Gozados pelos colegas

bullying[1]Um estudo desenvolvido por 18 investigadores do Centro de Investigação em Educação da UMinho conclui que entre 25% a 42% dos alunos do ensino básico e secundário já assistiram a insultos ou agressões a colegas por causa da sua aparência física. As principais vítimas de discriminação são os alunos com excesso de peso, seguindo-se a dimensão das mãos, dos pés, do nariz, das pernas e braços.

Ser tímido, nerd ou ter dificuldades de aprendizagem, ser gay ou lésbica, não usar roupas de marcas e ainda ter sotaque são outras facetas que fomentam o gozo entre colegas, segundo um inquérito a 739 estudantes de quatro escolas dos distritos de Braga e Faro, realizado de 2013 a 2016. Os resultados do estudo, que teve por meta conhecer as causas e efeitos da discriminação de forma a evitar episódios de violência em contexto escolar, apontam para um maior número de casos nas escolas do sul do país, onde 42% dos estudantes referiram que já tinham visto colegas a serem insultados, contra 25% no norte.

Embora se reduzam sensivelmente quando se pergunta aos estudantes se foram, eles próprios, vítimas de violência escolar, estes números dão conta de uma realidade preocupante e, de certa forma, paradoxal: numa sociedade bem mais aberta, tolerante, heterogénea e multicultural do que a de há duas ou três décadas atrás, parece que os fenómenos de discriminação baseados na aparência física, no temperamento ou nos comportamentos tendem a aumentar nas nossas escolas.

Parece que se valoriza a diferença mas há ao mesmo tempo uma noção algo limitada das diferenças que se consideram aceitáveis. Ou então é o típico comportamento de bully, com a cobardia intrínseca, e que leva a atacar o mais pequeno, o mais tímido, ou o mais isolado do conjunto da turma, que não se sabe defender sozinho nem tem amigos que o queiram ajudar. Confrontados com o que andam a fazer, os agressores tendem normalmente a desculpar-se dizendo que é uma “brincadeira”, versão que a vítima nem sempre se atreve a contrariar. Mas nenhum adulto responsável se deve contentar com essa resposta.

De facto, a prevalência destas situações também significa que os professores e funcionários escolares não estão a dar às crianças e jovens vítimas de bullying a necessária e urgente atenção. Precisamos de fazer mais e melhor no combate a todas as formas de violência escolar, que provoca vítimas muitas vezes silenciosas mas em profundo sofrimento, a quem as agressões físicas e psicológicas dos colegas reduzem ainda mais a escassa auto-estima e alimentam sentimentos depressivos e mesmo, nos casos mais graves, tendências suicidas.

A notícia do Expresso refere também um outro resultado deste estudo, a falta de democraticidade e de autonomia na gestão escolar. Sendo um problema distinto, tem muito a ver com a falta prevenção e de intervenção pronta e adequada aos casos de violência escolar: professores e directores andam demasiado ocupados com burocracias, estatísticas e plataformas informáticas, e isso frequentemente prejudica o que deveria ser sempre uma prioridade de quem trabalha nas escolas: o olhar atento e interessado sobre todos e cada um dos nossos alunos, que nos permite acompanhar os seus progressos e realizações, mas também perceber a tempo os sinais de que as coisas não correm bem.

Dia Mundial de Combate ao Bullying

sonia-seixas.JPGO bullying é sempre um comportamento intencional, cujo objetivo é causar dano físico ou psicológico. Não acontece sem querer. Distingue-se de outros comportamentos agressivos por ser repetido — é um padrão sistemático de intensidade variável — e por implicar desigualdade de poder entre os envolvidos, no sentido em que um domina e o outro se sente submetido e intimidado. Esta disparidade pode ser física — um ser maior ou mais forte do que o outro — ou decorrer de questões de personalidade, como a assertividade, a inibição ou a timidez. Pode também haver disparidade numérica, quando o agressor está protegido por um grupo de pares que o incentiva.

Muito oportuna e esclarecedora a entrevista à psicóloga educacional, investigadora e professora Sónia Seixas, a pretexto do Dia Mundial de Combate ao Bullying. A especialista explica que o bullying, ao contrário das situações pontuais de assédio ou violência, se caracteriza pela repetição de um padrão mais ou menos intenso de agressões físicas e/ou psicológicas. E é precisamente o efeito cumulativo que vai fragilizando as defesas naturais da vítima, que à partida também já é escolhida, quase sempre, por ter sido identificada como vulnerável.

Para actuar perante situações de bullying, é necessário em primeiro lugar identificá-las, o que nem sempre é fácil, pois os agressores evitam maltratar em frente de adultos responsáveis ou de pessoas que os possam denunciar. E as vítimas, por vergonha ou medo de represálias, geralmente escondem as humilhações e os maus tratos que lhes são infligidos.

Além da intervenção junto das crianças que sofreram ou praticaram bullying, Sónia Seixas destaca o papel fundamental que têm os chamados observadores: as crianças ou jovens que assistem aos abusos, mas não intervêm. Estes miúdos estão geralmente em maioria nos recreios escolares, pelo que devem sensibilizados para o problema e capacitados para intervir activamente, em grupo, na defesa das vítimas. E, claro, também os professores, educadores e auxiliares de acção educativa não podem ser dissociados do problema: uma vigilância discreta, mas eficaz, dos espaços escolares, é essencial para prevenir as ocorrências e actuar prontamente perante os problemas que possam surgir.

A investigadora chama ainda a atenção para o impacto recente do cyberbullying, muito mais difuso e difícil de controlar do que o bullying tradicional, geralmente restrito ao tempo escolar: pela internet as crianças e os jovens podem estar expostos 24 horas por dia a situações de humilhação, chantagem e assédio, e muitos deles não estão preparados para lidar com as situações. Nem os pais, quando oferecem um telemóvel a uma criança, têm muitas vezes consciência dos potenciais perigos da tecnologia: as fotos comprometedoras, os perfis falsos nas redes sociais, o rasto permanente que deixamos na rede quando começamos a enviar e a partilhar coisas com os outros.

Em jeito de conclusão, deixo um vídeo feito com jovens que à sua maneira superaram o bullying, enviando tweets onde gozam consigo próprios: para estes pode parecer apenas uma brincadeira séria, mas para muitos jovens em todo o mundo é assim que se inicia uma espiral de angústia, depressão e perda de auto-estima que pode deixar graves sequelas e, por vezes, acaba mal.

Combater o bullying

bul[1].gifO bullying “é uma coisa para ser resolvida entre as crianças”

Estranhei este título que o Público resolveu dar a uma notícia sobre uma associação de Braga que pretende estudar e combater o bullying. E afinal é o próprio corpo da notícia que se encarrega de esclarecer o título enganador:

“Isto é uma coisa para ser resolvida entre as crianças”. Mas não da forma como os menores se habituaram a enfrentar problemas de violência em contexto escolar, alerta. Conta, por isso, um exemplo recente, que envolveu uma prima que teve problemas com um grupo de colegas de escola. “Noutra altura, ter-lhe-ia dito para pagar na mesma moeda”, diz. Neste momento, pelo contrário, dá como conselho aquilo que aprendeu na associação: o melhor caminho é denunciar a situação a um adulto, um funcionário da escola ou um professor, para que este ajude a resolvê-la.

O bullying é uma realidade antiga que continua presente nas escolas portuguesas e, segundo parece, com uma incidência superior à média internacional. Ocorre quando um aluno é, de forma persistente, gozado, insultado, agredido ou marginalizado pelos colegas. E normalmente a vítima é uma criança tida como mais vulnerável, que não se defenderá adequadamente e por isso os agressores sentem que a poderão humilhar impunemente. Muitas vezes é um menino ou menina mais introvertido ou reservado, outras vezes porque é demasiado gordo ou muito magro, ou por qualquer outra característica física ou psicológica com a qual os colegas resolvam implicar.

As novas tecnologias trouxeram consigo o ciberbullying, com os bullies a usar as redes sociais para ostracizar, ameaçar, chantagear ou ridicularizar aqueles com quem decidiram embirrar.

O bullying pode trazer sequelas psicológicas difíceis de ultrapassar e já houve casos em que o desespero das vítimas as levou ao suicídio. Tratando-se geralmente de situações com as quais as vítimas não conseguem lidar sozinhas, impõe-se, e é nessa linha que vai o trabalho meritório da Associação Anti-Bullying com Crianças e Jovens (AABCJ), a intervenção dos adultos responsáveis. Mas também é importante que as crianças e jovens detectem e percebam estas situações, denunciando-as e ajudando as vítimas em vez de se colocarem do lado dos agressores.

Quanto às escolas, é tempo de se mostrarem mais atentas e vigilantes. Os alunos precisam de espaço e de tempo para brincarem e conviverem, para socializarem e aprenderem a gerir amizades e conflitos, ganhando resiliência e autonomia, sem terem de estar sempre a ser orientados e controlados por adultos. Mas isto não deve impedir que seja exercida uma vigilância atenta e discreta sobre os recreios e outros espaços escolares onde os miúdos estão por sua conta, que permita detectar eventuais situações de risco, de abuso ou de violência. O bullying, tal como outras práticas que ponham em causa a boa convivência escolar e o respeito que deve imperar nas relações entre todos, deve ser combatido, o que implica um trabalho, não só de protecção das vítimas mas também de intervenção junto dos agressores, de forma a fazê-los perceber a ilicitude do seu comportamento. Uma área de actuação onde se percebe facilmente que ainda muito está por fazer.

Mais crimes nas escolas

ng6063593[1]As ocorrências criminais na escola têm vindo a aumentar nos últimos três anos letivos. No último ano letivo registaram-se 3930 ocorrências criminais, a maioria são furtos e agressões físicas simples.

Estes dados referem-se aos casos reportados ao programa Escola Segura, pelo que provavelmente deixam de fora uma pequena delinquência que passará por intimidações e ameaças, furtos e extorsões, agressões e bullying que continuam a existir, de forma mais ou menos dissimulada, no interior das nossas escolas. Mas que não motivam sequer participações para consumo interno, quanto mais para solicitar a intervenção da Escola Segura.

Sendo que, com a actual moda de quantificar metas para a melhoria de resultados escolares e da “qualidade do serviço educativo” que as inspecções vão impondo perante a passividade das direcções escolares, a tendência será para esconder a indisciplina e os comportamentos desviantes, ou para os tentar resolver informalmente, sem registo de ocorrências nem aplicação de medidas disciplinares. Unicamente para melhorar as estatísticas, pois já se sabe que entre nós o que não estiver por escrito oficialmente não existe. E a realidade virtual passa por ser verdadeira, desde que traga números a condizer.

Bullying até à morte

Diego, de 11 anos, saltou de um quinto andar, em Leganés, Espanha. “Não aguento ir ao colégio e não há outra maneira para não ir”, escreveu numa carta de despedida. Pais querem que se investiguem as suspeitas de “bullying”.

diegoA história é imensamente triste e revoltante, e conta-se em poucas palavras: Diego era bom aluno, mas o bullying de que era alvo na escola tornou-se insuportável ao ponto de o levar ao suicídio. Contudo o rapaz, revelando uma maturidade invulgar para a idade, deixou uma carta de despedida onde as palavras comoventes para os familiares são também um libelo acusatório para um colégio católico, financiado pelo Estado espanhol, onde uma criança pode ser contínua e impunemente maltratada, sem que alguém actue para pôr termo à situação.

Papá, mamã, estes 11 anos que vivi convosco foram muito bons e nunca os esquecerei, assim como nunca vos esquecerei.
Papá, ensinaste-me a ser uma  boa pessoa e a cumprir as promessas e além disso brincaste muito comigo.
Mamã, cuidaste muito bem de mim e levaste-me a muitos sítios.
São os dois formidáveis, mas juntos sois os melhores pais do mundo.
[…]
Digo-vos isto porque não aguento ir ao colégio e não há outra maneira para não ir. Por favor espero que algum dia me possam odiar um pouco menos.
Peço-vos que não se separem, papá e mamã, pois só vendo-vos juntos e felizes eu serei feliz.
Sentirei a vossa falta e espero que um dia possamos voltar a ver-nos no céu.
[…]
Diego González

Depois de a mensagem de Diego ser comunicada às autoridades, de ter sido aberta uma averiguação ao colégio, de vários pais confirmarem as suspeitas de que algo de errado se passa nessa instituição de ensino, de terem até sido recolhidas amostras, no próprio velório da criança, que indiciassem suspeitas de abuso sexual, a verdade é que nada de concreto foi apurado e o processo foi arquivado. A inoperância das autoridades levou então os pais a divulgar publicamente o caso, ocorrido em Outubro passado, e a pedir a reabertura do processo.

Os pais contam que Diego era nas férias de Verão uma criança feliz, na companhia dos familiares. Mas depois de começarem as aulas, quase só dizia que não queria ir à escola, e os seus dias mais felizes eram as raras ocasiões em que ficava com o avô em vez de ir às aulas. E no seu último dia de escola, quando a mãe o foi buscar, só lhe pedia: “Corre, corre, corre”, para sair depressa dali.

Procurei saber um pouco mais sobre esta escola que tão hostil se mostrou em relação a esta infeliz criança, e que já em tempos também teria originado uma tentativa de suicídio de uma aluna a quem as colegas batiam enquanto os professores diziam que isso era bom, porque a menina era mimada e frágil e assim a tornavam mais forte: é um colégio católico financiado por dinheiros públicos, através do equivalente espanhol aos nossos contratos de associação. No site da instituição estão enumerados os princípios e os valores do ensino cristão que o Colégio de Nossa Senhora dos Anjos afirma praticar. Mas não parece que estes se evidenciem na forma como os religiosos tratam as crianças e adolescentes que frequentam a instituição.

O que salta à vista, isso sim, é o poder e a influência que certas instituições católicas continuam a ter em Espanha e a forma subserviente como são tratadas pelos poderes públicos, incluindo as polícias e os tribunais. Que deveriam acusar e julgar os responsáveis pelos abusos, afastar do trato com menores pessoas sem idoneidade moral para o efeito e cortar os financiamentos públicos aos colégios que, por acção ou omissão, permitem que os maus tratos a menores ou o bullying façam parte integrante do seu “projecto educativo”.

Quando o bullying mata…

Vista de fora, a vida de Nelson assemelhava-se à de tantos outros adolescentes. Gostava de ler ‘Astérix e Obélix’. Tinha uma namorada e no irmão mais novo o grande parceiro de brincadeiras. Andava nos escuteiros. Ia à escola, tinha telemóvel e computador. Mas há precisamente 22 meses, Nelson Domingos Fernandes Antunes, então com 15 anos, resolveu acabar com a vida. Com a tal vida que parecia normal vista de fora, mas que vista de dentro era tão sombria que achou mais fácil terminar com ela do que a enfrentar. “Não aguentava mais”, escreveu Nelson em duas cartas, antes de se enforcar, a 11 de janeiro de 2014, numa madrugada fria que mudou para sempre o mundo da família de cinco, residente na freguesia de Adaúfe, em Braga. O que não aguentava mais – as peças foram aparecendo e encaixando – era ser vítima de bullying, um estrangeirismo para a violência escolar, que a nível mundial se estima que afete uma em cada três crianças com idades entre os 13 e os 15 anos.

bullying[1]Perturbadora e revoltante a história contada nesta notícia, onde o essencial se resume a isto: um caso grave de bullying que levou um jovem de 15 anos ao suicídio. Os colegas batiam-lhe, obrigavam-no a comer do caixote do lixo, expulsavam-no do autocarro escolar, obrigando-o a fazer a pé os 10 quilómetros até casa, despiam-no e humilhavam-no no recreio, roubavam-no e ameaçavam-no a um ponto tal que o jovem, não encontrando coragem para enfrentar nem denunciar a situação, acabou por decidir libertar-se dela pondo termo à vida.

Olhando agora para o caso, pergunta-se como foi possível que ninguém prestasse atenção ao que se sucedia: que nenhum professor ou funcionário reparasse no que se estava a passar nas suas barbas, que nem um pai comunicasse à escola o que os filhos contavam em casa acerca do colega. Nem os médicos que acompanhavam o jovem, hiperactivo, e a quem o rapaz terá falado dos abusos de que era vítima, acharam ser seu dever informar a família, a escola ou a CPCJ.

Ninguém fica bem na fotografia, e provavelmente também ninguém será capaz de imaginar a imensa dor e revolta sentidas por esta mãe:

“Ser pobre se calhar era um motivo, mas também há crianças ricas vítimas de bullying. Por não andar com roupas de marca? Mas há crianças com roupas de marca que são vítimas de bullying. Por ele ser calado e levar a vida numa brincadeira? Isso sim. E o silêncio, o maior aliado do bullying é o silencio. Os agressores dele sabiam que ele não ia falar. Todas as vezes que ele ia pedir ajuda, nunca lhe era dada essa ajuda na escola. Porque está no processo que ele por várias vezes foi pedir ajuda às funcionárias, à diretora de turma. E isso nunca me foi relatado. Eu nunca faltei a uma reunião do meu filho. Eu como mãe errei muitas vezes porque passava muito tempo fora de casa, tinha de pôr comida na mesa para os meus filhos, mas sempre me preocupei com eles”, diz Lúcia.

Depois da desgraça sucedida, seguem-se os inevitáveis processos e inquéritos que, e aqui é fácil imaginar, acabarão na diluição das culpas e no inevitável arquivamento sem que sejam apuradas responsabilidades concretas. Ao menos que se divulguem estes casos e se retire daqui uma lição, a da importância de todos nós, os que diariamente lidamos com crianças e jovens, estarmos atentos aos sinais de alarme de potenciais ou reais situações de risco. Preocuparmo-nos menos com as papeladas, as metas e as tecnologias e repararmos mais nas pessoas que, à nossa volta, podem precisar da nossa ajuda.

Bullying violento em colégio de Leiria

A PSP de Leiria está a investigar um caso de agressão a um menino de 12 anos, dentro do autocarro escolar, no percurso entre a escola, que fica na freguesia de Milagres, e a cidade de Leiria.

Mais um caso de bullying, entre vários que têm sido recentemente noticiados. Curiosamente, ou talvez não, este tem passado quase despercebido, talvez por contrariar a narrativa habitual sobre a segurança em meio escolar, abalando afinal uma das traves mestras do ensino privado português, o mito da segurança acrescida e da responsabilidade reforçada de quem dirige e trabalha nestas instituições, por contraste com a suposta “bandalheira” das escolas públicas.

Afinal de contas, e fazendo fé nas informações que têm vindo a público até agora, trata-se aqui de um colégio privado que perante uma situação continuada de bullying conseguiu apenas que os agressores refinassem as suas estratégias de agressão, em vez de acabar com elas. E uma empresa, também privada, que faz um transporte escolar dentro do qual  permite que um aluno seja espancado pelos colegas, largando-o na paragem ferido e a desfalecer.

Vou ficar atento a novos desenvolvimentos deste caso, embora recomende a prudência que, não estando aqui envolvidos funcionários públicos malandros, o melhor seja esperar sentado…