Um caso perdido

Os quase 16 mil testes rápidos de antigénio que foram realizados em escolas desde finais de Janeiro permitiram identificar 50 casos de infecção pelo novo coronavírus entre alunos, professores e funcionários. As análises foram feitas, numa primeira fase, nos concelhos que estavam classificados como de risco “extremamente elevado” e, mais recentemente, nas escolas de acolhimento para os filhos dos profissionais essenciais, que se mantiveram abertas.

Estes números foram avançados, esta quarta-feira, pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição parlamentar convocada para analisar a transição para o ensino remoto nas últimas semanas. O governante fez uso dos dados para sublinhar a ideia de que as escolas “são lugares seguros” e que a prioridade deve ser “voltar ao ensino presencial” o mais rapidamente possível.

Fizeram testes rápidos nas escolas, quase todos durante o período de confinamento. Ou seja, a um punhado de professores e funcionários que ali estavam para acolher um pequeno número de alunos, filhos de trabalhadores essenciais. Excluíram da testagem os alunos do básico, continuando a alimentar o mito de que os mais novos não contagiam.

E é com base em resultados obtidos a partir de uma realidade ilusória que o ministro continua a dizer que as escolas são lugares seguros e que as quer reabrir o mais depressa possível. Claro que como escolas de acolhimento para um pequeno número de crianças elas são seguras, mas quando em vez de 10 ou 20 estiverem 500 ou 1000 alunos em simultâneo, será a mesma coisa?

Incapaz de reconhecer erros e de antecipar problemas, o ministro limita-se a correr atrás do prejuízo, e isso mesmo lhe fizeram notar anteontem no Parlamento. Com fraco arcaboiço para aprender com os erros, muito menos assumir responsabilidades, tudo o que sucede no seu sector é por culpas alheias. Como diria o outro, I rest my case!…

Um ministro no reino dos Algarves

Viajou bastante, o senhor ministro da Educação, para cumprir o objectivo de visitar uma escola a funcionar como ele gosta: com acolhimento e ensino presencial para os alunos filhos de trabalhadores essenciais, refeitório social a garantir as refeições dos alunos carenciados e, cereja no topo do bolo, uma câmara municipal a realizar, em parceria com instituições da comunidade local, o trabalho que o ME não soube ou não quis fazer: fornecer os computadores necessários para que todos os alunos possam aceder às aulas online.

A converseta do ministro, que sempre foi patusca e recheada de vulgaridades e lugares-comuns, é que se aproxima a passos largos do estilo visitador do antigo presidente Américo Tomás. Com um circuito cada vez mais restrito de “escolas amigas” a prestar vassalagem incondicional à equipa dirigente do ME, um dia destes sai-se a dizer, tal como o “venerando Chefe de Estado” do anterior regime: “É a primeira vez que cá estou desde a última vez que cá estive”!

“Sabendo que só poderemos voltar [às aulas presenciais] com segurança e quando as condições sanitárias assim o permitirem, é importante ver o que aconteceu aqui hoje”, referiu o ministro da educação elogiando o esforço conjunto que professores, auxiliares de educação, alunos e pais estão a fazer neste regresso à escola à distância.

“Visto o que vimos hoje, penso que o balanço é claramente positivo. Temos de continuar”, concluiu Tiago Brandão Rodrigues nas suas declarações à comunicação social presente.

“Tivemos muito gosto em partilhar com o Senhor Ministro da Educação este primeiro dia do Regresso à Escola, um desafio que a todos nos mobiliza: Município, Agrupamento de Escolas, Alunos,  Professores, Famílias, toda a nossa comunidade, procurando com todos os esforços ao nosso alcance, fazer com que este tempo seja superado da melhor forma, a bem das nossas crianças, a bem do futuro, com qualidade na aprendizagem e com serenidade”, referiu o autarca Vitor Guerreiro.

Escolas serão as primeiras a abrir, diz o ministro

“Durante esta semana iremos conhecer calendário escolar. A reunião com peritos de saúde pública vai dar-nos alguma luz da janela temporal. Temos de dar estabilidade à família e aos alunos, mas também temos de nos acautelar”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues na manhã desta segunda-feira no Fórum TSF.

O ministro da Educação referiu ainda que as escolas terão de ser as primeiras a abrir logo que possível. “As escolas foram as últimas a fechar, têm de ser das primeiras infra-estruturas a abrir, a começar pelos mais novos, que têm mais dificuldades em lidar com os meios tecnológicos”, referiu.

Durante o programa, o governante frisou por várias vezes que o ensino online não deve ser normalizado e que a sala de aula continua a ser o local privilegiado para o ensino.

Reaparecido esta manhã, o ministro da Educação esteve na rádio a insistir, com o seu discurso patusco e por vezes patético, naquilo que o seu ministério sabe fazer melhor: alijar responsabilidades próprias e aproveitar-se de autonomias e boas vontades alheias para lançar o descrédito e a culpa para outros lados.

Afinal de contas, foi o governo falhou clamorosamente na aquisição de computadores e acessos à internet. Os cem mil que chegaram, tarde e a más horas, apenas cobrem uma pequena parte das necessidades. No resto, fica-se à espera que as escolas e autarquias “encontrem soluções”. Mas então se é assim que o problema se resolve, porque não disponibilizaram localmente as verbas necessárias em vez de apostarem no centralismo burocrático e ineficiente dos grandes concursos públicos?

No resto, nota-se um preconceito contra os computadores que é algo estranho num ministério que ainda há pouco tempo embarcava irresponsavelmente nas teorias do “conhecimento na palma da mão” e na imersão tecnológica das “salas de aula do futuro”. O desencanto chegou porque descobriram agora que a tecnologia custa muito dinheiro, ou perceberam finalmente que nenhum computador ou programa de aprendizagem automática substitui a presença física do professor? Se assim é, tarda o reconhecimento e a valorização destes profissionais e de uma profissão tão maltratada por sucessivos governos, socialistas e não só.

Zero valores para Tiago Brandão Rodrigues

Santana Castilho fala sobre Tiago Brandão Rodrigues em entrevista à edição dominical do Correio da Manhã. E não é meigo nas palavras, o que aliás se justifica inteiramente. Pois nem os tempos diabólicos que vivemos se compadecem com a condescendência perante os incompetentes, nem a renovação do mandato a um ministro notoriamente desqualificado para o cargo admite qualquer benevolência ou estado de graça, como se fosse ainda, como há quatro anos atrás, um estreante.

Algumas afirmações contundentes, mas merecidas, acerca de um ministro que é notoriamente dos mais impreparados e incompetentes, tanto técnica como politicamente, que já passaram pela pasta da Educação.

António Costa nunca viu a Educação como prioridade. Se o tivesse feito não teria confiado a pasta a um inútil.

O conselho mais generoso seria recomendar-lhe que se entregasse aos extremosos cuidados do irmão [João Brandão Rodrigues, veterinário especialista em burros].

Nunca deveria ter tido o atrevimento de aceitar [o cargo de ministro]. Como pode ser ministro alguém tão ignorante […], que nunca deu uma aula na vida, exprimiu um pensamento ou escreveu uma linha sobre Educação?

Que outra nota se pode dar a quem falta ao teste? Zero!

Ninguém proibiu o ensino online?…

A suspensão da escola durante 15 dias terminará no dia 8 de fevereiro e António Costa não acredita que, na altura, os alunos possam voltar às salas de aula. “Não estaremos perto de poder regressar ao ensino presencial. Devemos retomar o ensino online”, disse o primeiro-ministro, na noite desta quarta-feira, no programa da “TVI24” Circulatura do Quadrado.

Ainda no debate, António Costa negou que o Ministério da Educação tenha proibido os colégios privados de continuar a dar aulas, durante os 15 dias de interrupção. “Ninguém proibiu ninguém de ter ensino online”, afirmou. Os colégios privados quiseram continuar a dar aulas pela internet, mas, de acordo com a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), o decreto do Governo é claro: “Determina a suspensão das atividades letivas, não podemos fazer aulas online”, disse ao JN o diretor executivo, Rodrigo Queirós e Melo, no dia 22 de janeiro.

Na entrevista à TVI24, António Costa reconheceu o óbvio – não haverá condições, a 8 de Fevereiro, para retomar as aulas presenciais. Demasiado tempo protelada, a opção pelo ensino à distância será, nos tempos mais próximos, a solução possível para que os alunos continuem a aprender.

Quanto às aulas pela internet que alguns colégios quiseram antecipar, há alguma desfaçatez no discurso de António Costa, e basta ler o decreto publicado para perceber que a suspensão das aulas se aplica, sem margem para dúvidas, a todas as escolas.

No entanto, vendo as coisas de outra perspectiva, Costa não deixa, até certo ponto, de ter alguma razão. De facto, não foi ele que, enquanto chefe do Governo, proibiu as escolas privadas de avançarem de imediato para o ensino online. Tiago Brandão Rodrigues assumiu esse papel, explicitando claramente que a lei é igual para todas as escolas. E aí está uma razão que explica porque é que, mesmo sendo a nulidade que é, este ministro continua com lugar cativo no Governo…

Esta é uma interrupção letiva para todos. Eu tenho muito respeito pelo ensino particular e cooperativo, mas o ensino particular e cooperativo não são as nossas universidades e institutos politécnicos, com o grau de autonomia que têm”, sublinhou o governante, quando questionado sobre a possibilidade de os estabelecimentos fora da rede pública continuarem com o ensino à distância durante as próximas duas semanas.

“Este ziguezaguear, espreitar sempre a exceção ou tentar fazer diferente é o que nos tem causado tantos problemas em termos societais. O cumprimento estrito das regras é algo que deve acontecer. Todas as atividades letivas estão interrompidas durante este período“, insistiu o ministro, em declarações aos jornalistas.

O pau mandado

Cartoon de Paulo Serra.

Um período lectivo de cinco meses?

“Estes 15 dias, como disse o senhor primeiro-ministro, serão compensados. Serão compensados na que era a interrupção letiva do Carnaval, naquilo que restava da interrupção da Páscoa e também com uma semana no final do ano letivo. Assim conseguimos compensar estes 15 dias. Se bem se recordam, já tínhamos feito uma extensão do ano letivo adivinhando também tudo aquilo que pudesse acontecer e para trabalhar também na consolidação e recuperação das aprendizagens”, explicou Tiago Brandão Rodrigues em conferência de imprensa.

Um longo e praticamente ininterrupto período de cinco meses de aulas parece ser o que o ministro da Educação tem em mente quando afirma que as duas semanas de confinamento serão compensadas com a retirada da interrupção do Carnaval, com “o que restava” das férias da Páscoa e, se isto ainda não chegar, mais uma semana de prolongamento no final do ano.

Na prática isto corresponde, na perspectiva do trabalho lectivo, a um segundo período de três semanas incompletas e um terceiro período de três meses, prolongando-se de Fevereiro a Junho.

Tudo em nome da rejeição liminar do ensino à distância, mesmo para os alunos mais velhos, e revelando uma total ausência, já nem digo de pedagogia, mas mesmo de elementar bom-senso. O que obriga a questionar: não há ninguém naquele ministério capaz de explicar ao ministro que a ausência de pausas lectivas diminui o rendimento escolar? Que a maioria dos sistemas educativos dos países desenvolvidos fazem pausas relativamente curtas, mas frequentes, no calendário escolar? Tal como se tem feito também por cá em algumas escolas com organização semestral do ano lectivo, com a chancela do ME e aparentemente com bons resultados…

Um ministro pouco bravo

O ministro da Educação deixou esta terça-feira  “bravos” às escolas, professores, pessoal não docente, alunos e famílias pela forma como decorreu o primeiro período de ensino presencial em tempos de pandemia, mas não respondeu a qualquer pergunta da oposição.

No final do debate parlamentar de urgência pedido pelo PSD sobre educação, Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, quer em matéria de educação quer, até, acusando-os de “patrocinar” o partido Chega.

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só Lucíferes, Belzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

Tiago Brandão Rodrigues continua tão alheado dos problemas e das realidades do sector que tutela como quando, já lá vão cinco anos, se tornou ministro da Educação. Deixando a tutela pedagógica sobre as escolas ao secretário de Estado que é, cada vez mais, o ministro de facto, empurrando a gestão administrativa e financeira e as obras escolares para as autarquias e mandando cumprir, em tudo o resto, as orientações do Ministério da Saúde e do das Finanças, continua sem se perceber bem para que serve este ministro que, em vez de falar com as pessoas, compreender os problemas e construir consensos em torno das melhores soluções, prefere fechar-se no seu gabinete. De onde sai, de quando em vez, para ir à bola, a inaugurações de algo em escolas amigas ou, como foi ontem o caso, para dizer uns disparates.

Na verdade, o número natalício ontem protagonizado por TBR no Parlamento não é propriamente original. É relativamente frequente que políticos medíocres, sem estratégia, conhecimento dos dossiers ou capacidade de resposta ensaiem o caminho da chicana política, atacando a oposição como se fosse esta que estivesse a governar e deixando sem resposta as questões pertinentes levantadas pelos deputados de vários quadrantes políticos. Pelas evocações feitas e a retórica usada, atrever-me-ia até a alvitrar que não foi apenas o ministro que escreveu o discurso…

E é claro que, aos profissionais da Educação continuamente destratados por este ministro e o Governo a que pertence, nada interessam os bravos que ontem lhes quis dirigir. Preferiríamos decerto, em vez dum cinismo feito de palavras ocas, a honestidade de admitir os problemas, o reconhecimento dos nossos direitos e uma real valorização do nosso trabalho.

Confinado desde 2015?

Embora seja pertinente a crítica do deputado do PSD, não posso concordar por inteiro: como lembra o Alexandre Henriques, quando se trata de cortar fitas, o ministro não manda ninguém em sua vez…

O PSD acusou hoje o ministro da Educação de estar em “confinamento” desde que assumiu funções e de “irresponsabilidade política” por “continuar a culpar o governo anterior pelo mau desempenho do atual”.

“Tem sido um ministro ausente, fugidio, que aparece a público com intermitências para fazer mais uns quantos anúncios, umas quantas promessas, para desfiar uma narrativa oca, sem rumo e sem estratégia”, criticou o vice-presidente da bancada Luís Leite Ramos, no arranque do debate de urgência sobre educação, requerido pelo PSD.

O ministro sem respostas

tiagobrandao-mascSem novidades, eis o resumo possível do debate de ontem, no Parlamento, que contou com a presença da equipa ministerial: uma mão cheia de (quase) nada a oferecer às escolas, a esperança ingénua de que usar máscara e lavar bem as mãos façam acontecer o milagre da não contaminação no regresso às aulas e, quando os deputados apertam com eles, as perguntas sem resposta.

A retórica falaciosa do ministro e dos seus ajudantes não consegue esconder a falta de respostas concretas aos sérios problemas que se antevêem com o desconfinamento escolar. Claro que as escolas estão, como os governantes gostam de dizer, “a trabalhar”. Que remédio têm elas!…

O problema, que o Governo faz por desentender, é que não lhes estão a ser dados os meios para que possam fazer bem o seu trabalho.

De facto, sugerem-se “regimes mistos” no regresso às aulas, mas o secretário de Estado faz saber aos directores que não quer nada disso. E mostra-se zangado por os deputados andarem a divulgar as suas “conversas privadas” com os senhores directores.

Até mesmo os reforços na contratação de pessoal auxiliar e no crédito horário para apoios educativos, aparentemente generosos, ficam muito aquém das necessidades, quando os dividimos pelas escolas do país inteiro.

E serve de pouco anunciar “apoios tutoriais” para todos os alunos que tenham reprovado quando se sabe bem que, neste ano atípico, houve muito menos retenções.

O JE apresenta uma boa síntese do que foi a sessão parlamentar de ontem com o ministro e o secretário de Estado da Educação.

Vários deputados alertaram hoje para “receios das famílias” quanto ao regresso às aulas no próximo ano letivo, com o ministro da Educação a garantir que as escolas estão a “trabalhar sem parar”.

A “inquietação” e “receios” das famílias no regresso às aulas presenciais em setembro foi um dos alertas deixados pelos deputados do PSD, CDS-PP, PCP e Bloco de Esquerda, que consideram que as orientações e medidas do Governo têm sido vagas.

“As orientações para as escolas são todas no campo das possibilidades”, alertou a deputada do PCP, Ana Mesquita, que avisou para a “inquietação” em que vivem as famílias.

Na última audição regimental da atual sessão legislativa do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que “as escolas já estão a preparar-se” para o arranque do próximo ano letivo e que nunca pararam.

Para a comunista Ana Mesquita, reduzir o número de alunos por turma “teria sido importante para garantir essa confiança e tranquilidade” no regresso às aulas ainda em tempo de pandemia de covid-19.

Em resposta, o ministro Tiago Brandão Rodrigues lembrou o processo de redução de alunos por turma, iniciado no anterior mandato, e sublinhou que no atual ano letivo “não houve nenhum contágio em ambiente escolar, o que permite dizer que as escolas são lugares seguros”.

Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, quis saber como irá funcionar o desdobramento de turmas: “Esclareça aqui se as escolas têm ou não autonomia para fazer desdobramento de turmas?”.

A deputada colocou um cenário em que uma escola faz uma parceria com a autarquia local que disponibiliza espaços que permitem dividir as turmas, sendo depois necessários mais professores para dar aulas a esses alunos. “No âmbito da sua autonomia, as escolas terão recursos autorizados para fazer este desdobramento?”.

“Não vou autorizar as escolas a fazer aquilo que já estão autorizadas a fazer”, respondeu o ministro já no final da audição.

Horas antes, Tiago Brandão Rodrigues tinha explicado que em alguns casos não haveria desdobramento de turmas por ser impossível “multiplicar o edificado por dois”.

No entanto, Tiago Brandão Rodrigues garantiu que o ministério e a Direção-Geral da Saúde estavam a trabalhar com as escolas para “maximizar os espaços”.

O ministro lembrou também que “as escolas têm condições para poder contratar” assistentes técnicos e operacionais, além de terem um mecanismo de substituição.

A deputada Cláudia André, do PSD, desvalorizou o impacto nas escolas de reforço de mais 500 Assistentes Operacionais (AO) e de 200 Assistentes Técnicos (AT): “Se dividirmos por todas as escolas teremos meio assistente operacional e 0,25 assistentes técnicos por agrupamento”.

Também as deputadas do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, e do PCP Ana Mesquita consideraram insuficiente o aumento de pessoal anunciado.

“Já antes (da pandemia) falávamos que eram precisos entre três a cinco mil funcionários”, recordou Ana Mesquita, sublinhando que a promessa de mais 500 assistentes operacionais “não é suficiente”.

Sobre outras medidas previstas para o próximo ano, Tiago Brandão Rodrigues lembrou o alargamento a mais alunos “do apoio tutorial específico e do crédito horário, que será estendido por todo o ano letivo”.

Segundo as contas da deputada social-democrata Cláudia André o reforço do crédito horário vai traduzir-se em “apenas mais uma hora por turma”.

Já a promessa de o apoio tutorial ser alargado aos alunos que reprovem, Cláudia André defendeu que “será um número muito residual”: “Serão mesmo muito poucos” aqueles que vão chumbar este ano letivo, segundo a deputada do PSD.