Músicas do Mundo: Moonraisers – Hotel California

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Músicas do Mundo: Makali Marc Tau – Before the next teardrop falls

Professores armados

Nem aumentos salariais nem melhores condições para fazerem o seu trabalho. O que a América de Trump se propõe dar a cada professor é uma arma e licença para matar um eventual assassino que entre na escola e não o mate a ele primeiro.

A proposta é imbecil e são coisas destas que deixam perplexo sempre que ouço colegas a defender que a direita política “respeita” os professores e defende a sua “autoridade”.

Fica uma selecção de cartoons assumidamente parcial – também há quem defenda os argumentos de Trump – mas reveladora de algumas das leituras que os humoristas vão fazendo do tema.

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Arm me with…

É uma nova e grande campanha na internet: os professores dos Estados Unidos não querem, por muitas e mais do que óbvias razões, levar armas para as aulas.

Em vez de armas de fogo, preferem que lhes dêem outras armas: instrumentos e condições de trabalho para conseguirem proporcionar uma melhor educação aos seus alunos, dando-lhes o que eles realmente necessitam.

Ficam algumas imagens da campanha que corre no Twitter e no Instagram sob a hashtag #ArmMeWith

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Para cada professor, uma arma

western.gifPor cá, acham que fazem a felicidade dos alunos obrigando os professores a flexibilizar o currículo. Nos States, é o próprio Presidente que sugere uma forma nova e original de garantir a segurança escolar…

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se esta quarta-feira favorável a armar professores nas escolas, para proteger os alunos em caso de ataque similar ao de Parkland.

Os professores teriam a arma dissimulada e seguiriam uma formação prévia, adiantou Trump, sem anunciar uma decisão definitiva sobre este polémico assunto.

A proposta é obviamente absurda, mas segue na linha das posições que costumam ser defendidas pelo lobby armamentista: em vez de desarmar a população civil, começando pelos desequilibrados mentais que guardam em casa verdadeiros arsenais, propõem que se distribuam ainda mais armas aos cidadãos. Aos “bons”, neste caso os professores, para que possam lutar contra os “maus”, que invadem escolas e assassinam inocentes, num ambiente digno dos velhos westerns.

Intocáveis, permanecem a expansão do negócio da venda de armas pessoais e o conveniente mito de que uma arma de assalto é um instrumento de defesa pessoal. A que qualquer cidadão deve poder aceder mesmo antes de ter idade legal para consumir bebidas alcoólicas. Num país onde continua a ser mais fácil introduzir uma arma de guerra pronta a disparar no interior de uma escola do que uma garrafa de água dentro de um avião comercial. E onde ninguém sabe quantos mais inocentes terão de morrer até que se criem condições políticas para parar estes massacres.

“A minha filha, nunca mais a vou ver. Ela já cá não está. Ela já cá não está. Ela está em North Lauderdale, no cemitério King David. É lá que hoje vou ver a minha filha. Enquanto país, falhámos na proteção dos nossos filhos. Isto não deveria ocorrer. Quando vou apanhar um avião, não posso levar uma garrafa de água, mas deixamos uma besta entrar numa escola e atacar os nossos filhos”.

Comecei este post sublinhando a originalidade da proposta de Trump – nunca ninguém tinha proposto, que eu saiba, semelhante idiotice – mas há um ponto em que nada disto é original: na tendência, que tende a universalizar-se, de se achar que compete aos professores resolver problemas que só existem devido à teimosia, à incapacidade ou à cobardia de políticos (ir)responsáveis.

Era uma vez na América

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© ilustragargalo.blogspot.pt

Músicas de Natal: The Pogues & Kirsty MacColl – Fairytale of New York

A melhor música de Natal de sempre? É possível.

Mas o mais impressionante nesta canção, já cantada e gravada dezenas de vezes, é que nenhuma voz feminina consegue igualar-se, aproximar-se sequer, da expressividade de Kristy MacColl, que canta esta canção como mais ninguém o conseguiu fazer.