O programa anti-Educação de Bolsonaro

Com a tomada de posse de Jair Bolsonaro como novo Presidente do Brasil, adivinham-se tempos difíceis para a Educação brasileira.

Não que este político de extrema-direita tenha ideias claras ou um pensamento estruturado sobre o sector da Educação. Mas o pouco que vai dizendo, em linha com as ideias mais ou menos avulsas dos sectores mais retrógrados e conservadores da sociedade brasileira, associado à vontade de cortar despesa nesta e noutras áreas sociais, é de molde a suscitar as maiores inquietações em quem vê na Educação um factor-chave do progresso económico e social.

Acabar com a “doutrinação marxista” nas escolas – o que quer que isso seja -, reduzir a oferta educativa nas zonas rurais, erradicar a pedagogia moderna e os temas de cidadania e promover um modelo de “escola militar” de contornos pouco definidos: eis alguns pontos de um programa educativo ainda pouco explícitos. Mas que Bolsonaro, na véspera da tomada de posse, fez questão de relembrar…

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Para Bolsonaro, a presença do Brasil nos últimos lugares dos ‘rankings’ desenvolvidos por organizações internacionais como a OCDE é o reflexo das políticas do Partido dos Trabalhadores (PT).

O futuro presidente, que tomará posse no primeiro dia de 2019, é defensor de uma política conhecida como a “Escola Sem Partido”, que tenta evitar que os professores usem a sua situação para compartilhar com os alunos conceitos ideológicos.

Eleito com forte apoio de grupos evangélicos e dos setores mais conservadores do Brasil, Bolsonaro criticou também o PT por promover campanhas contra a homofobia e a igualdade de género nas escolas.

O projeto “Escola Sem Partido”, que está dependente de votação no Congresso, prevê a luta contra o uso das salas de aula como um local para transmitir doutrinas partidárias e promover discussões sobre questões como a de género.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu, por um lado, pôr fim aos métodos de ensino que seguem a ideologia do educador brasileiro Paulo Freire e, por outro, promover as escolas militares.

O próximo ministro da Educação será o filósofo colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Velez Rodriguez, que, nas suas mensagens nas redes sociais, já antecipou que conceitos como a família e os valores serão os alicerces do sistema.

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A caça aos professores

Uma deputada brasileira, apoiante de Jair Bolsonaro, eleito este domingo presidente do Brasil, pediu nas redes sociais para que alunos universitários do estado de Santa Catarina “filme e gravem” as aulas de “professores e doutrinadores”, apelando a que denunciem discursos “político-partidários ou ideológicos”. “Na semana do dia 29 de outubro, muitos professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos não conseguirão disfarçar sua ira”, escreveu Ana Caroline Campagnolo.

Garante que “professores éticos e competentes não precisam se preocupar”.  “Pedimos que não enviem vídeos de outros estados (como já estão fazendo), pois não temos como administrar tantos conteúdos. Alunos que sentirem seus direitos violados podem usar gravadores ou câmaras para registrar os fatos”, anuncia.

A deputada pede vídeos e informações e que esses sejam enviados para o seu telemóvel com indicação do nome do professor, escola e cidade“Garantimos o anonimato dos denunciantes”, alerta.

Apesar da condenação clara do Supremo Tribunal Federal, as hostes do novo presidente brasileiro não desistirão facilmente do movimento a que chamam “Escola Sem Partido”, iniciado ainda durante a presidência de Temer: uma tentativa de banir das aulas todas as ideias consideradas subversivas para a nova ordem política e, já agora, dos professores que pensam pela sua cabeça – e que querem que os seus alunos também desenvolvam essa capacidade.

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Para encontrar rapidamente os “professores doutrinadores”, não se hesita em recorrer a um dos métodos favoritos de todas as polícias do pensamento: a denúncia anónima. Uma prática de tempos imemoriais que aparentemente se encaixa bem na modernidade do século XXI – basta ver a facilidade com que, tantas vezes por motivos fúteis, as denúncias, bloqueios e apagamentos de mensagens e de contas se sucedem nas redes sociais…

Está portanto aberta, no Brasil, uma nova caça às bruxas. E não foi preciso esperar pelo Halloween para que os professores se tornassem em alvos prioritários dos apoiantes de Bolsonaro e do seu projecto obscurantista e fascizante…

Bolsonaro e o ódio aos professores

bolsonaro.jpgNo rescaldo da esperada eleição de Jair Bolsonaro como novo Presidente do Brasil, adivinham-se tempos difíceis para a Educação no Brasil. Um enorme país onde as taxas de analfabetismo e iliteracia atingem valores elevados e a escola pública se debate com enormes carências e apresenta fracos resultados. Ainda assim, numa sociedade marcada por extremas desigualdades sociais, a educação começou a funcionar, no tempo de Lula da Silva, como elevador social, permitindo a um número crescente de filhos de pobres o acesso à formação superior.

Investir na Educação e na escola pública, melhorar a formação e valorizar a autonomia profissional dos professores, fomentar a igualdade de oportunidades no acesso à Educação: o programa é claramente incompatível com os projectos políticos neoliberais e fascizantes do novo Presidente, pelo que não irá ser fácil a vida dos professores e de todos os que defendem o progresso social do povo brasileiro e não o enriquecimento das suas elites.

O professor Vítor Bemvindo ajuda-nos a perceber o que poderemos esperar da nova liderança política do Brasil. E mais: explica-nos porque é que Bolsonaro odeia os professores. Alguns excertos de uma excelente análise que merece ser lida na íntegra.

A cultura do ódio e da violência tem sido a principal marca da campanha à Presidência de Jair Bolsonaro. O culto à violência e os ataques às minorias sociais, étnicas e de gênero, têm omitido outro alvo preferencial da família Bolsonaro: os professores. Desde 2014, o clã bolsonarista apadrinhou os projetos de lei “Escola Sem Partido”, com o pretexto de combater uma pretensa doutrinação marxista e a “ideologia de gênero” nas escolas. Ao abraçar essa proposta, Bolsonaro e seus filhos elegeram os professores como os verdadeiros culpados pelo fracasso do sistema educacional brasileiro.

A educação que Bolsonaro defende é a que impede o posicionamento crítico a qualquer professor, que restringe a liberdade de abordagem dos conteúdos de sua área do conhecimento e que não toque em temas que suscitem a reflexão, como garantia de diretos, cidadania, diversidades cultural e sexual, dentre outros.

Como forma de combater o pensamento crítico, ele propõe ainda expandir a educação à distância (EAD), desde o ensino fundamental, em especial em áreas rurais (porém não faz qualquer menção em como expandir os recursos tecnológicos necessários para implementar tal proposta). Recentemente, em uma transmissão pela internet, disse que o principal objetivo da proposta é reduzir custos com professores, funcionários e estrutura escolar. Bolsonaro quer tirar os estudantes da escola, afastá-los dos professores, impedi-los de terem acesso ao convívio com os demais alunos.

Essa preocupação com os custos pode até parecer algo razoável na visão de um gestor público, no entanto, o candidato não só votou favoravelmente à Emenda Constitucional, que limita os recursos destinados à saúde e educação pelos próprios 20 anos, como também afirma em seu projeto que pretende mudar a educação brasileira com os mesmos recursos aplicados atualmente. Isso significa que não haverá política de valorização salarial dos professores, nem um processo de melhoria das estruturas das escolas. Esses temas sequer são mencionados no programa de governo.

O projeto de Bolsonaro quer criar uma cultura do ódio, da ignorância, na qual uma mensagem de Whatsapp ou um vídeo postado no Youtube tenha mais credibilidade que a posição de um professor. Os professores são uma ameaça real ao projeto bolsonarista, porque são eles que falam da história, da cultura, que nos ajudam a questionar as injustiças, as opressões e as explorações; que nos apresentam a ciência e o desenvolvimento tecnológico. Tudo isso é uma ameaça ao “mito”. E é por isso que Bolsonaro odeia professores.

Música para o Dia do Professor: Um bom professor, um bom começo

“Ensino as crianças a ter respeito pelos outros”

debora-seabra.jpgDébora Seabra é a primeira professora portadora de síndrome de Down do Brasil. Estimulada precocemente desde bebé, frequentou sempre escolas regulares e, com o apoio da família, colegas e professores, venceu as dificuldades próprias e os estigmas e preconceitos alheios. Formou-se na Escola do Magistério em 2005 e é há mais de dez anos professora  do ensino fundamental, o equivalente ao nosso primeiro ciclo. Entretanto realizou palestras, escreveu um livro de histórias infantis e recebeu, em 2015, o Prémio Darcy Ribeiro, atribuído a personalidades que se destacam no campo da acção educativa.

Pois foi sobre esta professora, a vários títulos exemplar, que a juíza desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal do Rio de Janeiro, se permitiu fazer comentários que nem sei como qualificar:

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Contudo, o comentário acintoso não ficou sem resposta. Sem descer ao nível da desembargadora, Débora Seabra esclareceu-a:

Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais.

carta-debora.jpgAfinal de contas, a juíza preconceituosa teria muito a aprender com a professora que tentou menosprezar. Enfrentando um coro de queixas e protestos da sociedade civil e de organizações de defesa das pessoas com deficiência, nem o estatuto de magistrada a livrará de ter de explicar a sua conduta perante os seus pares. Respeitar os direitos e a dignidade de todas as pessoas implica rejeitar o preconceito e a discriminação. E os juízes não se podem colocar acima das leis que eles próprios devem aplicar.

Combater o bullying

no-bullyingAssinalou-se ontem o Dia Mundial de Combate ao Bullying, o que serviu de pretexto para as habituais peças jornalísticas sobre um tema que não deve nunca cair no esquecimento. Porque falar do bullying nas suas diversas formas é o ponto de partida para envolver as comunidades escolares e as famílias na sua erradicação. Mas no Brasil a efeméride ficou marcada da pior forma possível.

Dois mortos e quatro feridos é para já o balanço do ataque realizado por um rapaz de 14 anos num colégio particular de Goiânia, a capital estadual mais próxima da capital nacional, Brasília.

Segundo as primeiras informações, o rapaz que atirou sobre os colegas, todos no oitavo ano de escolaridade, era vítima de bullying.

De acordo com testemunhas, os colegas diziam que ele cheirava mal e hoje, um deles, uma das vítimas mortais, terá levado um desodorizante para a escola. O atirador usou então uma arma para o matar na hora, a ele e a um colega, e para deixar feridos os outros quatro jovens.

O atirador é filho de um major e de uma sargento da polícia militar. Ainda não foi confirmado pela polícia militar mas ao que tudo indica a arma usada no crime pertencia a um dos pais do adolescente.

Na verdade, o bullying caracteriza-se pelo sofrimento físico e moral que recai, de forma continuada, sobre as vítimas. E por isso, e também por ser muitas vezes vivido em silêncio pela vítima, pode ser extremamente traumatizante e deixar sequelas psicológicas severas nas crianças e jovens que são vítimas da violência dos seus pares. Também pode, nos casos mais graves, originar mortes: o suicídio da vítima ou, menos frequente mas não menos trágico, a vingança fatal contra o agressor.

Por cá, as ocorrências de bullying estão a aumentar, o que não significa necessariamente que seja hoje mais frequente do que há uma ou duas gerações atrás. De facto, a percepção que tenho é de que até haverá menos casos. O que sucede é que as pessoas estão mais atentas ao fenómeno e identificam e denunciam mais facilmente as situações.

O número de ocorrências associadas ao bullying está ao aumentar, nomeadamente dentro do espaço escolar. No ano de 2015/16 foram contabilizadas 4102 ocorrências, enquanto que no ano anterior foram registados 3930 casos, noticia o Jornal de Notícias. Os números relativos a 2015/16 são da Polícia de Segurança Pública (PSP), que atualmente chega a um milhão de alunos.

No dia em que se assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying, polícias e dirigentes escolares apontam que a existência de mais vigilância e maior intervenção logo ao primeiro indício permite o conhecimento de mais casos.

As estatísticas demonstram um agravamento das ocorrências dentro do recinto escolar: em 2014/15 do total de ocorrências, 2799 foram no interior; no ano passado foram já 2849. Das 4102 ocorrências registadas no ano anterior, 1350 referem-se a “ofensas à integridade física”: em 2014/15, 945 foram no dentro da escola, enquanto que em 2015/16, o número de casos no interior subiu para 957.

A aumentar estará seguramente o ciberbullying, que recorre à omnipresença das novas tecnologias para fazer chegar junto das vítimas as mensagens de ódio, as humilhações, a chantagem e o medo. Tudo para as controlar e condicionar, porque o bullying é isso mesmo: uma forma de dominar e controlar outra pessoa. E os miúdos ouvidos para a reportagem do DN sobre o tema, ontem publicada, percebem-no bem.

“É quando as pessoas más fazem que as boas fiquem tristes. É quando gozam, chateiam.” É esta resposta pronta de Isis Gomes, de 9 anos, à pergunta “o que é o bullying”.

Em casa de Sofia Coutinho, de 10 anos, fala-se muitas vezes sobre esta problemática: “Quando a minha mãe andava na escola, gozavam com ela a toda a hora, porque era gordinha.” Diz-nos que o bullying “é quando as pessoas dizem mentiras, gozam, batem e ofendem os outros”.

Rafael Nogueira também tem algumas palavras a dizer: “O bullying é quando uma pessoa bate nos outro, chateia, goza. Já me aconteceu e eu disse às funcionárias”, confidencia o rapaz de olhos verdes e cabelo claro. “Podias ter-te defendido. Andas no judo para isso”, responde o amigo Diogo Carrola, que tem uma opinião parecida sobre o que é o bullying. “É quando os mais velhos maltratam os mais novos, aleijam, gozam. Há um rapaz que faz isso com o meu irmão mais novo. Pensa que manda em toda a gente.”

Como explica Dinis Teixeira, aluno do 4.º ano, “a pessoa que faz o bullying consegue pôr outra pessoa com medo e controlá-la”.

 

 

 

Brasil, campeão da violência escolar

marcia.JPGCorreu mundo, na semana passada, a imagem do rosto desfigurado e ensanguentado da professora brasileira Marcia Friggi, de 51 anos, vítima da agressão violenta de um aluno de 15 anos. Foi a própria docente agredida que publicou a foto nas redes sociais e divulgou o sucedido:

Exerço uma das profissões mais dignas do mundo, com um salário miserável. Somos agredidos verbalmente de forma cotidiana. Fomos [os professores] relegados ao abandono de muitos governos e da sociedade. Somos reféns de alunos e de famílias que há muito não conseguem educar. Esta é a geração de cristal: de quem não se pode cobrar nada, que não tem noção de nada.

Se a violência escolar é universalmente condenada, no Brasil, onde se sucedem os casos de agressões a professores, nota-se uma lamentável divisão de opiniões em relação às responsabilidades por estes crimes:

Junto com manifestações de solidariedade, a professora foi alvo de uma enxurrada de mensagens de ódio de pessoas que a culparam pelo incidente. […] Nos comentários [nas redes sociais], ela leu que “apanhou pouco” e que “se a senhora e vários outros professores se preocupassem em ensinar ao invés de imbecilizar os alunos, cenas como essa não existiriam nas escolas. Você é culpada por incentivar o desrespeito, a falta de educação, o vitimismo e o coitadismo”.

Os especialistas tendem a relacionar a violência escolar no Brasil com a realidade de uma sociedade também ela violenta. E se para alguns só com a militarização da escola, o endurecimento das regras e das punições e a expulsão dos delinquentes será possível garantir a ordem, a disciplina e os direitos dos que querem aprender, para outros a abordagem terá de ser mais realista e abrangente:

A presidente-executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, acredita que o primeiro passo é reconhecer que a escola sozinha não é capaz de prevenir a violência.

“Muitas vezes, essa é a referência em casa, na comunidade. É preciso trabalhar a cultura de paz nas escolas: motivar a solução não violenta de conflitos, propor oportunidades de vivenciar projetos em que soluções pacíficas são executadas, fazer com que eles se coloquem em soluções reais. Qualquer violência escolar não é um problema só da educação”.

Claro que esta é uma análise sensata e pertinente da situação. Mas se ficar pelas palavras e não se traduzir em acções concretas e eficazes na prevenção da violência, pode ser meio caminho andado para a desculpabilização dos agressores, tidos como vítimas, afinal, de uma escola também ela, à sua maneira, violenta…

Para a coordenadora executiva da Comunidade Educativa (Cedac), Roberta Panico, essa violência é uma reprodução do que ocorre fora da escola, mas há outro tipo de agressão praticada pela escola contra o aluno, da qual pouco se fala. “A sociedade está mais violenta. Ir para uma escola suja, quebrada, não aprender o que deveria, isso também é violência”.

Segundo Panico, a escola é brutal com quem não se encaixa em seus moldes. “Os mais indisciplinados, muitas vezes, são muito inteligentes, mas não se encaixam nas regras”, acredita.

Não devemos esquecer que toda esta discussão se faz em torno da escola pública, que no Brasil é sobretudo a escola dos pobres. As elites há muito optaram pelo ensino privado para os seus filhos, e mesmo boa parte da classe média aceita sacrificar-se para pagar as mensalidades dos colégios que supostamente garantem uma melhor educação. Pelo que se vive o eterno dilema de saber se é a escola exigente nas aprendizagens e nas regras disciplinadoras, ou a escola tolerante e compreensiva com os seus alunos, a que melhor serve os interesses e as aspirações das crianças e jovens carenciados que a frequentam, e que têm muitas vezes no sucesso escolar a única oportunidade real de melhorarem as suas vidas. Talvez a escola ideal deva ser, no Brasil como em toda a parte, uma mistura das duas coisas. Responsabilizando os alunos e as famílias, mas preparada para actuar, em articulação com outras entidades, quando os pais não cumprem os seus deveres básicos na educação dos filhos. Ou quando estes ofendem e agridem os restantes membros da comunidade escolar.

Contudo, na encruzilhada política em que o Brasil vive há alguns anos e que não parece ter resolução a curto prazo, o quadro de crise e violência no meio escolar não irá provavelmente alterar-se significativamente nos próximos tempos…

Segundo pesquisa da OCDE, 12,5% dos professores brasileiros disseram sofrer violência verbal ou intimidação de alunos, pelo menos uma vez por semana. O Brasil ocupa a primeira posição no ranking. Em segundo lugar aparece a Estônia com 11%, seguida pela Austrália com 9,7%.

A pesquisa foi realizada em 34 países, com a participação de 100 mil professores e diretores dos ensinos fundamental e médio.

Outra pesquisa mostra que mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas. Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e docentes do 5º e do 9º anos do ensino fundamental de todo o país.

A violência também ocorre entre estudantes: 71% dos mestres presenciaram agressões verbais ou físicas entre eles. As informações estão na plataforma Qedu.