A amiga dos professores

“Se a prioridade é salvar vidas, não se percebe que se vacine um professor”

Manuela Ferreira Leite, uma velha amiga dos professores que até já foi ministra da Educação, mostra aqui a consideração que continua a ter pela classe docente. A senadora do regime, que pelos seus próprios critérios faz parte da população de risco, bem poderia bem fazer os seus comentários televisivos a partir de casa, ao contrário dos professores a quem é exigido que trabalhem presencialmente, sem distanciamento e durante horas seguidas, com turmas numerosas. Sem grande paciência para desperdiçar uma tarde de sábado a dissecar a argumentação retorcida e factualmente incorrecta de Manuela Ferreira Leite, deixo apenas, na forma de breves tópicos, o essencial do que aqui me parece estar em causa.

1. Os professores não querem “tirar a vez” aos idosos, profissionais de saúde ou forças de socorro e de segurança já definidos como prioritários, nem aceitam ser responsabilizados se os responsáveis, por incompetência, falta de vacinas ou qualquer outra razão, ainda não vacinaram todos os que já deveriam ter recebido pelo menos uma dose da vacina anti-covid.

2. O que os professores têm reclamado e, num assomo de bom senso, lhes foi reconhecido, é o direito a integrarem a lista de prioridades na vacinação. Um direito que decorre, não de qualquer pressão ilegítima sindical ou política, mas de a reabertura das escolas ter sido, ela própria, definida como prioritária.

3. Profissão é critério, sim, a partir do momento em que os professores são obrigados a trabalhar em condições que, de acordo com os critérios gerais definidos pela própria DGS, não garantem a segurança sanitária, designadamente turmas numerosas em espaços confinados e mal arejados, sem distanciamento físico e durante períodos de tempo prolongados.

4. “Testar, testar, testar” não é solução quando os testes usados são dos mais baratinhos, que não detectam infectados assintomáticos e tendem a produzir uma série de falsos negativos que servem apenas para criar uma falsa sensação de segurança em torno do funcionamento das escolas.

Pessoal docente e não docente vacinado a partir do dia 27

As dúvidas relativas à segurança da vacina da AstraZeneca, entretanto dissipadas, provocaram um atraso de uma semana nos planos de vacinação que, atendendo à escassez de vacinas, será rapidamente recuperado. O pessoal docente e não docente começa a ser vacinado no fim de semana de 27 e 28 de Março, dando-se prioridade aos que já estão a trabalhar presencialmente no primeiro ciclo e pré-escolar.

Espera-se agora que a vacinação dos profissionais da Educação avance rapidamente, pois a “prioridade às escolas”, tendo em conta a proximidade física nas salas de aula e o longo tempo de permanência junto de cada grupo-turma deve traduzir-se também em prioridade na vacinação. Pois é igualmente óbvio que, ao fim de um ano de pandemia, a fase das testagens massivas, incómodas, dispendiosas e inconclusivas também já está ultrapassada, sobretudo quando se recorre aos testes de antigénio, cuja limitada eficácia está amplamente demonstrada…

Na conferência de imprensa conjunta realizada no Ministério da Saúde, o presidente do Infarmed, Rui Ivo, considerou que as conclusões do regulador europeu relativas à segurança e eficácia do medicamento foram muito claras. “Penso que as conclusões da EMA foram claras quanto aos dois aspectos principais. Primeiro, que os benefícios da vacina superam claramente qualquer risco de reacção adversa. Isso foi muito claro nas conclusões do comité. Também foi referido que a vacina não está associada ao aumento geral do risco de coágulos sanguíneos na sua administração. Essas conclusões são muito claras no relatório”, enfatizou Rui Ivo.

O que vai acontecer a partir de agora? A segunda dose da AstraZeneca foi adiada, mas Henrique Gouveia e Melo garante que este atraso será recuperado rapidamente. “Relativamente ao número de pessoas que ficaram por vacinar, são perto de 120 mil pessoas em que adiámos a vacinação uma semana. Vamos recuperar muito rapidamente essa vacinação e continuar a vacinar outras pessoas além dessas 120 mil. Mais uma semana, ou semana e meia, temos o plano recuperado como se não tivéssemos feito pausa”, acredita o coordenador da task force. 

Quanto aos docentes e não docentes do pré-escolar e primeiro ciclo, cuja vacinação estava inicialmente prevista para este fim-de-semana, esses começarão a ser inoculados uma semana mais tarde, nos dias 27 e 28 deste mês. “O número de vacinas que a AstraZeneca tinha previsto para o segundo trimestre era cerca de 4,4 milhões e foram reduzidas para cerca de 1,5 milhões de vacinas. É com isso que os planos já estão feitos, já estão adaptados para essas quantidades. Em princípio, para além de fazermos o arranque da vacinação com a AstraZeneca esta segunda-feira, os docentes serão vacinados no fim-de-semana seguinte”, afirmou Gouveia e Melo. 

A vacinação dos professores não significa uma “ultrapassagem” de outros grupos prioritários, como os idosos a partir de 80 anos e os doentes de risco com 50 ou mais anos, assegurou a directora-geral da Saúde, Graça Freitas. “O que foi decidido é que vacinaríamos em paralelo duas linhagens: as pessoas com comorbilidades e, em simultâneo, os professores e os não docentes. As escolas estão a ser o sector que vai desconfinar primeiro e portanto, numa tentativa de protecção ainda maior da comunidade escolar, serão também vacinados professores, com a expectativa real de que vamos ter vacinas de outras marcas para continuar o esforço de vacinação dos grupos de risco”, explicou Graça Freitas.

É muito isto…

Boneco em circulação nas redes sociais

Interesses inconfessáveis ou chocante amadorismo – ou um misto de ambos – parecem estar a condicionar as políticas europeias, ou de alguns estados europeus, no combate ao coronavírus. Mais concretamente, na vacinação em massa, a única arma verdadeiramente decisiva para vencer a pandemia. Será que é assim tão importante deitar abaixo a vacina da AZ, por causa da sua filiação britânica ou dos contratos mal negociados e pior cumpridos? E se é assim mesmo, onde estão as alternativas?

Esta missão, em defesa da saúde pública e pela recuperação da vida normal por que todos ansiamos, só estará cumprida quando o ritmo de vacinação for superior à capacidade de contágio e de mutação de um vírus particularmente resiliente. E isto até um leigo na matéria, como eu, consegue perceber…

Vacinação de professores e auxiliares foi suspensa

A suspensão da administração da vacina da AstraZeneca ditou o adiamento da vacinação de professores e auxiliares do pré-escolar e 1.º ciclo prevista para este fim de semana, afirmou esta segunda-feira o coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação.

“A principal consequência desta pausa na vacinação é a alteração que teríamos para a vacinação dos docentes e não docentes do pré-escolar e 1.º ciclo. Com esta decisão, os planos que já estavam em execução foram postos em pausa também. Estes planos estão prontos e são adiados para o ponto em que estas dúvidas deixem de existir”, disse o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

Em causa estava a vacinação de cerca de 80 mil pessoas, sendo que o processo de vacinação dos docentes e auxiliares de todos os ciclos de ensino iria prolongar-se até ao final de abril.

Não há, em boa verdade, muito a acrescentar. Sendo presentemente a vacina da AstraZeneca a que tem maior disponibilidade e não devendo ser dada à população idosa, é ela que está destinada aos professores e a outros grupos definidos como prioritários. Se a sua administração fica suspensa até novas ordens, é natural que também a vacinação dos docentes, começando pelos do 1.º ciclo e da educação pré-escolar, seja adiada.

De notar apenas como, perante dúvidas sobre a segurança da vacina, que esperemos não se venham a confirmar, se impôs, e muito bem, o princípio da precaução. Nem sempre seguido noutras situações, nomeadamente quando se decreta que as escolas são lugares seguros sem que se tomem as medidas que podem garantir essa segurança.

O governo da propaganda

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusou este sábado o Governo de fazer propaganda com a vacinação contra a covid-19, afirmando que há muitas pessoas que estão na primeira linha de combate à pandemia que não foram vacinadas.

“Não adianta e é totalmente inqualificável esta atitude de dizer que se vai vacinar os senhores professores — que aliás [somos] totalmente de acordo quanto a essa matéria – quando se sabe que muitas das pessoas que estão na primeira linha ainda nem sequer foram vacinadas”, disse o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

Jorge Roque da Cunha, que falava em declarações à Lusa após o encerramento do XIII Congresso do SIM, disse que, neste momento, só cerca de 75 a 80 % dos médicos, 20% dos elementos da PSP e GNR e cerca de 25% dos bombeiros estão vacinados.

Oportuno e corajoso, o líder do Sindicato Independente dos Médicos denuncia um governo que promete vacinas aos professores, mas ainda não conseguiu vacinar todos os profissionais de saúde que estão na primeira linha do combate à pandemia. Que é incapaz, primeiro, de reconhecer que não há ainda vacinas suficientes para todos os prioritários, segundo, de estabelecer – e fazer cumprir! – prioridades claras no processo de vacinação.

Um governo que continua a negar o reforço dos recursos, materiais e humanos, necessários para a retoma da actividade programada dos hospitais e centros de saúde, permitindo que o caos da pandemia alastre às outras especialidades médicas e aos cuidados primários, que deveriam estar sempre salvaguardados.

Um governo que anda há meses a falar de testagens e rastreios massivos, mas vai reabrir amanhã todas as creches, infantários e escolas do 1.º ciclo sem que os profissionais tenham sido testados. Entretanto, andaram equipas da Cruz Vermelha, durante o confinamento, a testar pessoal administrativo das secretarias escolares, que habitualmente não tem contacto directo com professores ou alunos.

Um governo que, incapaz de implementar as políticas que vai anunciando, recorre compulsivamente à propaganda para tentar convencer-nos de que está a fazer o que deve ser feito – e que é o oposto do que na realidade faz.

O problema é que a lógica da propaganda – na tradição das picaretas falantes do PS – pode ser boa a convencer uma opinião pública pouco informada, seduzir uma comunicação social amorfa ou até permitir ganhar eleições na falta de melhores alternativas. Mas não comove o coronavírus: é uma arma completamente ineficaz para derrotar a pandemia.

Profissionais da educação vão ser vacinados

Finalmente uma boa notícia, que no fundo nada mais é do que o reconhecimento de uma necessidade que deveria ter sido assumida desde o início.

Se as escolas são prioritárias no desconfinamento e se não se irão tomar agora, como não se tomaram em Setembro, medidas eficazes para garantir o distanciamento, então a solução é proteger os profissionais que irão estar expostos ao risco de uma forma que não acontece com a maior parte dos trabalhadores essenciais.

Pois se as crianças parecem ser, como se afirma, mais resistentes ao coronavírus e raramente desenvolvem sintomas graves quando contraem a doença, o mesmo não se poderá dizer dos seus professores, a maioria dos quais quinquagenários e sexagenários.

A Direção-Geral da saúde (DGS) incluiu no grupo dos prioritários da fase 1 para a vacina contra a covid-19 as pessoas com trissomia 21, os professores e o pessoal não docente.

Segundo a atualização da norma da DGS, hoje divulgada, as pessoas com trissomia 21 são incluídas nos grupos prioritários “pelo risco acrescido de evolução para covid-19 grave”.

Já quanto aos professores e ao pessoal e não docente, a DGS esclarece que estão abrangidos os que trabalham nos estabelecimentos de ensino e educação e nas respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo, “de acordo com o plano logístico que será implementado”.

A inclusão dos professores e pessoal não docente no grupo dos prioritários da vacinação acontece numa altura em que o Governo se prepara para apresentar (na quinta-feira) o plano de desconfinamento. Plano esse que deverá começar a ser aplicado na próxima semana, com a reabertura dos estabelecimentos de ensino do pré-escolar e do primeiro ciclo.

Vacinação de professores começa esta semana – na Madeira

As 8.500 primeiras doses de vacinas da AstraZeneca que ontem chegaram ao Funchal vão servir para dar início, na próxima semana, à vacinação do pessoal das escolas da Madeira, bem como aos cidadãos com idade próxima dos 65 anos. “Na segunda-feira haverá uma reunião da equipa da ‘task force’ regional do Plano de Vacinação para depois começarmos na terça-feira [a vacinar] e rapidamente porque temos estas doses todas para administrar”, revelou, esta manhã, o secretário da Saúde, Pedro Ramos, que esteve a
acompanhar a vacinação da população mais idosa, que decorre no Tecnopólo.

Uma medida oportuna e inteligente do Governo Regional da Madeira: trata-se de aproveitar a disponibilidade de vacinas que não devem ser aplicadas a pessoas idosas para intensificar a vacinação de trabalhadores de serviços públicos essenciais. Como é o caso, obviamente, dos trabalhadores docentes e não docentes que, a partir do momento em que são chamados ao serviço presencial – na Madeira as aulas até ao 6.º ano já reabriram – constituem grupo de risco.

Na Região Autónoma da Madeira já se percebeu que a segurança na reabertura das aulas não se faz apenas de palavras sem substância, mas de medidas concretas que reduzam os riscos de novos contágios e confinamentos.

Por cá, continuam a pensar no assunto…

Professores e funcionários madeirenses vacinados na Páscoa

Cada vez mais, a Educação madeirense mostra ser – para melhor! – um mundo à parte.

A questão é simples: se queremos que as escolas sejam um lugar seguro, não é a repetir mil vezes a mesma lengalenga que o desejo se torna realidade. É preciso tomar medidas concretas que garantam essa segurança.

Por cá, bem podiam deixar-se de vagas promessas e demagógica propaganda, e aprender como se faz.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, anunciou, esta manhã, no Santo da Serra, que a Secretaria da Saúde vai avançar “em breve”; com a vacinação dos professores e pessoal não docente das escolas da Madeira.

“Vamos aproveitar este período de interrupção lectiva da Páscoa para iniciarmos a vacinação dos professores e funcionários das escolas porque isso vai dar-nos uma garantia de contenção do número de infecções nas escolas. Apesar das infecções terem origem em factores exteriores à escola, (a vacinação) vem dar-nos uma garantia de que no recomeço das aulas presenciais temos a situação mais controlada”, disse o governante.

Parece-me justo

Vacinar todos os professores e funcionários escolares seria o ideal, diz ao PÚBLICO o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Este universo ronda as 250 mil pessoas, estima. Mas se tiverem de ser definidas prioridades, Mário Nogueira não tem dúvidas: “Devem ser aqueles, professores e funcionários, que nunca saíram da escola. Estou a falar dos que pertencem ao grupo de intervenção precoce, que asseguram a educação especial e o funcionamento das escolas de acolhimento, entre outros casos de excepção, nomeadamente de apoio aos alunos que não dispõem de Internet ou computador em casa para poderem acompanhar as actividades lectivas.” Estes não devem ir além dos dez mil no total, calcula o líder da Fenprof.

Mário Nogueira espera que a possibilidade admitida por Marta Temido seja mesmo “uma certeza” e que dentro de semanas não surja uma ideia em contrário. “Não queremos que isto seja como as obras de Santa Engrácia, que nunca mais acontecem”, afirma, recordando que a Fenprof formalizou a proposta de vacinação prioritária três vezes junto do Ministério da Educação, mas que nunca obteve resposta.

“Esta é uma das medidas que consideramos fundamental para que as escolas possam abrir e manter-se abertas”, afirmou, acrescentando que também seria importante investir em testes e distanciamento nas salas de aulas, o que considera ter falhado no primeiro período.

A vacinação dos professores na primeira fase também está a ser implementada noutros países, referiu Mário Nogueira, dando como exemplo a Espanha, o Chile, os EUA, a Alemanha e o Reino Unido. “E a vacinação dos professores é recomendada por entidades internacionais como a ONU e a Unicef”, afirmou.

Sendo consensual a necessidade de reabrir as escolas em pleno assim que a evolução da pandemia o permita, é necessário proteger os profissionais que ficarão indubitavelmente expostos a um risco acrescido: o que decorre da permanência, durante horas, em espaço confinado, com uma ou várias turmas, sem o devido distanciamento físico.

O que Mário Nogueira e outros sindicalistas reafirmaram publicamente a este respeito faz todo o sentido e penso que exprime a posição da grande maioria dos professores, pelo que me custa a compreender a indignação e o acinte de Paulo Guinote: os professores devem ser considerados grupo prioritário na vacinação. Contudo, se não for possível vacinar no imediato os mais de cem mil docentes no activo – a escassez de vacinas é uma realidade nesta fase -, então que se comece, não pelos que, como eu ou o Paulo, estão em casa em teletrabalho, mas por quem permanece na escola a assegurar o acompanhamento a alunos filhos de trabalhadores essenciais ou com necessidades especiais.

No resto, não se trata de ir vacinando enquanto se dá umas aulas, mas de, uma vez reconhecida a necessidade da vacinação, para todos, exigir que pelo menos a primeira toma seja dada antes do regresso às aulas. Sendo previsível que a educação pré-escolar e o primeiro ciclo reabram mais cedo, é inteiramente justo que estes colegas sejam vacinados à minha frente, que sou do 3.º ciclo e secundário.

Acima de tudo, parece-me essencial, quando a possibilidade de antecipar a vacinação de quem trabalha nas escolas não passa de uma vaga sugestão lançada, como que a apalpar terreno, pela ministra, que os professores se mantenham unidos na exigência da sua concretização. Demonstrar logo à partida desunião e desentendimento parece-me um claro tiro no pé, que do lado do Governo e dos habituais críticos da classe docente será lido de forma muito clara: nós até estávamos dispostos a vaciná-los, mas a ideia não é consensual entre os próprios professores.

Nem por acaso, surgiu já uma petição a exigir a vacinação prioritária dos docentes cujos alunos não usam máscara. Uma exigência justa, na perspectiva que atrás referi, mas que corre o risco de, apresentada desta forma, semear a divisão e a discórdia. E há também quem, nas redes sociais, vá fazendo questão de dizer que dispensa a vacina ou que este ou aquele deveria ser vacinado primeiro. A estes, há apenas que lembrar que quem não quer, não tem de condicionar o querer, muito menos o direito à saúde dos outros. Como se dizia antigamente aos esquisitos, quem não quer, coloca na beira do prato.

Luz ao fundo do túnel?

A ministra da Saúde admite vacinar professores e funcionários das escolas, revelando que essa “hipótese está a ser analisada em Portugal e noutros países”.

“Poderá fazer sentido que os adultos que trabalham nesses locais tenham uma vacinação diferenciada”, disse Marta Temido, esta terça-feira à noite, em entrevista à SIC.

Finalmente, embora ainda no plano das hipóteses muito hipotéticas, uma medida realmente relevante para escorar a aposta na reabertura das aulas presenciais. Se querem os professores nas salas de aula, perante turmas numerosas e sem distanciamento, então faz todo o sentido que sejam tratados como o grupo de risco que estão condenados a ser. Coloquem-nos na lista de prioritários para a vacinação contra a covid-19.

Embora me pareça que nada disto se deva aos lindos olhos dos professores ou a qualquer súbito desvelo para com a classe docente. Terá mais a ver, digo eu, com a existência de algumas sobras da vacina da AstraZeneca, que não é recomendada a maiores de 65 anos…