incredulidade: como é possível!…

Relendo com mais atenção, percebe-se melhor: é nos Estados Unidos, ainda a desconfinar da era Trump, seguindo uma tradição de obscurantismo, radicalismo e negacionismo que já vem de trás.

Afinal de contas, no país do relativismo e das verdades alternativas – ou do mundo ao contrário – é bem possível haver uma escola onde os professores são ameaçados de despedimento se se vacinarem contra a covid-19 e impedidos de se aproximar das crianças se mesmo assim tomaram a vacina. Mais espantoso ainda, sabendo-se do que se passa, os pais negacionistas fazem fila para inscrever os filhos aqui. Contudo, o mais surreal e inacreditável é, a meu ver, haver quem defenda estas patranhas e não tenha vergonha de continuar a intitular-se professor.

Um professor de Matemática e Ciências tentou incutir nos alunos do 5.º ano da Centner Academy, uma escola privada em Miami, uma teoria da conspiração, segundo a qual não deveriam abraçar os seus pais já vacinados contra o coronavírus por mais do que cinco segundos, ou correriam um risco elevado de exposição a substâncias libertadas devido à vacinação.

De acordo com o jornal The New York Times, um aluno ter-se-á queixado aos pais, por e-mail, denunciando que o docente orientou a turma para que se “afastasse” dos familiares. E uma semana antes, conta também o norte-americano The New York Times, o estabelecimento de ensino tinha ameaçado os professores com despedimento, caso fossem vacinados contra a Covid-19 antes do final do ano letivo. Os acontecimentos deixaram os encarregados de educação assustados, e, em conversas pelo WhatsApp, começaram a questionar-se sobre o melhor plano para tirar as crianças da Centner Academy o mais rapidamente possível.

Houve, no entanto, também o movimento oposto, registando a escola privada um aumento flagrante da procura, apesar de a prestação anual rondar os 25 mil euros (30 mil dólares). O jornal The New York Times veicula mesmo que a escola se terá tornado num “farol nacional para ativistas antivacinação, praticamente da noite para o dia”, numa altura em que as autoridades de saúde pública nos Estados Unidos lutam para derrotar o ceticismo em relação à vacina contra a Covid-19.

45 mil docentes e não docentes por vacinar

O número de trabalhadores docentes e não docentes por vacinar não é, como se tentou dar a entender inicialmente, residual. O coordenador da task force admitiu na semana passada a existência de 45 mil pessoas nesta situação. Garantiu que não foi por culpa do grupo de trabalho que dirige que esta situação aconteceu – o que não custa a acreditar – mas não apontou uma data concreta para que estas vacinações em falta se realizem – o que não é aceitável.

Entre os professores sem vacina e sem resposta às suas reclamações há quem pertença a grupos de risco. E mesmo os que se consideram saudáveis estão diariamente expostos a um risco acrescido, à medida que o avanço nas medidas de desconfinamento vai induzindo comportamentos menos seguros da parte dos alunos. Por isso ponderam o recurso a atestado médico para proteger a sua saúde e a sua vida, algo que não deveriam ser forçados a fazer quando existe vacina disponível e têm direito a ela.

Quando à falta de respostas e de soluções, parece que, uma vez mais, a necessidade de encobrir as falhas e a incompetência de quem não fez o seu trabalho como devia se está a sobrepor à necessidade de corrigir rapidamente a situação vexatória e discriminatória a que o Estado sujeitou estes professores e funcionários das escolas. O que, além de lamentável, é perfeitamente escusado: não se pretende crucificar ninguém, apenas que se corrijam os erros que cometeram, integrando na lista de vacinação quem sempre lá deveria ter estado.

No Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia há 179 professores e dois não docentes ainda sem qualquer dose da vacina contra a covid-19. Uma situação que está a provocar grande ansiedade e se estende a várias escolas do País, com professores a ameaçarem com baixa médica.

“Não sabemos o motivo e a falta de resposta é a grande questão”, conta ao DN Marco Marques, diretor do agrupamento. O responsável garante ter falado “com quem de direito” e ter levado a cabo “todos os procedimentos necessários para resolver o problema”. “A lista que foi enviada para a testagem tem os mesmos dados daquela que foi enviada para a vacinação. Serviu para a testagem e não se entende o que falhou para o processo de vacinação”.

A situação, conta, está a criar “muita ansiedade aos docentes”. “Não se compreende esta situação e com uma justificação seria mais fácil de entender e de gerir. Era importante que nos dessem alguma explicação”, afirma.

Eva Matias, professora de Matemática numa escola da Amadora também não compreende “o silêncio” das entidades. “Ainda não fui contactada e o silêncio é inacreditável. Já fiz queixa ao Provedor de Justiça, enviei email para o Conselho de Ministros e Presidência da República e não tive resposta de ninguém”, explica. A docente, que sofre de hipotiroidismo – uma doença autoimune – diz sentir-se “psicologicamente afetada com a situação”. “Dou aulas ao 9º ano. São alunos que não foram incluídos na testagem e que têm comportamentos de risco próprios da idade. São idades críticas, estão enfiados nas casas uns dos outros a conviver, andam sempre todos juntos e sem máscara no exterior da escola”, sublinha.

A professora diz estar a “colocar a vida em risco diariamente” e pondera recorrer à baixa médica se a situação não se resolver. “Dou aulas há 23 anos e nunca meti baixa na minha vida, mas tenho muito medo de ir trabalhar. Não me sinto segura na escola e a verdade é que os alunos já não cumprem tanto as regras de segurança. Para eles, isto já passou”, conclui.

A opinião é partilhada por Fernando Couto, professor do Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, na Amadora, para quem a escola “não é, nem nunca foi um lugar seguro”. “A imagem que passam de segurança não é real e não é o ideal para evitar a contaminação. Não por culpa das direções das escolas, mas pela falta de cumprimento de regras por parte dos alunos. E é preciso não esquecer que por trás de cada criança há um agregado familiar. A escola não é um lugar seguro, nem o conseguirá ser porque não há capacidade para isso”, diz.

Efeitos do confinamento na juventude

Cansaço e alterações de sono, de apetite e de humor são efeitos do confinamento nos jovens

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Um estudo realizado pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos registou um aumento de ansiedade entre os adolescentes, principalmente devido à falta de socialização. Foram também verificadas grandes diferenças entre os dois períodos em que os alunos estiveram em casa, a ter aulas através da internet.

No caso dos adolescentes, passaram quase seis meses a viver dentro do quarto, com ensino à distância. Longe dos amigos, às vezes demasiado perto da família, nem sempre foi fácil lidar com este período.

Se a adolescência nunca foi uma idade fácil, muito menos o seria em tempo de confinamento. E se tantas vezes os adultos se exasperam com o frequente alheamento dos adolescentes em relação ao que os rodeia, absortos como estão com o telemóvel ou o computador, foi preciso uma pandemia e o recurso massificado ao ensino online para que os próprios jovens aprendessem a valorizar a escola presencial.

Apesar dos progressos da tecnologia, seis meses de confinamento, divididos por dois anos lectivos, deram bem para perceber as limitações do contacto não presencial e das aprendizagens que se tentam fazer por esta forma. A reportagem da Antena 1, curta mas incisiva, coloca estudantes do ensino secundário a dar o seu testemunho sobre a forma como viveram e sentiram o confinamento e as aulas à distância. E é esclarecedora.

Sem dramatizar excessivamente a situação, como infelizmente já vamos vendo fazer-se, nem tentar instrumentalizar politicamente algo que tem de ser resolvido nas escolas e nas famílias, importa criar nas escolas as melhores condições para restabelecer a relação pedagógica e superar os eventuais comprometimentos nas aprendizagens. E resistir à tentação, tão em voga nos dias de hoje, de infantilizar os adolescentes ou de os colocar numa redoma. Eles precisam de aprender a assumir responsabilidades e a enfrentar desafios. E é preferível que o façam no meio escolar, seguro e controlado, do que noutros ambientes bem mais arriscados.

Dito isto, acrescente-se que a imersão digital, não sendo boa para os jovens, como agora se conclui, também não o será para os professores, que agora cumprem integralmente o seu horário lectivo presencial. Esperar que venham para casa, depois de um dia de aulas, para realizar autênticas maratonas de “capacitação digital” não faz qualquer sentido. Sobretudo quando já se concluiu que não foi por falta de domínio das tecnologias por parte dos docentes que o ensino a distância não deu os resultados esperados. A escola do século XXI continuará a ser, afinal, uma escola essencialmente presencial.

A saúde mental dos nossos alunos deve ser preservada, mas a dos professores merece igual consideração. Se quem manda se mostra incapaz de perceber isto, está mais do que na altura de os professores, por uma vez, se empenharem a sério na defesa dos seus direitos.

Ainda o 25 de Abril

A evocação bem humorada de Paulo Serra, neste que já é o segundo 25 de Abril celebrado em tempos de pandemia.

Professores do ensino superior exigem vacinação

Há professores do ensino superior que estão a recusar dar aulas por não estarem vacinados. A possibilidade está abrangida pelo pré-aviso de greve do Sindicato Nacional do Ensino Superior, que permite aos docentes não dar aulas se considerarem que não estão reunidas as condições sanitárias.

A presidente do sindicato, Mariana Gaio Alves, afirma que é impensável os professores não estarem a ser vacinados contra a Covid-19 e confirma que alguns professores aderiram à greve.

A exigência parece-me justa, pelo menos em relação aos docentes que leccionam aulas práticas, uma vez que as teóricas podem continuar, sem grande inconveniente, a serem dadas a distância. Há que ter em conta que a faixa etária dos adultos jovens, na qual se situam quase todos os estudantes universitários, tem sido das que apresenta maior incidência do vírus. E também das menos cuidadosas no que diz respeito ao cumprimento rigoroso das regras de segurança sanitária.

A necessidade de priorizar o acesso destes docentes à vacina anti-covid é consensual entre os representantes dos professores e das instituições. Já do lado do Governo, nota-se a falta de vontade de aceder à exigência, mas também se assiste ao habitual jogo do empurra: ministério do Ensino Superior e da Saúde e esquivam-se a dar uma resposta clara à reivindicação dos professores.

Entretanto a região autónoma da Madeira parece ser, também aqui, um mundo à parte…

90% dos professores e funcionários do ensino superior na Madeira já foram vacinados

Regras mais apertadas no isolamento profiláctico

As escolas passaram a ser um dos epicentros da estratégia de testagem em massa a partir da reabertura gradual, iniciada no mês passado. Por isso, a DGS estabeleceu um protocolo para actuação nos casos em que seja detectado um caso positivo num dos testes rápidos de antigénio que estão a ser realizados nos estabelecimentos de ensino. Segundo uma “determinação da autoridade de saúde nacional”, a que a agência Lusa teve acesso, caso seja detectado um caso positivo numa turma deve ser determinada, “de imediato e preventivamente” pela autoridade de saúde local “a suspensão de actividades da turma, para salvaguarda da saúde pública”, enquanto se aguardam os resultados laboratoriais dos testes moleculares (PCR).

A nova orientação da DGS estabelece ainda que “mediante análise de risco realizada pela autoridade local, a estratégia de testagem deve ser tendencialmente aplicada a toda a escola, priorizando-se as turmas consideradas de maior risco”. Perante a existência de outros casos confirmados, deve ser ponderado de imediato, o encerramento de mais turmas ou de toda a escola, adianta. Esta solução já estava também prevista desde o início do ano e chegou a ser aplicada nos concelhos que tiveram grandes surtos no início das segunda e terceira vagas da pandemia.

A autoridade de saúde local deve também determinar o isolamento profiláctico dos contactos com exposição de alto risco ao caso confirmado de infecção por SARS-CoV-2, bem como dos grupos populacionais em risco identificados aquando da investigação epidemiológica e da avaliação do risco efectuada. Uma das novidades é que os “coabitantes”, nomeadamente familiares, dos alunos e também dos professores e funcionários, são “equiparados a contactos de alto risco” e têm que ficar em isolamento profiláctico obrigatório até apresentarem um teste negativo.

Depois de meses a fingir que as escolas eram seguras e os alunos dificilmente se contagiavam, parecem ter finalmente chegado tempos de maior realismo. É verdade que a testagem em massa é feita apenas aos alunos do secundário e aos profissionais docentes e não docentes. É igualmente certo que os testes rápidos de antigénio são altamente ineficazes na detecção de casos positivos em infectados assintomáticos. Ainda assim, agir rápida e preventivamente perante casos suspeitos é a forma de tentar correr um pouco à frente do vírus, quebrando cadeias de contágio antes que este se intensifique e se torne incontrolável.

As novas regras já constam da norma da DGS publicada em Março, mas só agora, com as escolas a funcionar com a totalidade das turmas, estão a ter aplicação plena. Neste contexto, as notícias que nos vão chegando acerca de turmas confinadas em escolas de norte a sul do país podem nem ser assim tão más. Significam que algo está efectivamente a ser feito para evitar os contágios em ambiente escolar. Para que a segurança das escolas, que sempre nos foram garantindo existir, não continue a ser uma palavra vã.

161 mil profissionais de educação vacinados no fim de semana

O domingo terminou com 64 500 inoculações da vacina contra a covid-19 e 57 700 foram a professores e auxiliares da ação educativa e do apoio social do Ensino Secundário. Juntam-se aos 120 mil de sábado, sendo que 103 mil são profissionais do ensino.

Dados provisórios avançados pela task force, mas só esta segunda-feira se farão as contas finais, nomeadamente sobre quem não compareceu e quem não recebeu a mensagem.

O coordenador da estrutura, o vice-almirante Gouveia e Melo garantiu este domingo que quem não foi vacinado será chamado para a semana.

Ninguém está esquecido. Se houve professores e auxiliares que não foram incluídos por falha de processo, serão novamente incluídos e com a mesma prioridade que têm agora”, disse Gouveia e Melo no final de uma visita ao centro de vacinação de Gondomar, no distrito do Porto.

Correu bem, de um modo geral, a campanha de vacinação em massa do passado fim de semana. A quase totalidade dos professores e outros profissionais das escolas convocados compareceram à chamada, embora tenha havido, como é natural num processo desta dimensão, algumas falhas, nomeadamente na não inclusão nas listas de pessoas que deveriam ter sido vacinadas.

Para os que receavam, injustificadamente, que os professores estivessem a ser usados como “cobaias” da nova fase do processo de vacinação, há que dizer que sim, de certa forma fomos cobaias, mas no bom sentido do termo: demonstrámos como, com toda a segurança, boa organização e civismo, é possível ultrapassar num só dia a meta das 100 mil inoculações – uma capacidade logística que será determinante, quando finalmente as vacinas chegarem na quantidade que se deseja, para alcançar rapidamente a imunidade de grupo em relação a uma doença que nos atormenta há demasiado tempo.

Um liberal desmascarado

Embora no discurso político a linguagem seja mais contida, e tentem disfarçar com alguma irreverência o mais puro egoísmo e falta de empatia, quando os autoproclamados liberais se soltam um pouco deixam bem à vista as pessoas egocêntricas, sem escrúpulos e mal formadas que nunca deixaram de ser.

Mas nem tudo está perdido, e o tweet infeliz, embora revelador, deu azo a centenas de comentários de desaprovação e de repulsa, de utilizadores que não se revêem na estupidez da atitude e muito menos no desprezo com que o desprezível Lobo se refere à involuntária companheira de viagem. Que certamente dispensaria a companhia pouco recomendável deste burgesso com o monco de fora.

O idiota, que diz que as máscaras não protegem, não consegue sequer perceber o básico: a máscara não serve tanto para lhe dar protecção a ele como para proteger os que o rodeiam, num espaço fechado onde não é possível o distanciamento físico.

Mas até se compreende. Trata-se de pensar nos outros, fazer alguma coisa pelo bem de todos em vez de estar cada um unicamente focado no seu interesse e no que entende ser a sua liberdade individual. Que ideias tão estranhas para as novas seitas de neoliberais, libertários, anarco-capitalistas e cripto-coisos…

Vacinação de profissionais da Educação soma e segue

A vacinação dos professores, não docentes e trabalhadores das respostas sociais arrancou este sábado, com o objetivo de administrar a primeira dose da vacina contra a covid-19 a quase 170 mil durante o dia de hoje e de domingo. Até ao final da manhã, já tinham sido vacinados 25 mil, adiantou aos jornalistas o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

“Ainda estamos na manhã de sábado e já tivemos 25 mil vacinados. Isto mostra também o ritmo destes quase 300 postos de vacinação do país”, avança Tiago Brandão Rodrigues, elogiando o trabalho das autarquias, do Ministério da Saúde, da ‘task force’ responsável pelo plano de vacinação e das escolas. “Temos muitos postos de vacinação também nas nossas escolas.”

Depois do percalço do passado fim de semana, prossegue hoje a bom ritmo o programa de vacinação em massa dos profissionais da educação e dos serviços sociais. Uma prioridade não isenta de críticas: há quem não perceba que a profissão docente, exercida nas condições actuais – turmas numerosas e permanência prolongada em salas de aula onde não se cumprem as regras de distanciamento – é efectivamente uma profissão de risco. Quando não se tomam medidas de fundo para mitigar os riscos, vacinar os profissionais é o mínimo que se pode fazer para lhes assegurar uma protecção efectiva contra a pandemia.

Também se diz que a prioridade aos professores é resultado de cedência a lobbies. Uma acusação absurda: todas as reivindicações dos professores, nesta e noutras matérias, são feitas publicamente e estão à vista de toda a gente, nas páginas dos sindicatos, nas redes sociais, na imprensa generalista e na chamada blogosfera docente.

Mas a crítica mais acintosa é a que insinua que andamos a “roubar” as vacinas dos idosos para sermos vacinados antes de toda a gente. Ora bem: o que os professores pediram foi para serem considerados na lista de prioridades, pelas razões que são bem conhecidas. Não exigiram um lugar específico nessa lista, nem sequer passar à frente de outras prioridades que, na altura, já estavam estabelecidas. Se há muitas ou poucas vacinas, se existem restrições na aplicação por faixas etárias ou grupos de risco, isso tem de ser considerado na logística das operações, mas não são os professores, obviamente, que têm de decidir o seu lugar na lista.

Pela minha parte, tomei hoje a primeira dose da vacina, respondendo à chamada da equipa responsável. E o que constatei, a par de organização e funcionamento eficientes, foi o elevado número de idosos que estavam também, no mesmo local, a ser vacinados. A maioria, suponho, a fazer já a segunda imunização. Parece, afinal, que as vacinas disponíveis vão dando para cumprir, em simultâneo, diversas prioridades de vacinação. Quanto à logística montada no local, ela demonstra eficácia e capacita os profissionais de saúde para novos e ainda mais ambiciosos programas de vacinação em massa. Que se espera venham a iniciar-se rapidamente, assim que mais vacinas estiverem disponíveis.

Covid-19 vai à escola

Decretar o desconfinamento total nas escolas, mesmo nos concelhos com forte incidência da pandemia, é uma jogada arriscada que, já deveríamos saber do passado recente, tem tudo para correr mal.

Recomendar-se-ia maior prudência, quando o objectivo último deveria ser suster os ganhos que se conseguiram na luta contra o coronavírus, evitando o recrudescer de novos casos e novos confinamentos.

Pois já sabemos que os bicharocos não se comovem com boas intenções de governantes nem perdoam quando baixamos a guarda. Ei-los, no boneco de Paulo Serra, preparando-se para, também eles, voltar à escola…