Eficiência nórdica

Oito funcionários de um lar na Alemanha foram vacinados individualmente com cinco doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech, dos quais quatro foram hospitalizados porque começaram a manifestar sintomas ligeiros de gripe.

Os Países Baixos decidiram iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19 em janeiro, apesar de já toda a União Europeia ter começado, considerando que “a pressa” visa dar “um espetáculo simbólico”, mas é perigosa.

“Temos de seguir um caminho seguro, não é responsável começar mais cedo”, explicou o ministro da Saúde holandês, Hugo de Jonge, aos deputados, sublinhando que o que seus parceiros europeus estão a fazer “não é prudente”.

O Parlamento holandês não compreende, no entanto, que todas estas questões técnicas e logísticas demorem quase duas semanas mais do que no resto da União Europeia.

O líder da extrema direita (PVV), Geert Wilders, acredita que a abordagem oficial “é errada” e classificou-a de “amadorismo”, enquanto os socialistas lamentaram que os Países Baixos “estejam a ficar para trás novamente”, como aconteceu – segundo referiram – com a aplicação móvel de rastreamento do coronavírus ou com a capacidade de fazer testes.

Músicas do Mundo: Dutch International Military Tattoo 2009 – Arrival

Músicas do Mundo: Mell & Piet Veerman – Lovin’ Arms

Uritrottoir

urinol1.jpgEm França, a silly season tem alimentado uma curiosa polémica em torno dos urinóis nada discretos que têm sido instalados em alguns lugares estratégicos do centro de Paris.

Parece evidente que haveria formas mais eficientes e esteticamente menos desagradáveis de resolver um problema real – e já agora contemplando ambos os sexos. Mas a verdade é que, percorrendo a civilizadíssima Europa Central, nos deparamos com espécimes de “mobiliário urbano” que os “bárbaros do Sul” eliminaram há décadas das suas cidades.

Urinol público em versão belga…

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E holandesa…

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Acabar o Secundário aos oito anos

laurent.JPGLaurent Simons tem apenas oito anos, um QI de 145 e um diploma do secundário na mochila. A criança de oito anos nascida na Bélgica mas a viver actualmente em Amesterdão, na Holanda, concluiu o ensino secundário este ano, depois de condensar seis anos de estudos em apenas um ano e meio. À cadeia de televisão belga VRT, disse que a sua disciplina preferida era a Matemática. “Porque é tão vasta. Tem estatística, geometria, álgebra…”

Agora, Laurent tem dois meses de férias antes de abraçar o próximo desafio: a universidade. O rapaz ponderou estudar para se tornar um astronauta ou um médico cirurgião, acabou por escolher seguir Engenharia Informática na universidade. Não que a escolha preocupasse demasiado os pais: “Se ele decidisse ser carpinteiro, isso não seria um problema para nós — desde que fosse feliz”, disse o pai durante a mesma entrevista.

Como não é invulgar ocorrer noutros casos de alunos sobredotados, Laurent revelou dificuldade em concentrar-se nas aulas. Não porque a matéria fosse particularmente difícil, mas porque se aborrecia. “Às vezes os alunos demoravam demasiado tempo a responder e eu respondia por eles”, contou.

Fazer progredir mais rapidamente na escolaridade os alunos sobredotados é uma receita antiga que as escolas vêm aplicando a alunos que aprendem depressa – por vezes já descobriram sozinhos o que os professores lhes querem ensinar – e reclamam um ensino mais exigente e desafiante. Mas estes casos extremos de precocidade impressionam-me sempre: seis anos de ensino secundário condensados em ano e meio, e a entrada na universidade aos oito anos parecem-me um exagero. Não porque duvide das extraordinárias capacidades intelectuais de um pequeno número de crianças, mas porque me parece que por detrás destas decisões está uma concepção estritamente académica da escola: esta serve apenas para aprender a Matemática, as Línguas, as Ciências Naturais e Humanas, ou destina-se também a explorar o mundo das artes e das expressões e a socializar as crianças e jovens com os seus pares?

Há outra coisa paradoxal no universo dos sobredotados: embora revelem capacidades excepcionais na infância e, alguns, ainda na adolescência, tendem geralmente a tornar-se adultos “normais”. Os grandes cientistas, escritores ou filósofos não se costumam distinguir, regra geral, pela precocidade. Apenas em áreas muito específicas, como as artes plásticas, a música e o desporto, o começar cedo tende a potenciar o máximo desenvolvimento do potencial dos artistas e atletas. Mas nem sempre…

Para o fim, fica a maior das perplexidades: o que quererá ser o pequeno Laurent quando for grande? Talvez a criança que, no devido tempo, não chegou a ser…

Conhecimento na palma da mão

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Ao fundo: Rembrandt, Ronda nocturna. Rijksmuseum, Amesterdão, 2014.

Embora explicações posteriores tenham enfatizado que os jovens na imagem estão concentrados a pesquisar informações sobre o quadro à sua frente ou, noutra versão, a utilizar a app do próprio museu, a foto ficou como metáfora do acesso ao conhecimento nos tempos contemporâneos, quando o brilho do ecrã do smartphone empalidece qualquer obra-prima pendurada na parede.

Holanda: a derrota do populismo e do trabalhismo na gaveta

BfcdEAvprlH8taNrHRV_fzn5rK_NaCqY85PoEFoORUL_qo71AS26nFAkhnYDNUDQLBiaP-h6bDEcoAQ2AdPAy-uid4W_ob2MHKDvXA=s0-d-e1-ft.gifForam pouco falados, por cá, os resultados das eleições holandesas. Ainda assim, duas ou três coisas haverá a destacar.

A subida do partido nacionalista e populista de Geert Wilders não foi afinal tão significativa como se antevia. É certo que o PVV ascendeu a segunda força política, mas o VVD, partido do actual primeiro ministro, Mark Rutte, manteve uma confortável supremacia, com 33 deputados contra 20 no novo Parlamento.

Verdadeira surpresa foi a queda livre dos Trabalhistas, até agora principais aliados dos Conservadores no governo de coligação, mas que no fundo tem sido a sina algo frequente dos partidos de centro-esquerda que se subordinam às políticas e aos interesses da direita. Com o PvdA a passar de 38 para 9 deputados, Jeroen Dijsselbloem, o conhecido ministro das Finanças holandês que acumula a pasta com a liderança do Eurogrupo, deverá ter de abandonar agora ambos os lugares.

No complicado xadrez político da Holanda, com um Parlamento de apenas 150 deputados e uma grande quantidade de pequenos e médios partidos, irá agora jogar-se o jogo dos entendimentos políticos destinados a viabilizar o novo governo.

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Felicitações holandesas a Donald Trump

Muito oportuno e engraçado o vídeo de apresentação da Holanda ao novo presidente dos EUA. Visualmente apelativo, o vídeo é narrado num inglês básico que até Trump consegue entender.

Músicas do Mundo: Flaco Jimenez & Rowwen Héze – Marina

Músicas do Mundo: Vader Abraham e Orquestra de André Rieu – Het kleine cafe aan de haven

Um original holandês que foi cantado em várias línguas. Entre nós é mais conhecida a versão francesa de Joe Dassin