A revolta dos professores espanhóis

escuela.JPGOs profissionais da educação ameaçam revoltar-se. Professores, pessoal auxiliar, inspectores e algumas associações familiares estão a reagir nestas semanas face ao que agora se prevê ser um regresso quase normal à escola no meio de uma pandemia. “Em Múrcia dizem-nos que não pode haver reuniões de mais de 15 pessoas, mas estão a planear um regresso às aulas com 35 alunos em 50 metros quadrados”, resume Raimundo de los Reyes, director de uma escola secundária em Múrcia e presidente da Fedadi, a maior associação de directores de escolas secundárias em Espanha, em 26 palavras. É um sentimento crescente entre os professores em quase toda a Espanha: as administrações estão a planear uma reabertura de escolas sem as medidas mínimas de segurança necessárias e os professores ameaçam levantar-se. Neste momento, os tambores da greve não estão a tocar, mas o zunzum de fundo está a crescer.

Reabrir as aulas em plena pandemia, sem alterar substancialmente os horários, espaços, ou o tamanho das turmas: tal como em Portugal, também em Espanha raramente se equacionam medidas eficazes para o desconfinamento educativo quando estas impliquem aumento da despesa pública.

Claro que no país vizinho a realidade é mais complexa: a educação pública está sob a tutela das regiões autónomas e são os governos ou juntas regionais que decidem as medidas a aplicar. A notícia do elDiario tenta retratar os cambiantes desta realidade, que vai desde as apreensões de pais, professores e directores escolares em Múrcia, Galiza ou Castela, onde pouco ou nada se está a fazer para proteger as comunidades escolares, até ao caso quase exemplar da Comunidade Valenciana: aqui, já se contrataram mais professores, decidiu o desdobramento de turmas e o distanciamento mínimo de 1,5 metros nas salas de aula, bem como um regime de ensino misto, presencial e online, para os alunos do secundário (que em Espanha se inicia no equivalente ao nosso 7.º ano de escolaridade).

A completar o quadro, temos situações semelhantes às que também vamos presenciando por cá. A tentativa de virar os pais contra os professores, acusando estes de alarmismo e de não proporem medidas viáveis nem quererem contribuir para as soluções, preferindo permanecer no conforto do ensino à distância. O lavar de mãos das autoridades educativas, remetendo as decisões para as escolas, sem que estas tenham meios e condições para resolver os problemas. No fim da linha, claro, ficarão os alunos, os professores e os funcionários das escolas, expostos ao contágio no interior das “bolhas” onde o novo coronavírus, uma vez instalado, circulará livremente.

Em Espanha, fala-se de um protesto ainda surdo entre os professores mas que, se nada for feito entretanto, subirá de tom. Regressando a Portugal, vemos abundantes protestos e apreensões nas redes sociais, mas pouca acção pública e colectiva. A Fenprof tem feito exigências e tomado posições públicas de protesto em nome dos professores, mas entre estes têm abundado mais as críticas ao protagonismo de Mário Nogueira do que as intervenções em defesa dos direitos dos professores. Será que, em Portugal, no pasa nada?…

A teoria da borbulha

A teoria da borbulha vai de vento em popa, e não é só por cá. Também em terras de Espanha se desdenhou aproveitar o controle da pandemia para tomar medidas eficazes, não só para conter a propagação da doença entre a população escolar, mas também para melhorar a qualidade da educação.

Neste modelo arriscado, assume-se à partida que os casos positivos irão surgir, mas apenas colocarão em risco o grupo de alunos e professores que estiveram em contacto com a pessoa infectada, e não a escola inteira.

Se é mais fácil e mais barato manter a mesma dimensão das turmas e as aulas nos mesmos espaços, para quê desviar para as escolas uma pequena parte dos apoios que se vão reservando para ajudar as empresas?

Como é evidente, é sempre mais fácil condenar os outros à borbulha quando sabemos de antemão que não iremos fazer parte dela…

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Bandex apresenta: António Costa – La Frontera

Os vídeos dos Bandex constituíram, no seu conjunto, uma das mais inspiradas bandas sonoras dos anos negros da troika e da hegemonia política da direita neoliberal.

De então para cá, o grupo perdeu algum protagonismo, mas foi com agrado que (re)descobri algumas das suas criações mais recentes e inspiradas.

Como esta divertida paródia, baseada no discurso em portunhol de António Costa, na recente cerimónia de reabertura de fronteiras com Espanha, encerradas por causa del cobid…

Músicas do Mundo: Los Secretos & Pancho Varona – Ojos de gata / Y nos dieron las diez

Músicas do Mundo: Carlos Santana, Lila Downs, Soledad & Niña – Una Noche en Napoles

Reflexões em torno de uma pintura

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O site espanhol da National Geographic publicou um artigo muito interessante sobre o pintor Diego Velázquez e a sua obra-prima mundialmente conhecida, Las Meninas. Não se focando apenas na inspiração, na originalidade e no talento de Velázquez, mas explorando também o contexto em que o quadro de grandes dimensões foi produzido.

Quando pintou esta obra, que podemos considerar de maturidade, Velázquez era já um artista consagrado. Pintor oficial da corte de Filipe IV, o seu talento era reconhecido por todos. O que lhe faltava era o prestígio social que, na sociedade aristocrática espanhola do século XVII, estava reservado aos membros da velha nobreza. Mesmo tendo sido alvo dos favores régios, com a nomeação para diversos cargos e a atribuição de um título nobiliárquico, havia quem achasse o artista da corte indigno de tal posição. Afinal de contas, ele dedicava-se à pintura, exercendo assim um ofício mecânico. Ora a um verdadeiro nobre estava interdito o trabalho manual.

Vexado por estes preconceitos, Velázquez empenhou-se então em afirmar, através do quadro de que estamos a falar, que o seu trabalho era arte na sua forma mais pura, e não um mero ofício de pintar, misturando cores e reproduzindo figuras numa tela. Os diversos recursos estilísticos utilizados, a técnica muito própria do pintor e até a sua presença física, do lado esquerdo da imagem, tudo se conjuga para fazer desta obra-prima um manifesto em defesa da pintura como arte liberal e não como ofício mecânico assente na mera reprodução da realidade. E do estatuto social e intelectual do artista que a criou.

Para além do interesse pessoal pelo tema, há outra razão que me levou a escrever sobre ele num blogue especialmente dedicado à educação. É que, tal como no Antigo Regime sucedia com a pintura, também hoje a profissão docente se encontra numa aparente encruzilhada.

Em tempos de massificação das tecnologias de informação, do ensino à distância, das plataformas de e-learning, da aprendizagem automática, do conhecimento dito “na palma da mão”, qual deverá ser o papel do professor? Um técnico de TIC, um facilitador no uso das tecnologias?  Uma peça na engrenagem de um sistema de ensino padronizado e massificado? Um explicador de recurso quando a máquina se engasga e não consegue dar conta do recado, mas que em regra se dispensa, em nome de pedagogias mais modernas e apelativas?

A minha opinião é que o professor deve continuar a afirmar-se, no século XXI, como um profissional autónomo, crítico e criativo, um trabalhador intelectual cujo principal instrumento de trabalho não é a mão nem o computador, mas o cérebro. Trabalhando incessantemente na busca e na transmissão do conhecimento e na mais nobre de todas as tarefas, a de ajudar os mais novos a descobrirem-se a si próprios e ao mundo à sua volta, a adquirirem os conhecimentos e competências necessários à sua vida como futuros adultos autónomos, responsáveis e conscientes da sua vontade e das suas escolhas.

As novas tecnologias são ferramentas novas e, nalguns casos, bastante poderosas, capazes de dar maior alcance e eficácia ao trabalho dos professores. Mas, a não ser que estejamos a pensar em criar um ensino de quinta categoria para os deserdados da fortuna, é um erro pensar que os substituem. Não há educação de qualidade sem bons professores, reconhecidos e valorizados no exercício da profissão.

Aulas, avaliações e exames: o que decidiram outros países?

escolas-fechadas-italiaSocorrendo-me da notícia da Renascença, deixo aqui um breve panorama de como alguns dos países geográfica e culturalmente mais próximos estão a enfrentar, na frente educativa, os efeitos da pandemia.

Circunstâncias excepcionais exigem de facto, como já se disse muitas vezes, medidas excepcionais. Assim, não custa entender que alguns países tenham pura e simplesmente abolido os dois meses que faltam para terminar o ano lectivo, enquanto outros o reduzem a actividades de consolidação de matérias já leccionadas. Alterar o acesso ao ensino superior de acordo com as actuais contingências, ou mesmo determinar a passagem administrativa de todos ou quase todos os alunos, com  a condição de serem criados os necessários apoios e reforços, no próximo ano lectivo, sempre que necessário.

No quadro de uma escolarização longa e obrigatória – que no caso português se estende até aos 18 anos – a perda de um ou dois meses de aulas não é determinante e é sempre recuperável. Fundamental é sermos capazes de sair desta crise focados no que é essencial para os nossos alunos, em vez de continuarmos, sob a batuta ministerial, a inventar novos problemas e complicações para o sistema educativo.

Itália

Em Itália os alunos vão todos passar de ano. O governo decidiu terminar já este ano letivo e começar a preparar o regresso ás aulas em setembro. Segundo um documento do ministério italiano da educação consultado pelo jornal espanhol El País, cabe agora aos comités de educação planearem a melhor forma como vai decorrer a entrada no novo ano escolar. A prioridade vai para os alunos com mais dificuldades, que apesar de passarem de ano, continuam com as notas negativas e que podem ter aulas de recuperação de matéria em setembro. Logo, o arranque do ano letivo podia atrasar-se um pouco.

O principal problema é, no entanto, o ingresso no ensino superior. Com as escolas fechadas, e sem a realização dos exames escritos, todos os alunos podem fazer a prova que dará acesso à universidade, um exame oral com a duração de uma hora através de uma plataforma on line.

França

A pandemia do novo coronavírus levou o governo a anular os exames no final do ensino secundário, que são condição indispensável de acesso ao ensino superior. Este ano, 550 mil estudantes teriam de prestar esta prova.

O ministro francês da educação anunciou em conferência de imprensa que as notas dos alunos são atribuídas tendo em conta a avaliação contínua ao longo do ano. Jean-Michel Blanquer disse ainda que o ano letivo vai prolongar-se até 4 de julho, para tentar compensar as semanas de confinamento que ainda não têm fim á vista.

O regresso à escola estava previsto para o dia 4 de maio, mas o ministro francês da educação não quer agora adiantar qualquer data.

Reino Unido

O governo que encerrou as escolas a 20 de março, anunciou logo o cancelamento dos exames do secundário e acesso ao ensino superior.

Segundo a informação que está no site do governo britânico, a pandemia vai ter um impacto significativo no sistema educativo nos próximos meses, e é preciso dar alguma estabilidade aos alunos e ás famílias.

Segundo o jornal “The Guardian”, o governo britânico anunciou que as notas a atribuir aos alunos são a soma da avaliação dos professores e o desempenho da escola e da turma em que se inserem. As escolas devem comunicar as notas até ao final de maio, para que as avaliações sejam tornadas publicas em agosto e os alunos que tenham concluído o ensino secundário possam então candidatar-se à universidade.

Espanha

O governo de Pedro Sanchez ainda não anunciou qualquer medida sobre a reabertura das escolas.

O conselho escolar do estado, um órgão consultivo do ministério da educação, aprovou um parecer onde defende que as matérias que os alunos estão a aprender em confinamento devem ser avaliadas, exceto para as famílias que não têm em casa meios tecnológicos necessários para acompanhar as aulas. Uma decisão que já foi contestada pelas famílias. O conselho recomendou ainda limitar os chumbos a “casos extraordinários” perante o encerramento das escolas, uma situação que afeta mais de 8 milhões de alunos no ensino básico e secundário.

Mas o sistema educativo vai-se adaptando á pandemia, dez comunidades autónomas espanholas decidiram adiar os exames de acesso á universidade para o mês de julho e a segunda fase em setembro.

No caso das universidades, há 30 que decidiram que não voltam este ano a ter aulas presenciais. As 12 universidades da Catalunha decidiram suspender as aulas presenciais em abril e maio, deixando em aberto a hipótese de abrir em junho. O ministro das Universidades, Manuel Castells é da opinião que os alunos devem acabar os estudos online.

Bélgica

Em relação às escolas na Bélgica, ainda não há decisão mas tudo indica que as aulas não recomeçam antes de meados ou finais de maio.

Já nas universidades, os reitores das universidades francófonas decidiram que não há mais aulas presenciais – depois das férias só à distância.

O ano escolar termina a 16 de maio mas ainda não há uma decisão sobre os exames, que normalmente são realizados em maio e junho.

O ensino é competência das regiões, cada uma – francófona e flamenga – toma a sua decisão, mas neste caso os flamengos decidiram também acabar com as aulas presenciais.

Aprender pela televisão

tv-educativa.jpgDe Espanha chega-nos um bom exemplo, que também poderia ser replicado por cá: em resposta ao fecho das escolas, e em apenas quatro dias, foram preparadas 300 horas de conteúdos educativos para transmissão televisiva.

Na base da iniciativa conjunta do ministério da Educação, dos produtores que cederam os respectivos conteúdos e dos canais televisivos que estão já a emitir os programas, encontra-se uma ideia simples e eficaz: chegar, com estas emissões, até às crianças e jovens que não têm computador ou internet para aceder às aprendizagens online que estão a ser promovidas em muitas escolas.

Claro que por cá também se poderia fazer algo semelhante, tirando partido da televisão, existente nos lares de praticamente todas as famílias, e do seu potencial educativo. Isto se na corte ministerial existisse efectiva liderança, organização e capacidade de trabalho. Infelizmente, abundam os inúteis, as picaretas falantes e os que, como qualquer bom malandro, se especializaram em mandar trabalhar os outros.

A pandemia do coronavírus fechou todas as escolas em Espanha, deixando 9,5 milhões de alunos sem aulas presenciais, e transformou a televisão pública numa ferramenta educativa. A partir desta segunda-feira, alunos entre 6 e 16 anos terão uma hora de aulas diárias na La 2 e no canal Clan para compensar a falta de aulas presenciais. Às segundas-feiras, haverá Matemática; às terças-feiras, Ciências Sociais; às quartas-feiras, Educação Física e Educação Artística; às quintas-feiras, Língua e Línguas; e às sextas-feiras, Ciências Naturais.

A ideia partiu da ministra Isabel Celaá, que procurava um canal de aprendizagem alternativo ao online porque há famílias que não têm computadores porque se encontrarem em condições socioeconómicas desfavorecidas, ou porque vivem em zonas onde o sinal da Internet não chega, ou porque os pais estão em teletrabalho e precisam dos dispositivos electrónicos para trabalhar.

Celaá falou com a presidente da RTVE, Rosa María Mateo, que colocou toda sua equipe no desenvolvimento do projeto, o que é inédito na história da televisão espanhola. Ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Tecnologias Educativas e Formação de Professores (Intef) do Ministério da Educação contactou 14 editoras e nove portais educativos que disponibilizaram o conteúdo gratuitamente.

“Em apenas quatro dias, uma equipa composta por uma dezena de professores tem vindo a seleccionar os conteúdos e a dar-lhes coerência pedagógica e curricular. Eles fizeram um esforço impressionante e as pessoas trabalharam de casa, a 200%, para ter todo o material pronto. Há 300 horas de aulas que serão transmitidas nas próximas duas semanas, a uma taxa de cinco horas por dia”, explica Carlos Medina, diretor do Intef, que é o órgão público encarregado de integrar a tecnologia na formação de professores.

O horário foi concebido para 15 dias mas, após a extensão do estado de alarme por mais 15 dias, os técnicos e professores da RTVE continuarão a preparar mais conteúdos. Cada faixa horária será atribuída a um grupo etário: 9:00h para crianças entre seis e oito anos; 10:00h para crianças entre oito e 10 anos; 11:00h para crianças entre 10 e 12 anos; 12:00h para crianças entre 12 e 14 anos, e 13:00h para crianças entre 14 e 16 anos.

Por Espanha: união contra o “pin parental”

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Tem estado ao rubro a polémica, na vizinha Espanha, acerca do que por lá chamam o “pin parental”. A vulgar autorização que costuma pedir-se aos pais para que os seus filhos participem em actividades opcionais ou extracurriculares. Mas que o Vox, partido de extrema-direita que consolidou posições nalgumas regiões espanholas, quer alargar a todo o tipo de actividades que constem das planificações escolares e que, como tal, se devem considerar obrigatórias para todos os alunos.

Claro que, na visão dos partidos de direita – o PP e até o Ciudadanos têm-se mostrado receptivos à ideia do pin parental – se trata de defender o direito dos pais a escolherem a educação que querem para os filhos, rejeitando o que consideram ser doutrinação de esquerda a respeito de educação sexual, “ideologia” de género e outros temas-tabu para a direita mais conservadora.

E nem se trata apenas de vetar, por exemplo, palestras sobre educação sexual ou temáticas LGBT. No Twitter, onde tenho acompanhado a discussão entre professores espanhóis, e de onde retirei a imagem que apropriadamente ilustra o post, comentava-se há dias o caso de uma turma da região de Múrcia na qual vários alunos foram impedidos, pelos pais, de assistir a uma palestra sobre… a vida subaquática!

Na prática, trata-se de sobrepor a “liberdade de escolha” dos pais ao direito à educação dos filhos. Permitir aos pais decidir o que os filhos aprendem significa negar a estes o acesso a uma educação integral, pondo em causa valores fundamentais como a tolerância, a igualdade de direitos ou o respeito pelas diferenças. Afinal de contas, nem os conteúdos curriculares obrigatórios nem os princípios inscritos na Constituição espanhola e na Declaração Universal dos Direitos do Homem podem ser considerados opcionais.

Mais de 128 mil espanhóis já assinaram um texto contra o “pin parental” proposto pelo partido Vox, que pretende o consentimento dos pais para que os filhos frequentem aulas com conteúdo moral ou sexual.

A possibilidade de os pais vetarem certos aspetos da educação dos filhos nas escolas públicas é completamente rejeitado pelo Governo de esquerda e por uma grande parte da comunidade educativa.

A proposta polémica do Vox, que a quer impor nas regiões onde o seu apoio é necessário para aprovar os orçamentos autonómicos, como Múrcia, Andaluzia ou Madrid, está a dividir a sociedade espanhola e é o principal tema de debate político dos últimos dias.

Uma petição, que já tem mais de 128 mil assinaturas, foi lançada na sexta-feira passada e defende que o “pin parental” vai contra a Constituição e as leis da Educação, além de ir contra a autonomia das escolas e a liberdade dos professores para ensinar.

“Ninguém tem o direito de educar os seus filhos no ódio à diversidade, no sexismo, na xenofobia e numa infinidade de males sociais que se tentam combater através da educação”, conclui a petição.

Músicas do Mundo: Los Secretos – Agarrate a mi Maria