Cinco anos de Escola Portuguesa

A Escola Portuguesa faz hoje cinco anos. Uma idade razoável, no mundo blogosférico, onde uma elevada percentagem dos blogues acaba por ter existência efémera. Pela minha parte, quando por aqui escrevi os primeiros posts, a 19 de Maio de 2015, não saberia dizer se esta experiência duraria um mês, um ano, ou se prolongaria mais além.

Sem ser isto uma celebração, ocorreu-me revisitar o primeiro post, movido pela curiosidade de recordar o que dominava, há cinco anos atrás, a actualidade educativa. Estávamos assim…

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Era a recta final do mandato de Nuno Crato à frente do ME e a política de responder com exames e mais exames a todo e qualquer problema educativo persistia. Há cinco anos atrás, eram as provas finais do primeiro e segundo ciclo do ensino básico, realizadas ainda antes de terminarem as aulas, que marcavam o calendário escolar nesta altura do ano. E havia alunos em casa, não por causa de qualquer pandemia, mas porque as salas onde costumavam ter aulas ou os professores que os ensinavam estavam ocupados com outros meninos que iam ser avaliados.

Os tempos mudaram, mas entre um passado ainda não tão distante e este presente pandémico, a realidade não é assim tão distinta. Na verdade, há cinco anos punham-se as escolas a trabalhar a meio gás para haver condições para a realização de exames. Hoje, retomam-se parcialmente aulas presenciais, alegadamente para preparar os alunos… para os exames que aí vêm.

Exames, o alfa e o ómega da política educativa. Bem vistas as coisas, parece que não mudámos assim tanto…

Música para o 1.º de Maio: Três Cantos – Que Força É Essa

Camelo Lourenço

Ou da importância de, mesmo em tempo de pandemia, comemorar oficialmente o 25 de Abril.

Explicado de forma a que o entenda uma criança ou, muito mais difícil, um direitola tão ignorante quanto arrogante…

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Rafael Sanzio (1483-1520) – Escola de Atenas

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No dia em que se assinalam 500 anos da morte de Rafael Sanzio, não poderia deixar de fazer aqui uma modesta homenagem ao genial pintor renascentista, cuja Escola de Atenas ilustra, desde o início, o topo das páginas deste blogue.

Este inspirado fresco, que decora a parede de uma das salas do Vaticano, é ele próprio uma homenagem à antiga cultura grega. No seu delicioso anacronismo, faz conviver diversos filósofos, artistas, escritores e cientistas do antigo mundo grego, num amplo espaço coberto por abóbadas de berço, cúpulas e arcadas – tudo elementos arquitectónicos que só com os romanos se vieram a integrar na arquitectura clássica.

No centro da pintura, sobressaem as duas figuras tutelares da filosofia antiga, Platão e Aristóteles. O primeiro, apontando para o céu, certamente evocando o mundo das Ideias. Já o seu discípulo Aristóteles, que aponta para o chão, manteve-se sempre mais atento do que o seu mestre às realidades terrenas – a Física antes da Metafísica…

Música para o Dia da Mulher: Chico Buarque – Mulheres de Atenas

Um clássico de Chico Buarque que sabe sempre bem revisitar.

Mesmo nestes estranhos tempos em que nem o seu autor se livra de acusações de machismo, por supostamente fazer a apologia da submissão da mulher.

E ironia, será que sabem o que é?…

Auschwitz, 1945-2020: a importância de não esquecer

Pois os neonazismos e outros fascismos rondam de novo por aí…

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O Exército Vermelho da antiga União Soviética libertou os poucos sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz no dia 27 de janeiro de 1945. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas no local – principalmente judeus estavam entre as vítimas.

Por iniciativa do Presidente da Alemanha, Roman Herzon, desde 1996 o dia 27 de janeiro tornou-se na Alemanha uma data para lembrar e homenagear as vítimas do nazismo. Em 2005, as Nações Unidas seguiram o exemplo e declararam o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto.

Nos últimos anos, o antissemitismo ressurgiu na Alemanha. A violência antissemita está a aumentar e, cada vez mais, judeus que vivem na Alemanha são vítimas de algum tipo de agressão nas ruas. O último episódio que intensificou o alerta das autoridades foi o ataque em Halle – cidade  localizada no Estado da Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha – em 9 de outubro de 2019.

Música para o Ano Novo: U2 – New Year’s Day

Feliz 2020

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É o que deseja a Escola Portuguesa a todos os seus leitores.

A todos os que estudam e trabalham nas escolas, votos dos maiores sucessos e realizações pessoais e profissionais.

Apesar das nuvens negras que assombram o horizonte, que não se percam por completo nem a esperança nem a perseverança. E que 2020 nos traga, a todos, mais e melhor Educação.

Feliz Ano Novo!…

Música para os 50 anos do Festival de Woodstock

“Não confiem em ninguém com mais de 30 anos”

O DN publica uma excelente evocação daquele que terá sido o maior percursor dos grandes festivais de Verão. Muito marcado pela música rock, o movimento hippie, o consumo recreativo de drogas e o pacifismo – com os EUA envolvidos em pleno na Guerra do Vietname – Woodstock foi um ponto alto de afirmação da cultura juvenil dos anos 60 e do que podemos chamar uma contracultura contestatária que abalou, na altura, o conformismo e o consumismo das sociedades ocidentais. E que tinha tido um outro ponto alto, no ano anterior, nos confrontos do Maio de 68 francês…

Música para o 10 de Junho: Quinta do Bill – Os Filhos da Nação