Novas pedagogias – O método global

abc.pngNos últimos anos tem-se criticado muito o ensino tradicional e a escola dita do século XIX, procurando abrir espaço para a adopção de “novas pedagogias” – a maior parte delas não tão novas assim – que supostamente permitiriam uma aprendizagem mais activa, dinâmica e significativa por parte dos alunos.

Mas será que as teorias pedagógicas que nos apresentam como inovadoras realmente funcionam? Demonstraram já a sua eficácia, na prática, em relação às metodologias tradicionais?

Um interessante trabalho publicado num site espanhol de divulgação científica vem justamente tentar esclarecer, baseando-se em evidências, esta problemática: quais as pedagogias que provaram que funcionam?

Dentro de uma temática que revisitaremos, vejamos por agora o que sucede com o método global para aprender a ler.

Com este método, em vez de se ensinar as letras e a sua correspondência com sons, parte-se de textos e palavras que se apresentam ao aluno partindo do princípio de que ele aprenderá por si mesmo o alfabeto. Os defensores do método global dizem que a aprendizagem se faz de uma forma mais natural e interessante para o aluno. Mas, nos casos em que corre mal, pode atrasar a aprendizagem da leitura.

O que a investigação demonstrou é que o método mais eficaz para ensinar a ler todas as crianças – incluindo os que são capazes de aprender sozinhos e por isso qualquer método lhes serve – é o alfabético. Quando se aplica o método global muitas aprendem a ler igualmente bem, mas uma parte não. Estas podem chegar ao 3º e 4º anos de escolaridade e continuam sem descodificar bem e não conseguem compreender o que lêem. Isto vai-se reflectir nas restantes aprendizagens e “arrastar-se ao longo de toda a escolaridade, com consequências catastróficas”.

Adaptado daqui.

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