O “homicídio qualificado” de Passos Coelho

sofia-v-rocha.JPGPedro Passos Coelho, depois de não ter mantido o governo em 2015, pensou que ia voltar rapidamente ao poder e, portanto, achou que as autárquicas não eram uma eleição importante e não era importante a eleição em Lisboa.

Eu considero que Pedro Passos Coelho matou o PSD em Lisboa e foi um homicídio qualificado.

Quem isto diz é Sofia Vala Rocha, quinta candidata na lista do PSD à câmara da capital, em entrevista ao DN. A mesma senhora que há um mês atrás defendia desta forma o grande líder do seu partido:

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Quando é evidente que o fraco resultado que se antecipa ao PSD em Lisboa não lhe permitirá ser eleita, foi a forma que encontrou para se demarcar desde já de uma liderança que terá, a partir de 1 de Outubro, os dias contados.

Resta saber se lá pelo PSD, onde andam a meter água há bastante tempo, apreciam quem segue o exemplo dos ratos. Que são sempre, como se sabe, os primeiros a abandonar o navio.

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– Muito bem, meus lindos – dizem-lhes por lá – agora já podem ir embora.

Como disse que disse?

paulo-rangel-anao-rezingao[1]Aquele ar presunçoso, engomadinho e bem falante engana um bocado, ao ponto de já lhe terem augurado um auspicioso futuro à frente do PSD.

Mas já outras vezes me quis parecer que o homem não tem os cinco alqueires bem medidos.

Se existe o direito ao suicídio, também existe o direito ao homicídio.

 

Luta pelo poder nas delegações da DGEstE

Dança-das-CadeirasContinua a saga dos concursos para selecionar os delegados regionais da Educação do Centro, Algarve e Alentejo. O subdiretor da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), entidade que gere as delegações regionais, bateu com a porta esta segunda-feira, tendo ficado no cargo apenas três meses. Segundo o i apurou, a escolha dos novos delegados regionais terá sido a razão da saída de Teodoro Roque.

Fontes ligadas ao processo contaram ao i que o subdiretor da DGEstE, também presidente do júri do concurso, entrou em conflito com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, quem tem a tutela direta dos delegados regionais, na escolha dos novos dirigentes.

Diferentes fatores contribuíram para o desentendimento. Por um lado, entre os candidatos encontram-se algumas pessoas com ligações ao PS e, por outro, alguns dos critérios do concurso poderão beneficiar os três delegados que se mantêm em funções mesmo depois de o concurso ter sido anulado, há um ano e sete meses.    

O jornal i tenta lançar alguma luz sobre os imbróglios em volta dos concursos para a escolha dos delegados regionais da DGESTE, onde há mais de um ano os boys e as girls do PS e do PSD se degladiam sem que a “guerra” tenha fim à vista.

As antigas direcções regionais foram esvaziadas de boa parte das suas competências, há uns anos atrás, e transformadas em delegações de uma nova direcção-geral. Com a anunciada descentralização para as autarquias locais, é de prever que ainda menos sentido façam estas representações do ME nas sedes das regiões administrativas. Mas nota-se que estar à frente de uma destas delegações continua a ser um cargo apetecível, tantos são os candidatos e tamanho o afã com que os que estão se agarram ao poder.

O que não se percebe é o esquema dúbio que se inventou para o provimento destes lugares: se o objectivo é ter pessoas de confiança política, então deveriam continuar a fazer como no tempo das DREs, em que cada governo que chegava nomeava quem entendia.

Se, pelo contrário, se pretende um perfil técnico, então deveriam promover, dentro dos próprios serviços, o funcionário mais competente para a função, sem andar a abrir concursos a qualquer pára-quedista vindo de fora mas dotado das ligações certas ao partido no poder.

A suspeita que fica é que pretendem as duas coisas: nomear os amigos, ou as pessoas influentes que interessa promover, convencendo-nos de que estão a escolher, por um processo justo e transparente, os mais capazes e competentes. Que – apenas por mero acaso! – têm cartão do partido.

Músicas de intervenção: Captain SKA – Liar Liar GE2017

Quem é o mentiroso?

lobo-xavier.JPGLobo Xavier confirmou que foi ele quem informou Marcelo Rebelo de Sousa do conteúdo dos SMS trocados entre o ex-presidente da Caixa e o ministro das Finanças. […]
Quando questionado sobre se leu as mensagens em causa, Lobo Xavier respondeu apenas que não poderia dar uma informação ao Presidente da República “sem dominar absolutamente” essa mesma informação.

domingues.JPGO ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos António Domingues afirmou nesta sexta-feira que não partilhou as suas mensagens escritas de telemóvel com ninguém, dizendo não serem verdadeiras algumas considerações que foram feitas na praça pública sobre este tema.
“Eu não partilhei SMS com ninguém, quem conhece os meus SMS são os meus interlocutores e eu”, assegurou, dizendo que afirmações que surgiram na praça pública sobre o conteúdo destas mensagens “não é verdade”.