Botellón à moda do Porto

A zona histórica do Porto registou, durante este fim de semana, um ajuntamento que reuniu centenas de pessoas para beber e dançar na rua sem que fossem observadas as regras de distanciamento social e respeitados os horários de consumo de álcool.

O Jornal de Notícias escreve que as zonas com maior procura são as galerias de Paris e toda a zona envolvente dos jardins da Cordoaria e que as esplanadas estavam cheias, com música ao vivo e várias pessoas a dançar.

À TSF, o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, António Fonseca, garante que os ajuntamentos com muitos jovens a beber na rua acontecem “quase todos os dias” e há até um “dois em um”, que explica.

“No que verificamos que é proibido, as autoridades não estão a funcionar”, critica António Fonseca, que adianta até que há quem leve o carro e sirva bebidas a partir dos mesmos: “Abrem as malas, mesmo com o impulso do botellón, e até tiram de lá umas caixinhas com garrafas de bebidas alcoólicas.”

botellon

Segundo os dados mais recentes, a região Norte já superou Lisboa e Vale do Tejo no número de novos casos de infecção pela covid-19. Com a sucessão de botellones que, com a complacência das autoridades, têm animado a noite portuense, a capital do norte está bem lançada na disseminação da pandemia que os mais ingénuos julgavam já controlada. 

Foi desta forma que a situação em Espanha se descontrolou, lançando o país, em vésperas do arranque das aulas, numa segunda vaga de contágios. Mas nem os ajuntamentos ilegais na via pública, as jantaradas dos betinhos da Católica, os leitores que se acotovelam nos expositores da Feira do Livro ou os adeptos-comensais nos os comícios do Chega parecem incomodar o país. O grande problema está, a acreditar na mega-operação de manipulação mediática a que assistimos nas duas últimas semanas – e na qual o grupo Impresa e a SIC desempenharam um papel especialmente vergonhoso – na festa do Avante.

Terminada a festa comunista, cabe agora à comunicação social avençada dos grandes interesses económicos e dos apoios governamentais encontrar outros pretextos para ir desinformando do acessório, para que não se discuta o essencial.

Essencial que será, nos tempos mais próximos, a reabertura das escolas sem que estejam asseguradas as devidas condições de distanciamento e segurança sanitária. Com a colaboração prestimosa de representantes dos directores e dos pais, os principais noticiários continuam a garantir-nos que as escolas são seguras, que tudo está a ser preparado e que haverá distanciamento mínimo garantido de um metro entre os alunos. E o pessoal confia…

Até quando?…

Suicídio colectivo

Suicídio colectivo não é a realização da Festa do Avante segundo o New York Times, que nunca deu a notícia nestes termos, muito menos fez dela manchete de primeira página. Mas poderá muito bem ser esta grosseira demonstração de incompetência e falta de deontologia de uma equipa de jornalistas profissionais que atira para o ar, na abertura do principal noticiário, uma notícia falsa montada nas redes sociais.

nytimes

A credibilidade da informação da SIC, que já não era famosa, acabou de levar, dada pelos próprios, mais uma valente machadada. É o que sucede quando as agendas político-partidárias e os preconceitos ideológicos se sobrepõem ao dever principal do jornalista, que é o de informar com isenção, objectividade e rigor. E verificar as fontes, confirmar os factos, dar espaço ao contraditório. Precisarão que lhes ensinem o b-a-bá da profissão?

E é esta gente que quer dar lições aos professores sobre fake news e literacia para os media?…

Professores boicotam início das aulas

el-mundo

Passou-se em Espanha, mas esta primeira página do El Mundo demonstra que o jornalismo sensacionalista, tendencioso e manipulatório não conhece fronteiras.

Naturalmente que a greve dos professores de Madrid, anunciada para o começo do ano lectivo, não é um boicote. Nem tem, ao contrário de quem escreveu a manchete, motivações políticas. Destina-se a exigir que a reabertura das aulas se faça apenas se e quando estiverem asseguradas as condições de segurança exigíveis num contexto de pandemia.

Se as autoridades optam por subfinanciar a educação pública, enquanto desviam verbas avultadas para outros fins, então devem assumir publicamente as suas responsabilidades. Em vez de as atirarem para os professores que apenas pretendem, como é natural, defender a saúde deles próprios e dos seus alunos.

28 500 docentes colocados? Nem metade foram!…

pinoquioSaúda-se a publicação das listas de colocações em mobilidade interna e contratação inicial antes de concluída a primeira quinzena de Agosto. Quando, num ano tão excepcional como 2020 está a ser, se fez o que ainda não há muito tempo se dizia ser impossível, fica claramente demonstrado que só a inércia e a incompetência dos serviços justificava os atrasos ocorridos noutros anos.

Mas da mesma forma que se enaltecem os pontos positivos, também a propaganda mentirosa do comunicado governamental deve ser denunciada:

28500 professores colocados na primeira quinzena de agosto

Na realidade, apenas foram colocados cerca de 2 000 docentes dos quadros na mobilidade interna, a que se somam 11.042 contratados, nem todos em horários completos. Todos juntos são cerca de 13 mil docentes. Para chegar ao número enganador propagandeado pelo Governo, teremos de somar os cerca de 15500 docentes dos quadros que também concorreram e… não foram colocados, continuando em funções na escola do ano anterior.

Para os interessados em aprofundar a análise dos resultados das colocações, o Blogue do Arlindo continua a ser a principal referência em tudo o que diz respeito aos concursos de professores.

Saliento também o comunicado da Fenprof, que desmonta o quadro cor-de-rosa traçado pelo Governo, confrontando-o com a realidade de uma política de recrutamento que continua assente na precariedade e na insuficiência de recursos humanos:

– Apenas vincularam 872 docentes e, agora, houve 9300 colocações em horários completos, das quais 7650 por contratação a termo

– 60% do prometido reforço de 2500 professores não foi cumprido

– 24.000 docentes vão, por enquanto, manter-se desempregados

 

Troca de favores

O esquema é antigo, e deveria envergonhar algum jornalismo que se considera de referência.

O Governo fornece informação privilegiada a um órgão de comunicação, permitindo-lhe elaborar uma notícia “exclusiva”. Em contrapartida, este produz uma manchete simpática para as intenções mistificadoras do Governo.

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Neste caso, interessava escamotear a realidade de que, de ano para ano, cada vez mais docentes ficam barrados na progressão ao 5º e 7º escalões. E assinala-se a progressão de 6 mil professores quando na verdade cerca de 4 mil progrediriam de qualquer forma, pois o resultado da avaliação de desempenho dispensa-os da necessidade de vaga.

Quanto ao ME, as menos de 2 mil vagas que irá abrir não permitirão a progressão da grande maioria dos docentes que tiveram Bom na última avaliação. Tendo em conta que nas listas do ano passado ficaram mais de 2 mil por colocar, e que de ano para ano vai aumentando o número de docentes que engrossam a lista dos afunilados, só resta concluir que, caso nada mude nesta matéria, o número de professores impedidos administrativamente de progredir na carreira continuará a aumentar.

Segundo dados do Ministério da Educação, citados pelo Público, mais de 6.000 docentes vão progredir para o 5.º e 7.º escalões (4.000 e 2.000, respetivamente). Trata-se de um aumento de 43% face ao mesmo período de 2019. Quando entram no 5.º escalão, os docentes têm um aumento salarial de cerca de 80 euros mensais — ficam a ganhar um salário médio líquidos de 1.415 euros. No caso do 7.º escalão, a subida remuneratória é de 180 euros mensais, para 1.575 euros.

O acesso aos 5.º e 7.º escalões depende, porém, do número de vagas que sejam abertas pelo Governo, só que, no caso dos docentes que na avaliação de desempenho tenham Muito Bom ou Excelente a progressão é automática. Segundo o Público, a maioria dos professores que progride (cerca de 4.000) para estes escalões, este ano, obteve as notas duas notas máximas na avaliação.

Serão, ainda, abertas 1.852 vagas (852 para o 5.º escalão e 1.043 para o 7.º). É o maior número de vagas desde o descongelamento das carreiras, em 2018.

Não usem a Wikipedia!

wikipedia.gifNa opinião de um dos fundadores, e conforme noticia o jornal El País, a Wikipédia teve desde sempre um problema que era o de lutar contra aquelas que pessoas que poderiam ser prejudiciais à veracidade e ao rigor das informações que ali eram colocadas.

Larry Sanger diz mesmo que um dos desafios até agora foi a luta contra as pessoas que tentaram sempre manipular a informação constante nesta plataforma. “Tem sido uma luta contra as pessoas que procuram prejudicar e manipular a informação, dando-lhe um cunho ideológico”, referiu.

O filósofo confessou na Áustria que este “foi sempre um dos obstáculos que encontrámos desde o início. Tentámos sempre que os maus atores não arruinassem o projeto que se dedicava ao público em geral”, mas “infelizmente não fomos capazes de controlar nem de arranjar uma solução para o problema.” Portanto, e como resultado, Larry Sanger lamenta: “O sistema da Wikipédia não funciona.”

A Wikipédia foi criada para funcionar como uma enciclopédia que dependeria do conhecimento e da inteligência das massas. Mas o que se tem vindo a revelar desde o início são situações de grande polémica, sobretudo no que diz respeito a temas relacionados com a política. “Este problema deve ser resolvido pela política de neutralidade da Wikipédia, mas a Wikipédia decidiu aceitar editores que escrevem artigos apenas com um ponte de vista, que descartam visões impopulares e que não fazem justiça à verdade.”

Cansado da manipulação e de informações erradas na Wikipédia, Larry Sanger aconselha a que não a usem.

Deixem-me ser um bocadinho menos radical do que Sanger e propor: usem a Wikipedia, sim, mas façam-no com conta, peso e medida.

Assumindo a mesma precaução básica que devemos ter em relação a tudo o que encontramos na internet: está lá porque alguém, com determinada intenção, aí o colocou.

Distinguindo entre o que é informação factual rigorosa – basicamente o que procuramos numa enciclopédia e que mesmo assim só é segura se puder ser confirmada por outras fontes – do que não passa de opinião, preconceito ou propaganda.

Acima de tudo, nunca fazendo da Wikipedia, ou de qualquer outro site, a única fonte de informação.

Ensinam mesmo quando fazem greve

cruzadas.pngInformam quando não andam a desinformar, espalhando notícias falsas.

Gozam com os professores, quando lhes falta a coragem para se meterem com os poderosos deste país.

Servem a agenda mediática do poder, em vez de agirem com isenção e rigor.

Estas charadas têm todas a mesma resposta. Mas, ao contrário do cruzadista do Expresso, não cometerei a injustiça de dizer que todos os jornalistas agem assim. Serão apenas alguns – embora exista uma especial concentração de jornaleiros manipuladores e tendenciosos no espesso semanário.

Quanto ao acto em si, na linha daquele humor pretencioso, acintoso e sem graça nenhuma  a que o semanário do regime há muito nos habituou, ele é digno, acima de tudo, do mais profundo desprezo da parte de todos os professores que se prezam.

Isso e não lhes comprar o fardo de papel que publicam todos os fins de semana.

Menos alunos e mais professores?

demagogia.jpgPegando no comunicado do Governo, a imprensa faz a leitura mais óbvia dos números mais recentes do recenseamento escolar: há cada vez menos alunos e mais professores nas escolas portuguesas…

Escolas perderam 13 mil alunos mas ganharam dois mil professores no ano passado

A propaganda governamental tenta associar o maior número de professores ao serviço com as políticas e reformas educativas que têm vindo a ser promovidas. No fim, só falta insinuar que querem ganhar mais trabalhando cada vez menos e fazer a pergunta sacramental: a caminho do melhor dos mundos educativos, do que é que ainda se queixam?…

Estes primeiros dados mostram que os efeitos acumulados da quebra da natalidade, particularmente severa durante o período da crise económica, não impediram um aumento significativo do número de docentes, refletindo o investimento do Estado nas condições de trabalho dos seus profissionais, nas oportunidades de aprendizagem dos alunos, logo, na qualidade e equidade educativas.

Assim, em 2017/18, a rede pública foi reforçada, com mais 2 mil docentes do que no ano anterior, um reforço fundamental para aprofundar a qualidade e inclusão do sistema educativo, através de medidas como o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a Redução do Número de Alunos por Turma, o reforço de crédito horário para as escolas TEIP e para o Programa de Educação Estética e Artística, o Desporto Escolar, entre outras. Trata-se de medidas com impactos diretos na redução do insucesso escolar e, a prazo, nas competências e qualificações dos portugueses.

Seria mais honesto referir que a imensa maioria dos “reforços” ocorridos no corpo docente se tornaram necessários devido ao número crescente de baixas médicas prolongadas e de destacamentos por doença. Sendo ambas as situações consequências directas do elevado desgaste físico e mental que afecta uma classe profissional cada vez mais envelhecida.

Na grande maioria dos casos, os novos professores que chegam às escolas não vêm para aliviar o trabalho dos que lá estão, mas para substituir os que se encontram ausentes.

Não seria complicado reconhecer a verdade, mas o PS e o seu governo parecem cada vez mais convencidos de que, em Educação, a demagogia e as verdades alternativas rendem votos. Quando assim é, e os exemplos vêm de cima, fica escancarado o caminho da manipulação e da mentira…

Um manifesto em defesa da verdade

jose-eduardo-lemosEntre as várias reacções que suscitou, na imprensa, o manifesto colectivo dos blogues de Educação a que a Escola Portuguesa se associou, destaco a posição de José Eduardo Lemos.

Em depoimento ao Educare, o presidente do Conselho das Escolas não hesita em acusar o Governo e alguma comunicação social pela forma como propagaram informação falsa e deturpada, tentando denegrir a imagem e a carreira dos professores junto da opinião pública. Foi esse, efectivamente o sentimento e o objectivo que nos mobilizou enquanto professores e bloggers: denunciar a campanha de desinformação e mentira, repondo a verdade dos factos quanto à carreira e ao tempo de serviço dos professores.

Há outro ponto pertinente que Eduardo Lemos não deixa de salientar: servem de muito pouco as campanhas de promoção da literacia para os media – não passam, melhor dizendo, de um exercício de hipocrisia – quando os governos que as promovem são os primeiros a recorrer à manipulação e às fake news para obter ganhos políticos, denegrindo quem quer que se atravesse à sua frente.

“Manifesto Pela Verdade dos Factos” é o documento que reúne professores e autores dos principais blogues de Educação com o objetivo de desmontar a “vil e manipuladora campanha de intoxicação da opinião pública” à volta da lei de recuperação do tempo congelado aos professores, chumbada na última sexta-feira na Assembleia da República, com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP. Os subscritores não retiram uma vírgula ao texto, explicam os seus motivos, e analisam os acontecimentos das últimas semanas, depois de o primeiro-ministro ter colocado a hipótese de demissão do Governo no horizonte – entretanto afastada com a reprovação da lei. 

José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas (CE), não assinou o manifesto mas conhece o conteúdo. E aplaude a atitude. O manifesto, na sua perspetiva, é uma excelente iniciativa de professores-bloggers que, de uma forma certeira, “desmontaram uma série de falsidades ou, mais benignamente, de imposturas intelectuais, justificadas por interesses político-partidários e profusamente difundidas pelos órgãos de comunicação social e pelas redes sociais”. E vai mais longe. Em seu entender, os blogues prestaram um serviço público, “um serviço cívico que se impunha em favor da transparência e da verdade”. “Serviço que competia a outros, desde logo ao Governo e à comunicação social, mas que, nesta matéria, generalizadamente, intoxicaram a opinião pública com falsidades (mais até do que com meias-verdades), perseguindo fins políticos e não olhando a meios para os atingir”, refere ao EDUCARE.PT.

“Este manifesto tem o condão de colocar a nu a farsa montada em torno da recuperação do tempo de serviços dos professores, trazendo à memória coletiva factos que ocorreram entre 2017 e a atualidade e que, indesmentivelmente, mostram quem é que tem andando às arrecuas, quem descaradamente tem mentido aos professores e à população, quem tem sentido de Estado e quem não o tem”, sublinha, dando os parabéns aos autores do manifesto.

O que, para si, está verdadeiramente em causa não é apenas a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, é também “a velha arte de mentir no espaço público e o mau exemplo”. O presidente do CE lança uma pergunta e dá uma resposta: “Como se podem sentir os professores que ouviram responsáveis políticos declarar que recuperariam todo o tempo de serviço, que viram a Assembleia da República aprovar a Resolução 1/2018 e que leram os orçamentos de Estado de 2018 e de 2019? Diabolizados e enganados, obviamente!”

O responsável pelo CE olha para o caso como um episódio de “fake news”, com o efeito perverso de ter colocado os professores como vilões da história para, refere, “envenenar a opinião pública”. “Tal vem apenas confirmar a necessidade de formação em Literacia para os Media, que está a ser promovida pelo Ministério da Educação, e também oferecer uma interessante temática para debate nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento”, observa com alguma ironia.

Inclusão vai entrar na avaliação das escolas

inspectorO novo ciclo da avaliação externa das escolas, que se iniciará em Maio, vai ter na inclusão “o indicador-chave” para a análise das práticas dos estabelecimentos de ensino, anunciou nesta quarta-feira o secretário de Estado da Educação, João Costa.

Será o terceiro ciclo da avaliação conduzida pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), um procedimento que se iniciou em 2006 e que, segundo João Costa, para além dos resultados nos exames, vai passar a integrar o trabalho desenvolvido pelas escolas no âmbito das novas políticas educativas iniciadas pela actual tutela, bem como os novos indicadores que têm sido desenvolvidos pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Talvez por nunca ter levado muito a sério as teorias acerca da propalada isenção e independência, relativamente ao Governo, da acção inspectiva da IGEC, interpretei esta notícia, que ouvi em primeira mão ontem, na rádio, como a mera adaptação de grelhas, formulários e rotinas inspectivas às teorias da inclusão que, a par da flexibilidade, se tornaram entre nós a última moda educativa.

Contudo, reflectindo um pouco, não posso deixar de dar razão ao Paulo Guinote: esta será a forma, nada subtil, de instrumentalizar a Inspecção ao serviço de uma política que se tenta implementar às três pancadas, para que conste, no balanço final da legislatura, como um grande êxito da política educativa deste governo. Enquanto o voluntarista secretário de Estado ruma, discretamente, a outras paragens.

…Basta ver como João Costa se prepara para instrumentalizar a IGE ao serviço das suas crenças pessoais e políticas, de um modo que não me lembro, tornando-a o “braço armado” da implementação das suas “reformas”. Ou lhe obedecem ou terão uma avaliação fraquinha. Voltámos ao tempo dos “comissários políticos” enviados para intimidar as escolas? Autonomia? A sério?…

Como é evidente, mandaria o mais elementar bom senso que primeiro fosse avaliada a implementação do novo regime de inclusão, corrigidos os erros e aperfeiçoados os procedimentos. Só depois de estar consolidada a sua aplicação nas escolas fará sentido integrar a inclusão no processo de avaliação externa das escolas. Porém, a sensatez parece, na recta final da legislatura, ser um valor em queda neste ministério e neste governo…