Do radicalismo chegano à Cidadania opcional

Sob a batuta de Gabriel Mithá Ribeiro, um conhecido anti-eduquês politicamente radicalizado e transformado em ideólogo do CHEGA, nota-se um crescente interesse deste partido proto-fascista pelas questões educativas. Nas primeiras versões do programa do partido predominava a visão ultraliberal que advoga a privatização das escolas e a atribuição de cheques-ensino. Mas este ideário, se poderia seduzir alguns pais, dificilmente ganharia terreno entre os professores, pelo que o partido, em mais um exercício de demagogia e oportunismo político que são a sua imagem de marca, tem-se aproximado das reivindicações clássicas da direita conservadora. É o caso da pretensa separação da educação – que compete às famílias – e da instrução, que é responsabilidade da escola. E, claro, apropriou-se de uma outra exigência com que a direita desarredada do poder sempre gostou de piscar o olho à numerosa classe docente: o reforço da autoridade dos professores. Um slogan aparentemente sedutor, mas vazio de sentido, que rapidamente cai no esquecimento quando os partidos que o defendem chegam ao poder.

Há um outro factor a despertar o interesse do CHEGA pela Educação: a tentativa de implantação entre os jovens. Recrutar militantes e simpatizantes entre a juventude sempre foi visto como uma espécie de seguro de vida das organizações partidárias, e o partido de André Ventura não quer ficar para trás. Pelo que as causas fracturantes que possam mobilizar os estudantes e identificá-los com o ideário fascizante do partido serão sempre apadrinhadas.

Finalmente, o caso muito mediatizado, e nem sempre bem compreendido, do pai de Famalicão que obriga os filhos a faltar às aulas de Cidadania e Desenvolvimento. Já muito se disse a respeito dos medos deste progenitor de que os seus filhos, por assistirem a uma aula semanal de 45 minutos da disciplina, transformem as suas mentes em algo indesejável. Também já se demonstrou que, independentemente da forma como estejam integrados no currículo, os Direitos Humanos ou a Constituição portuguesa não são, nunca foram no Portugal democrático, matérias escolares opcionais. O que raramente se diz é que este caso está a ser defendido pro bono pelo advogado João Pacheco de Amorim, que foi o cabeça de lista do CHEGA nas últimas legislativas pelo distrito de Coimbra e é irmão de Diogo Pacheco de Amorim, um dos principais dirigentes do partido, considerado até, ao que parece, o seu número dois.

Confuso? A crónica de Manuela Niza Ribeiro na Visão demonstra como, bem mais do que se pensa, isto anda tudo ligado…

Numa entrada do Metro no Saldanha, três jovens entre os 14 e os 16 anos (perguntei-lhes, pois que me pareciam muito jovens e ainda sem idade para votar) recolhiam assinaturas para legalizar o embrião venturista e transformá-lo num partido.

Meti conversa, quis saber porque estavam ali e, pergunta fundamental, se sabiam que projeto era esse para o qual pediam assinaturas a quem passava.

Como esperava e é natural em miúdos tão jovens, apresentaram uma argumentação nitidamente encomendada, sem fundamento e baseada em chavões e estereótipos que me assustaram. Ainda tentei “puxar” por eles, fazer-lhes ver que a História pode muito bem ser cíclica e que há que aprender com os erros para não se cometerem uma e outra vez.

Está bem de ver que passaram à frente. Afinal eu não ia assinar e havia quem achasse muita graça aos catraios e assinasse sem muitas questões.

[…]

Aparente sem qualquer ligação a este assunto, ressurge o caso do pai de dois jovens de Famalicão que, mais uma vez, coloca uma providência cautelar contra o “chumbo por faltas” dos filhos à disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Em comum, têm a formatação de jovens influenciáveis e vulneráveis, num quadro de espartilhamento retrógrado com que tentam inverter e anular todos os objetivos de liberdade e autodeterminação alcançados.

Ensinar a olhar a sexualidade como um ato natural e de carácter pessoal e íntimo, a respeitar quem reza a Allah, Yahweh ou a Cristo, entender que só temos um planeta e aqui vivemos todos com os mesmos direitos e os mesmos deveres é perigoso para quem?

Se o que se pretende é retornar aos tempos da sexualidade para a procriação, aos tempos das cruzadas (dum e doutro lado, note-se!) ao tempo da escravatura… ah, nesse caso, parece-me lindamente que o ministério da Educação dê razão ao pai dos pobres miúdos (que devem sofrer horrores com tudo isto ou quiçá já tenham ultrapassado essa fase e se perfilem para suceder a Chegas e quejandos).

A escola segura é uma ideia de esquerda

Subscrevo inteiramente o ponto de vista do Luís Braga em defesa de um ambiente escolar seguro e pacífico, que corresponde ao que sempre pensei sobre o assunto. Uma escola pública de qualidade tem de ser uma escola que garanta a segurança, a tolerância e a convivência pacífica entre todos os seus membros. Ser pobre ou pertencer a uma minoria étnica ou social não pode ser um estigma, um confinamento forçado a um “território educativo” onde se baixam sucessivamente as fasquias das aprendizagens e dos comportamentos sociais, até que todos estejam “integrados”.

A escola pública de qualidade para todos é efectivamente um ideal de esquerda e a garantia mais sólida da promoção da igualdade de direitos e oportunidades. Fundamental e demasiado importante para ser abandonado ao oportunismo demagógico e ao discurso securitário da extrema-direita. E nem a social-democracia nórdica nem o socialismo real do antigo Bloco de Leste, os modelos que, para o bem e para o mal, mais se aproximaram de uma concretização dos ideais socialistas, consta que em algum momento tivessem convertido a escola à rebaldaria em que um neo-progressismo irresponsável e desculpabilizador a pretende transformar.

Viver em paz na escola é uma ideia de esquerda

Ontem, alguém me tentou explicar que querer sossego, ordem e paz nas escolas, sem hesitações e adiamentos, com a emergência que alguns casos já exigem, pode não ser uma ideia de esquerda.

Ri-me para dentro, mas fico triste que haja quem possa tentar impor um ponto de vista assim.

A direita, em especial, a extremista e fascistoide, aproveita-se da violência e indisciplina escolar para a sua agenda, mas, realmente, usa isso só para potenciar a sua agenda de destruição da escola pública.

O Chega faz grandes paragonas com as unhas partidas da escola da Amadora mas, quanto mais houver, e quanto mais se falar disso, melhor para os seus intentos.

A violência escolar é como a gangrena e, por isso, não pode ser deixada à direita como tema.

E a esquerda não pode continuar com a sua visão de que se resolve com aspirinas e só no longo prazo. Uma escola pública que funcione em paz no real imediato do quotidiano é uma ideia de esquerda.

Uma escola pública bagunçada e violenta é uma ideia radical de direita, porque serve melhor os instintos privatizadores.

Os padrões de funcionamento progressistas têm de incluir resolver, de forma rápida, certa e sem hesitações, os casos de alunos que se batem entre si, batem em professores e assistentes, impedem aulas de ocorrer, vandalizam, traficam ou aterrorizam colegas.

Por isso, chamem-me direitolas e excomunguem-me da comunidade de esquerda. Antes de tudo sou professor.

A unanimidade de todos os lados sérios da política na escola é que queremos paz e sossego para ensinar. Também eu acredito em mediação, no papel da arte, da música e do desporto. Mas, na emergência, acho que a esquerda tem de advogar também as CPCJ a funcionar bem, e depressa, tribunais a agir, mais meios de acção punitiva internos para quem recusa regras mínimas e mecanismos de segurança visíveis, que garantam que não haja professores a só circular aos pares nos corredores, por medo de apanhar.

A escola segura é uma ideia de esquerda. Quer o programa da PSP, quer o conceito abstrato. O imobilismo dogmático, que não ouve e vê o real, não é de esquerda.

Polvo açoriano

A grande coligação das direitas açorianas mostra ao que veio.

Nada ficam a dever aos Césares e demais famílias socialistas…

E assim vão combater os grandes problemas do arquipélago, a corrupção e o RSI dos pobres…

Imagem de origem indeterminada, em circulação nas redes sociais.

Fascismo ou tachismo?

André Ventura não é um fascista genuíno, muito menos o político “anti-sistema” que a propaganda chegana nos tenta apresentar. É, isso sim, um oportunista com poucos escrúpulos que um dia percebeu que nunca conseguiria fazer, no interior do PSD, um percurso à medida das suas ambições. E resolveu partir à conquista de um nicho do mercado eleitoral que existe um pouco por toda a Europa, que nos EUA foi decisivo na eleição de Trump, mas que em Portugal estava claramente por explorar: o do eleitorado descontente que se deixa seduzir pelo discurso autoritário e securitário, racista e xenófobo, conservador com laivos de saudosismo pelo anterior regime.

Isto não significa, atenção, que este protofascismo seja menos perigoso: além dos dissidentes do PSD e do CDS, o Chega dá guarida a diversos radicalismos de extrema direita, fomentando o discurso de ódio e encorajando as acções violentas, de neonazis e outros criminosos, contra minorias étnicas e sociais. Tal como outros populistas de direita, recorre à manipulação e à demagogia para aglutinar descontentes e alargar a sua base de apoio. Semeia ventos, mas não espera colher a tempestade. As vítimas seremos todos nós, os que permitirmos que os ideais fascistas derrotados em 1945 voltem a ter lugar na política do século XXI.

O manifesto da vergonha

clemente-cavaco-passosCerca de 100 personalidades públicas assinaram um manifesto contra a obrigatoriedade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento nas escolas, considerando que os pais devem ter direito à objecção de consciência para não permitirem que os filhos a frequentem.

Este abaixo assinado surge no âmbito do caso despoletado pelos pais de duas crianças de Vila Nova de Famalicão que não deixaram os filhos frequentar as aulas da disciplina que é obrigatória.

O manifesto, tortuoso e dissimulado em relação aos fins pretendidos pelos seus promotores, assemelha-se a um parecer jurídico daqueles que se encomendam, para defender interesses manhosos, a professores de Direito e escritórios de advocacia.

Impressiona desde logo pela sucessão de assinaturas, um mosaico do conservadorismo social e político que continua a influenciar os destinos do país. Cavaco Silva, sempre do lado errado da História, Passos Coelho, representando a velha cepa do liberalismo “conservador nos costumes” e o cardeal Clemente, representante máximo da ICAR, serão os nomes mais sonantes. Há também um numeroso grupo de professores da Universidade Católica, de onde a iniciativa terá partido, e outro de ex-governantes da área do PSD/CDS. Aqui, cumpre destacar David Justino, um homem de quem, pelas posições que assumiu e pelas responsabilidades que teve, no ME e posteriormente no CNE, se esperaria uma posição mais esclarecida e equidistante nesta polémica. Enfim, percebe-se que houve toque a rebate nas fileiras da direita conservadora e até gente afastada de guerras ideológicas como o dom pretendente ao trono e a doutora Jonet do Banco Alimentar foram chamados a alimentar esta ideia.

Quanto à sofisticação jurídica da prosa, e apesar das inúmeras evocações da Constituição, da Declaração dos Direitos Humanos e outros pactos e convenções internacionais, ela parte de um pressuposto errado que inquina todo o raciocínio: aquilo que está consagrado em todos esses textos é o princípio de que os pais têm o direito de procurar, numa escola privada, uma educação alternativa à que o Estado proporciona, de acordo com as suas convicções morais e religiosas. Em lado algum se estabelece o princípio de que os pais podem decidir retirar partes do currículo de acordo com as suas preferências ou convicções. Se querem escola ideologicamente enviesada ou comprometida com a religião e a moral que professam, que a escolham entre as ofertas disponíveis no mercado e a paguem do seu bolso.

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Não me peçam calma

mamadou-baNão me peçam calma nem contenção porque estou cansado dos vossos pedidos. Até quando me vão acusar de ser responsável pelo racismo de que sou vítima? Até quando continuarão a dizer que sou igual àqueles que me violentam e me querem matar? Até quando continuarão a pedir-me para esperar enquanto se vai matando ou ameaçando matar uma parte de mim? Até quando? Ou ainda não perceberam que qualquer morte ou ameaça de morte racista é uma morte da própria ideia dos valores de humanidade que tanto gostam de apregoar? Só a condescendência com a morte da própria ideia de humanidade pode levar uma comunidade política a não se sentir ela própria ameaçada com ameaças de morte por ódio racial. Portanto, a única decência que espero dos que insistem em negar ou relativizar o racismo é que tenham a inteligência e a coragem de matar o racismo antes que ele nos mate.

O dirigente do SOS Racismo coloca – bem – o dedo na ferida. Afinal de contas, há um relativismo cultural e moral de que a esquerda costuma ser acusada que também é evidente à direita. A verdade é que nem todos os radicalismos se equivalem, e ser radical na defesa de direitos para todos não é a mesma coisa que ameaçar a vida, a liberdade e a segurança de outros cidadãos.

Independentemente de posicionamentos políticos ou ideológicos, há que reconhecer coragem e sentido de justiça na intervenção oportuna de Mamadou Ba. O racismo existe, e a condescendência com os actos racistas apenas sublinha que a discriminação, a exclusão e a violência contra portugueses de etnias minoritárias continuam bem vivas entre nós. E encoraja a extrema-direita fascizante e xenófoba a ser mais ousada e perigosa na sua afirmação.

O apelo à calma dos que são violentados enquanto se transige com os violentadores é a demonstração clara de que há mesmo um racismo estrutural na sociedade portuguesa. Ainda que gostemos de viver, nesta como noutras realidades, em estado de negação.

O vira-casacas

homem.cristo

Sabendo-se que os professores hoje no activo são praticamente os mesmos que ensinavam em 2014, é caso para perguntar: o que levou o escriba do Observador, o jovem “investigador” de temas de educação levado ao colo, pelo CDS, para o Conselho Nacional de Educação, a mudar radicalmente a sua opinião?

O vira-casaquismo esteve muito em voga a seguir à Revolução que hoje se comemora. Pessoas que nunca se interessaram por política inventaram para si próprias um passado antifascista. Homens de confiança do anterior regime transformaram-se de um dia para o outro em activos e radicais revolucionários.  Com a mesma falta de princípios, gente sem vontade nem préstimo para leccionar, que faz carreira a admoestar os professores e a denegrir o profissionalismo da classe – e há tantos por aí – não se inibe de dirigir elogios interesseiros aos professores, quando sente que isso lhe dá jeito.

A coerência não é propriamente um valor em alta entre uma certa direita de boas famílias que sempre se habituou a abrir caminho usando o seu dinheiro, poder e influência para atacar, ofender, desmoralizar quem se atravessa à frente. Ou não se desvia para o lado com suficiente rapidez. Recorrendo à arrogância e à displicência como forma de disfarçar incompreensão e ignorância.

Será que, como uma certa opinião pública pouco informada, o investigador e jornalista especializado em assuntos educativos se surpreendeu com o à vontade dos professores da “telescola” no uso dinâmico das novas tecnologias? De tanto ajudar a difundir a patranha dos “professores do século XX”, terá acreditado nela? Ignoraria que os vídeos, os powerpoints, os sons e as animações gráficas há muito que fazem parte da rotina escolar das salas de aula portuguesas?

A verdade é esta: só não fazemos mais e ainda melhor porque a falta de meios e a sobrecarga de turmas e alunos não nos deixa tempo para investirmos tanto como gostaríamos naquilo que gostamos mesmo de fazer: proporcionar aos nossos alunos mais e melhores aprendizagens.

Outra realidade não menos evidente são as ruas da amargura em que vegeta o jornalismo tendencioso do Observador, um projecto político neoliberal que usou o jornal online como barriga de aluguer. Percebe-se que de 2014 para cá os tempos mudaram e as proclamações da seita neoliberal já não encontram hoje a mesma aceitação. E se ontem os “maus professores” eram o inimigo a abater, serão hoje uma potencial clientela que interessa seduzir…

Camelo Lourenço

Ou da importância de, mesmo em tempo de pandemia, comemorar oficialmente o 25 de Abril.

Explicado de forma a que o entenda uma criança ou, muito mais difícil, um direitola tão ignorante quanto arrogante…

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Chega para lá!…

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André Ventura, do Chega, vai sentar-se o mais à direita possível do hemiciclo, na segunda fila, isto porque os deputados únicos não têm assento na primeira fila. O mesmo acontece com Joacine Katar Moreira, do Livre, que se sentará na segunda fila, entre o PCP e o PS, e com João Cotrim Figueiredo, do Iniciativa Liberal, que se vai senta na segunda fila, ao lado do PSD e do CDS.

Numa nota enviada ao Expresso, o Iniciativa Liberal explica que “as conclusões da conferência de líderes demonstram uma vez mais o sentimento de propriedade que alguns têm da democracia. Tomam decisões sobre deputados que não estão presentes e, neste caso, até ignorando uma vontade demonstrada publicamente”.

O IL, que se estreia no Parlamento com a eleição de João Cotrim Figueiredo por Lisboa, queria ficar “o mais distante dos extremos“, uma vontade que promete voltar a frisar “assim que os trabalhos começarem”.

“O mundo evoluiu, mas alguns continuam presos a estereótipos da revolução francesa”. O hemiciclo, “assim como a política portuguesa, precisa de se renovar”, concluem os liberais, na nota enviada ao semanário.

O Chega também critica a distribuição dos assentos, não pela localização no espectro, mas sim pelo recuo do lugar. André Ventura terá um lugar no extremo direito do hemiciclo, mas sem direito a primeira fila, como costuma acontecer com os deputados únicos.

André Ventura disse ao Expresso que esta decisão é “vergonhosa”. “Se pudessem, colocavam o Chega cá fora na escadaria.” O deputado adiantou ainda que o partido deveria também ter direito a voto em conferência de líderes.

Reveladoras as reacções dos pequenos partidos de direita que passaram a ter assento parlamentar.

Apesar de tudo mais honesto o deputado do Chega, que assume a posição de extrema-direita no espectro partidário, reclamando apenas o lugar na fila da frente.

Já a Iniciativa Liberal tem outras ambições, dispostos a explorar o filão que a reciclagem do discurso liberal e a imagem de uma direita de cara lavada pode representar. Basta ver a rápida ascensão eleitoral que teve o Ciudadanos em Espanha ou mesmo a subida de Macron à presidência francesa.

Rejeitam, porque sabem que isso os pode prejudicar, a velha dicotomia entre esquerda e direita. Apesar de ideologicamente estarem muito bem identificados, não querem que esse facto lhes limite o potencial de crescimento. Sabem que, com o declínio dos partidos tradicionais de direita e o inevitável desgaste da governação à esquerda, podem pescar votos e apoios tanto dum lado como do outro.

Há, no entanto, um velho teste na política que, tal como o do algodão, não engana: quem diz que não é de esquerda nem de direita… é de direita!…

Quando a direita descobre que caiu na armadilha…

Eu diria que escorregaram em cascas de banana que eles próprios lançaram.

Isso e a falta de agenda própria, que leva os partidos de direita a correr atrás dos foguetes lançados pela esquerda, demonstrando falta de iniciativa e incapacidade política.

Claro que, enquanto se discutem casas de banho ou museus de Salazar, não se beliscam os pactos de regime que, nas matérias verdadeiramente importantes, continuam a unir o PS e a direita.