Sexo, mentiras e vídeo

Os ingredientes sensacionalistas estavam lá todos e o engodo era, para muitos, irresistível. Psicóloga em videoconferência deixa o computador ligado no final da sessão. Alunos assistem às intimidades sexuais entre a psicóloga e o professor que a acompanhava. Segue-se a queixa de uma mãe escandalizada, a gravação a servir de prova e o inevitável processo disciplinar, seguido de demissão.

Julgo que foi o Correio da Manhã que deu a notícia em primeira mão, rapidamente replicada na imprensa “séria”, nas redes sociais e na blogosfera docente.

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Passados dois dias, confirma-se que a notícia era falsa. Os esclarecimentos do advogado não deixam pedra sobre pedra relativamente à falsa acusação:

  • O episódio ocorreu antes da videoconferência, numa altura em que a psicóloga, com problemas técnicos no seu equipamento, pediu ajuda a um amigo professor;
  • Ao iniciarem a videoconferência, para verificarem que tudo funcionava, não se aperceberam que alguns alunos já estavam online, a assistir;
  • As alegadas intimidades resumiram-se à despedida dos dois amigos, com um abraço e um beijo na cara;
  • Houve efectivamente uma mãe que, sem nada melhor para fazer, gravou a cena e fez queixa na escola, originando um processo disciplinar que foi arquivado por falta de provas;
  • A psicóloga já não está a trabalhar no agrupamento, não por ter sido despedida, mas por ter entretanto terminado o contrato.

Quando o público é pouco exigente, publicar notícias falsas e sensacionalistas pode aumentar as vendas nas bancas e os cliques no online. Para um jornalismo cada vez mais dependente da publicidade para sobreviver, isto torna-se determinante. Mas escrever mentiras, sem confirmar os factos nem ouvir as partes envolvidas, não deveria nunca ser opção para jornalistas profissionais.

Suicídio colectivo

Suicídio colectivo não é a realização da Festa do Avante segundo o New York Times, que nunca deu a notícia nestes termos, muito menos fez dela manchete de primeira página. Mas poderá muito bem ser esta grosseira demonstração de incompetência e falta de deontologia de uma equipa de jornalistas profissionais que atira para o ar, na abertura do principal noticiário, uma notícia falsa montada nas redes sociais.

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A credibilidade da informação da SIC, que já não era famosa, acabou de levar, dada pelos próprios, mais uma valente machadada. É o que sucede quando as agendas político-partidárias e os preconceitos ideológicos se sobrepõem ao dever principal do jornalista, que é o de informar com isenção, objectividade e rigor. E verificar as fontes, confirmar os factos, dar espaço ao contraditório. Precisarão que lhes ensinem o b-a-bá da profissão?

E é esta gente que quer dar lições aos professores sobre fake news e literacia para os media?…

Professores boicotam início das aulas

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Passou-se em Espanha, mas esta primeira página do El Mundo demonstra que o jornalismo sensacionalista, tendencioso e manipulatório não conhece fronteiras.

Naturalmente que a greve dos professores de Madrid, anunciada para o começo do ano lectivo, não é um boicote. Nem tem, ao contrário de quem escreveu a manchete, motivações políticas. Destina-se a exigir que a reabertura das aulas se faça apenas se e quando estiverem asseguradas as condições de segurança exigíveis num contexto de pandemia.

Se as autoridades optam por subfinanciar a educação pública, enquanto desviam verbas avultadas para outros fins, então devem assumir publicamente as suas responsabilidades. Em vez de as atirarem para os professores que apenas pretendem, como é natural, defender a saúde deles próprios e dos seus alunos.

O castigo de Deus

castigo-obsSerá então que Deus nos está a castigar com esta pestilência que estamos a sofrer em Portugal? Um sr. ministro alemão, ao contrário de um sr. bispo, responderá que sim. O sr. ministro dirá que é um castigo divino porque acredita na causalidade. E acreditando que Deus existe, e é a causa última de todas as causas, parecer-lhe-á evidente que terá sido Ele que, na sua sabedoria, terá estabelecido desde toda a eternidade as coisas para que o PS perdesse as eleições em 2015 sem que a coligação Portugal à Frente obtivesse a maioria absoluta. Para isso bastou-Lhe ordenar, através de outras causas secundárias, os afazeres e preferências de 44% dos eleitores para que não fossem votar, bem como infetar 32% dos votantes com o vírus socialista e outros 18% com uma bactéria marxista resistente a toda a evidência histórica. Embora esta calamidade nacional, que são os governos do sr. eng. Costa, tenha tido como causa próxima estas doenças ideológicas, de caracter endémico no nosso país, um crente estará consciente que a sua causa última é Deus Nosso Senhor, que opera por causas quer aparentes quer misteriosas.

Não sei se o economista que assim escreve, tomando-se a sério, no Observador, se enganou na profissão. Ou se, simplesmente, nasceu no século errado.

A pandemia do novo coronavírus é o castigo divino no século XXI: não sei o que andaram a comprar e a distribuir lá pela redacção com o dinheiro dos novos apoiantes e subscritores. Mas a mocada parece ser forte…

Perante prosas delirantes como esta, já há muita gente a querer experimentar o produto…

O vira-casacas

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Sabendo-se que os professores hoje no activo são praticamente os mesmos que ensinavam em 2014, é caso para perguntar: o que levou o escriba do Observador, o jovem “investigador” de temas de educação levado ao colo, pelo CDS, para o Conselho Nacional de Educação, a mudar radicalmente a sua opinião?

O vira-casaquismo esteve muito em voga a seguir à Revolução que hoje se comemora. Pessoas que nunca se interessaram por política inventaram para si próprias um passado antifascista. Homens de confiança do anterior regime transformaram-se de um dia para o outro em activos e radicais revolucionários.  Com a mesma falta de princípios, gente sem vontade nem préstimo para leccionar, que faz carreira a admoestar os professores e a denegrir o profissionalismo da classe – e há tantos por aí – não se inibe de dirigir elogios interesseiros aos professores, quando sente que isso lhe dá jeito.

A coerência não é propriamente um valor em alta entre uma certa direita de boas famílias que sempre se habituou a abrir caminho usando o seu dinheiro, poder e influência para atacar, ofender, desmoralizar quem se atravessa à frente. Ou não se desvia para o lado com suficiente rapidez. Recorrendo à arrogância e à displicência como forma de disfarçar incompreensão e ignorância.

Será que, como uma certa opinião pública pouco informada, o investigador e jornalista especializado em assuntos educativos se surpreendeu com o à vontade dos professores da “telescola” no uso dinâmico das novas tecnologias? De tanto ajudar a difundir a patranha dos “professores do século XX”, terá acreditado nela? Ignoraria que os vídeos, os powerpoints, os sons e as animações gráficas há muito que fazem parte da rotina escolar das salas de aula portuguesas?

A verdade é esta: só não fazemos mais e ainda melhor porque a falta de meios e a sobrecarga de turmas e alunos não nos deixa tempo para investirmos tanto como gostaríamos naquilo que gostamos mesmo de fazer: proporcionar aos nossos alunos mais e melhores aprendizagens.

Outra realidade não menos evidente são as ruas da amargura em que vegeta o jornalismo tendencioso do Observador, um projecto político neoliberal que usou o jornal online como barriga de aluguer. Percebe-se que de 2014 para cá os tempos mudaram e as proclamações da seita neoliberal já não encontram hoje a mesma aceitação. E se ontem os “maus professores” eram o inimigo a abater, serão hoje uma potencial clientela que interessa seduzir…

Troca de favores

O esquema é antigo, e deveria envergonhar algum jornalismo que se considera de referência.

O Governo fornece informação privilegiada a um órgão de comunicação, permitindo-lhe elaborar uma notícia “exclusiva”. Em contrapartida, este produz uma manchete simpática para as intenções mistificadoras do Governo.

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Neste caso, interessava escamotear a realidade de que, de ano para ano, cada vez mais docentes ficam barrados na progressão ao 5º e 7º escalões. E assinala-se a progressão de 6 mil professores quando na verdade cerca de 4 mil progrediriam de qualquer forma, pois o resultado da avaliação de desempenho dispensa-os da necessidade de vaga.

Quanto ao ME, as menos de 2 mil vagas que irá abrir não permitirão a progressão da grande maioria dos docentes que tiveram Bom na última avaliação. Tendo em conta que nas listas do ano passado ficaram mais de 2 mil por colocar, e que de ano para ano vai aumentando o número de docentes que engrossam a lista dos afunilados, só resta concluir que, caso nada mude nesta matéria, o número de professores impedidos administrativamente de progredir na carreira continuará a aumentar.

Segundo dados do Ministério da Educação, citados pelo Público, mais de 6.000 docentes vão progredir para o 5.º e 7.º escalões (4.000 e 2.000, respetivamente). Trata-se de um aumento de 43% face ao mesmo período de 2019. Quando entram no 5.º escalão, os docentes têm um aumento salarial de cerca de 80 euros mensais — ficam a ganhar um salário médio líquidos de 1.415 euros. No caso do 7.º escalão, a subida remuneratória é de 180 euros mensais, para 1.575 euros.

O acesso aos 5.º e 7.º escalões depende, porém, do número de vagas que sejam abertas pelo Governo, só que, no caso dos docentes que na avaliação de desempenho tenham Muito Bom ou Excelente a progressão é automática. Segundo o Público, a maioria dos professores que progride (cerca de 4.000) para estes escalões, este ano, obteve as notas duas notas máximas na avaliação.

Serão, ainda, abertas 1.852 vagas (852 para o 5.º escalão e 1.043 para o 7.º). É o maior número de vagas desde o descongelamento das carreiras, em 2018.

Tiago Brandão Rodrigues nunca desilude

time-tbrO ministro perceberá hoje de Educação quase o mesmo que sabia quando entrou para o ministério. Mas as manhas de político medíocre, parece tê-las aprendido todas. E nota-se o incómodo com essa chatice da prestação de contas, um dos deveres mais importantes dos governantes em democracia.

Se a prosa esclarecedora do Fumaça no Twitter apenas confirmou, de Brandão Rodrigues, que continua igual a si próprio, deu-me por outro lado oportunidade para espreitar o trabalho de um projecto jornalístico independente que merece ser apoiado.

Em julho, o Fumaça marcou uma entrevista com o ministro da @Educacao_PT, Tiago Brandão Rodrigues, para analisar a sua ação enquanto membro do governo e questionar as políticas de educação dos últimos 4 anos. Ia acontecer no Festival Paredes de Coura. Mas já não vai.

Foi publicamente anunciada para dia 16 de agosto, no Palco Jazz na Relva, no Festival Paredes de Coura. Infelizmente, há cerca de duas semanas, a entrevista foi cancelada.

O governante está de férias esta semana, em Paredes de Coura. Mas não está disponível para falar sobre as suas decisões e responsabilidades governativas. Mostrou-se, no entanto, favorável a falar sobre outros temas.

Uma conversa sobre o percurso profissional e extrapolítico do ministro, natural de Paredes de Coura, não faria sentido. No Fumaça, temos pouco interesse em narrativas sobre os feitos do “filho da terra”, quando nos propomos a escrutinar quem detém cargos de Poder.

Assim, no mesmo dia e à mesma hora, falaremos com o escritor @valterhugomae, que aceitou falar connosco sobre cultura e política cultural. Apareçam, pelas 17h, dia 16 de agosto (sexta-feira), no Palco Jazz na Relva.

PS: Para que fique claro, a explicação para a recusa da entrevista deveu-se, segundo a assessoria de imprensa do ministro, a um “mal entendido” entre o ministério e a produção do festival sobre o tema da conversa.

Ensinam mesmo quando fazem greve

cruzadas.pngInformam quando não andam a desinformar, espalhando notícias falsas.

Gozam com os professores, quando lhes falta a coragem para se meterem com os poderosos deste país.

Servem a agenda mediática do poder, em vez de agirem com isenção e rigor.

Estas charadas têm todas a mesma resposta. Mas, ao contrário do cruzadista do Expresso, não cometerei a injustiça de dizer que todos os jornalistas agem assim. Serão apenas alguns – embora exista uma especial concentração de jornaleiros manipuladores e tendenciosos no espesso semanário.

Quanto ao acto em si, na linha daquele humor pretencioso, acintoso e sem graça nenhuma  a que o semanário do regime há muito nos habituou, ele é digno, acima de tudo, do mais profundo desprezo da parte de todos os professores que se prezam.

Isso e não lhes comprar o fardo de papel que publicam todos os fins de semana.

Poderosos e intocáveis

É possível fazer bom jornalismo em Portugal, isento, corajoso, pertinente? Quando os assuntos mexem com os interesses dos poderosos, dificilmente. Na área do jornalismo económico, então, conhecem-se há muito as ligações e dependências entre os grupos da finança e da comunicação social.

Também não é novidade a forma como o antigo dono disto tudo subornava a imprensa amiga com generosos contratos publicitários e os jornalistas com passeatas e diversões. As férias na neve que José Gomes Ferreira descreveu num livro recente são um exemplo paradigmático.

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Mesmo pessoas sem necessidade alguma de se meterem nisto, como o actual presidente da República, na altura colaborador próximo de Ricardo Salgado, participaram activamente nestas operações de domesticação da imprensa. A teia de dependências e favores criada e robustecida ao longo dos anos criou de Ricardo Salgado a imagem de distinção que explica, ainda hoje, a reverência que se nota em torno daquele que ficará provavelmente, para a posteridade, como o trafulha mais caro de sempre para os contribuintes portugueses.

O texto que se segue é de certa forma o reverso da medalha do que acabei de referir. O testemunho é de Miguel Szymanski, um jornalista que, por não se submeter aos fretes habituais de que sobrevive o nosso jornalismo económico, teve de se fazer à vida como correspondente no estrangeiro. Um depoimento corajoso e desassombrado que não hesita, como eu gosto, em chamar aos bois pelos seus nomes.

A propósito de Berardo, lembro-me de alguns dos ‘poderosos’ e ‘intocáveis’ com os quais, para meu azar, me cruzei em Portugal ao longo de 25 anos de jornalismo.

Ricardo Salgado/BES: depois de dois artigos publicados na revista Fortunas&Negócios sobre os ‘donos da banca’ em 2001, Salgado queixou-se à administração. Sentia-se retratado no meu artigo “como se fosse um gatuno” (quem transmitiu esta citação de Salgado é hoje director de informação de um canal de televisão). Fiquei sem emprego e os meus colegas também – a administração fechou a revista para não perder a publicidade no Diário Económico e no Semanário Económico.

Jorge Jardim Gonçalves/Millennium: depois de uma crónica numa revista enviou-me um bilhete, manuscrito, assinado e não muito subtil, a ameaçar com processos judiciais.

André Jordan/magnata do imobiliário: não gostou de um artigo que escrevi sobre ele para a ‘Sábado’ e o, na altura, director da revista veio dizer-me que a minha colaboração não podia continuar: “Lamento, passaste a persona non grata; o Jordan deve ter oferecido uns cartões gold para jogar golfe a alguém da administração”.

Outras ‘figuras do regime’, da área política, que se queixaram de artigos meus e levaram um director de jornal a despedir-me: Santana Lopes e Dias Loureiro. Depois houve o jornal, de primeira linha (Expresso), com o qual deixei de poder colaborar, subitamente e depois de meses de elogios aos meus artigos, porque alguém, imagino eu, mas não sei ao certo quem, não gostava da minha abordagem aos temas.

Houve ainda, também essa uma forma de censura, várias publicações que deixaram de me encomendar artigos porque, simplesmente, deixaram de ter verbas para pagar (recentemente o DN, por exemplo).

Enfim, nunca isto me deitou abaixo por muito tempo. Quando deixei de ter trabalho em Lisboa, que me permitisse sobreviver, fui durante uns anos trabalhar como jornalista para – excelentes publicações – em Berlim e Frankfurt.

Tenho a enorme sorte de poder trabalhar para órgãos de comunicação social na Alemanha e na Áustria. Mas tenho muita pena de alguns excelentes e incorruptíveis jornalistas que, aqui em Portugal, ficaram pelo caminho.

Fake News… all over the world!

A denúncia partiu do STOP: a agência Reuters está desde ontem a difundir, à escala global, uma notícia falsa. Segundo a agência, os professores portugueses estariam a reivindicar ao Governo o pagamento de aumentos salariais retroactivos.

Apesar do protesto feito pelo sindicato, a notícia não foi corrigida. A imagem que publico reproduz o print do site que fiz por volta das 20 horas. Como se vê, a frase mentirosa por lá continua, inalterada.

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É evidente, e estes casos vão-no demonstrando, que a proliferação das fake news não é apenas um subproduto das redes sociais ou da acção de grupos organizados de contra-informação. Elas surgem também, como sempre aconteceu, quando os jornalistas esquecem os princípios basilares do seu ofício e difundem notícias que parecem feitas com os pés, reproduzindo informação não rigorosa e factualmente incorrecta. Ou confiando em “fontes” que são ao mesmo tempo partes interessadas no assunto noticiado, sem a imprescindível confirmação dos factos.

maior agência internacional de notícias do mundo publicou, ontem, uma notícia falsa sobre as reivindicações dos professores, e o que esteve em causa na recente votação da Assembleia para a recuperação do tempo de serviço: “aumento salarial retroativo para os professores” (“proposed retroactive pay rises for teachers”)!
https://uk.reuters.com/article/uk-portugal-politics-poll/portugal-pms-party-up-in-poll-after-teachers-pay-gamble-idUKKCN1SJ135

Já contactamos a agência Reuters Portugal e, também, a sede em Londressolicitando a correção desta falsidade que circula em todo Mundo.

Na linha do que temos feito, sobretudo desde dia 3 de maio, temos contactado vários órgãos de comunicação social (jornais, canais de televisão) para informar, corrigir, e solicitar entrevistas para o esclarecimento correto da opinião pública, inclusive de todos os colegas que tem procurado clarificar e repor a verdade dos factos e números. 

Repor a verdade continua a ser urgente!

Temos recebido contactos de colegas indignados, os quais nos informam que amigos e conhecidos, inclusive, continuam a pensar que estamos a reivindicar retroativos!

Não colegas, os cerca de 8 mil milhões (que os professores contribuíram durante a chamada crise) não estão a ser reivindicados e, mesmo assim, parece que alguém insiste em passar nomeadamente essa mentira para colocar a população contra a luta dos professores.