Informações-prova 2017/18

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Já se encontram há uns dias disponíveis no site do IAVE as informações-prova referentes às provas finais do 3º CEB e aos exames do Secundário.

Apesar de se realizarem primeiro, ainda nada consta acerca das provas de aferição, que pelo andar da carruagem prometem vir a ainda mais polémicas do que os exames do 4º e 6º ano criados no tempo de Nuno Crato. E exigem, como tal, maiores cautelas…

Informações-Prova 2017/2018

 

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Resposta certa, errada ou assim-assim?

O exercício era simples, até para uma criança de sete anos: escrever usando algarismos números escritos por extenso.

E o miúdo sabia fazê-lo, como se depreende pelas respostas que deu. No entanto, a sua “interpretação” da pergunta foi diferente do que era pretendido pela professora, que considerou as respostas erradas. Mas o pai da criança teve dúvidas e acabou, como conta o DN, por colocar o assunto à consideração superior. No Twitter…

Será que a expressão “os seguintes números” pode entender-se como “os números seguintes”?

Será a pergunta suficientemente ambígua para permitir a possibilidade de responder de duas formas diferentes, ambas correctas?

Deveria a professora valorizar a capacidade de raciocínio do aluno e considerar certo o exercício?

Ou estamos precisamente perante um raciocínio incorrecto, que induziu o aluno em erro, embora acabando a fazer algo até mais difícil do que o pedido?

Ou ainda: o que temos aqui é uma expressão de criatividade, algo que a escola deve valorizar e estimular nos alunos, ou já o embrião de um vício demasiado frequente nos adultos, a mania de complicar?

Como se vê, são mais importantes as dúvidas e as reflexões que este caso suscita – o tweet original tem já mais de cinco mil respostas – do que a resposta definitiva para a questão colocada.

Em todo o caso, e se quisermos uma posição que possa servir de voto de qualidade, talvez o tweet da Real Academia Española, instada a pronunciar-se, possa servir a esse fim. Os académicos não têm dúvidas: “tal como está redigido o exercício, a interpretação natural é que se escrevam com algarismos os números que se citam a seguir“. E não haveria, pergunta ainda alguém, uma forma mais clara de colocar a questão? Sim, responde a Academia, o mais claro seria escrever “estes números”.

Entretanto Ignacio Bárcena, o pai da criança, perante a repercussão de um tweet que rapidamente se converteu num quase julgamento público da professora do seu filho, sentiu também a necessidade de esclarecer: da sua parte, foi apenas uma brincadeira. E gosta muito da professora do seu filho.

Greve Nacional a 27 de Outubro

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A Fenprof associou os professores à greve nacional de toda a administração pública marcada para a próxima sexta-feira.

Embora a maioria das motivações para a luta dos professores andem neste momento em torno de reivindicações específicas da classe, a Fenprof, que integra a CGTP e a Frente Comum de sindicatos do sector público, decidiu fazer “convergir” a luta dos professores e educadores com a dos restantes trabalhadores do Estado.

O problema é que a classe sempre foi um pouco arisca nestas coisas, e não gosta de misturas. O risco de esta iniciativa alienar os docentes que não gostam de confundir as suas lutas com as greves “dos funcionários públicos” é real.

Outro problema – e este, sinceramente, sempre me custou a entender – é o de ser à sexta-feira. Preocupamo-nos, erradamente, com o que outros irão pensar de nós, por fazermos uma greve que nos prolonga o fim de semana, em vez de pensarmos naquilo que tem de ser prioritário quando se faz uma greve: em nós próprios. Se o desconto do dia é a nós que sairá do bolso, parece-me óbvio que se faça quando nos convém, e não quando dá jeito aos outros.

Depois surgem outro tipo de questões: os que não fazem porque é só um dia, os que não aderem porque é política, os que só alinhavam se fosse especificamente para defender esta ou aquela situação particular. Mesmo havendo neste momento uma óbvia causa comum – a recuperação, ainda que faseada ou parcial, do tempo de serviço perdido com os congelamentos, ou medidas que compensassem essa perda – vemos ainda demasiado alheamento, descrença, divisionismo e obstinação em muitos dos nossos colegas.

Não creio que um dia de greve possa traduzir-se em ganhos significativos para a classe docente, ou para qualquer outra das categorias profissionais da administração pública que irão estar envolvidas no protesto. Mas não tenho grandes dúvidas de que o grau de adesão que esta vier a ter servirá para medir o grau de descontentamento e a determinação que haverá, ou não, para encetar uma luta mais dura e prolongada.

Pois está visto que não é a espingardar no feicebuque nem a assinar a enésima petição a pedir o topo da carreira e a reforma para todos que chegaremos a algum lado.

No rescaldo dos incêndios – III

calor.pngAí vamos nós de novo…

A partir de domingo, as temperaturas vão aumentar (podendo atingir os 30 graus) e a humidade vai descer, o que aumentará o risco de incêndio. O aviso consta de um comunicado publicado nesta quinta-feira pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Entre os dias 22 e 25 de Outubro prevê-se um novo período sem precipitação, havendo uma probabilidade entre 20% e 40% de ocorrência de precipitação nas regiões norte e centro entre os dias 26 e 28 de Outubro. Haverá ainda subida da temperatura do ar para valores máximos entre 25 e 30°C e humidades relativas do ar inferiores a 40% no período da tarde nas regiões do interior até dia 25 de Outubro”, lê-se no comunicado do IPMA.

Os meteorologistas afirmam ainda que “a precipitação entre os dias 16 e 21 não deverá ter impactos significativos na diminuição da situação de seca, em particular nas regiões do interior e no Algarve, devendo o risco de incêndio voltar a aumentar já a partir de dia 21 [sábado], pelo menos até dia 25 de Outubro [quarta-feira]”.

No rescaldo dos incêndios – II

Marcelo Rebelo de Sousa deveria saber que respeito e gratidão são virtudes que escasseiam à direita a que quis agradar, vindo a público pressionar para que a ministra da Administração Interna fosse demitida. E claro que os socialistas também não ficaram satisfeitos.

Deu-lhes abébias, agora ature-os…

 

No rescaldo dos incêndios – I

Quando se pensa que já vimos tudo, em termos de baixaria informativa, lá aparece quem nos mostre que é sempre possível afundar mais um pouco.

Uma capa inqualificável da revista Sábado.

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“O primeiro ciclo também pensa”

alunos-abc.pngManter durante uns anos um blog razoavelmente visitado,  não é tarefa fácil.

Muitas vezes pensei em desistir. Uma delas foi quando uma página anónima “Quem se preocupa com os professores do primeiro ciclo” me acusou de plágio. Sempre que os citava usava aspas, e a identificação possível, pois trata-se de um página eternamente anónima. O que prova que há medo entre alguns professores do primero ciclo, ou que têm alguma coisa a esconder. Hoje em dia sobrevivem do que alguns blogues publicam, e perderam o fulgor editorial de outros tempos.

Há medo no 1º ciclo, como sugere o Duilio Coelho, um resistente que continua, através do seu blogue PRIMEIRO CICLO, a intervir na blogosfera docente? Ou serão apenas a descrença, o desânimo e a exaustão a falar mais alto?

Sendo inteiramente verdade que o primeiro ciclo também pensa, todos ganharíamos com uma maior presença destes colegas no espaço de discussão pública dos temas e dos problemas da educação.

Pois pensando juntos, pensamos melhor.