Educação alimentar em cuvetes de plástico

escola-maria-barroso.JPGNa escola do 1º ciclo mais moderna de Lisboa, conta o Público, os alunos comem comida aquecida e servida em recipientes de plástico. Segundo parece, a escola básica Maria Barroso não foi dotada de infraestruturas eléctricas que suportem o funcionamento da cozinha nem a utilização regular do sistema de aquecimento. Na velha tradição portuguesa, não se planeia adequadamente e só depois da inauguração com pompa e circunstância, ao surgirem os problemas, é que se pensa em remediá-los.

Pelas contas da recém-formada associação de pais, desde o início do ano lectivo já foram gastos 432 quilos de plástico desnecessariamente. “Venderam-nos esta escola fantástica, mas pouco tempo depois do início das aulas começámos a saber que os alunos comiam em pratos de plástico. Disseram-nos que era uma situação pontual, que demoraria um mês ou mês e meio a resolver-se”, explica Catarina Ramalho, presidente da associação de pais.

No entanto, a situação não deve ser ultrapassada antes do Verão. “O cabo de electricidade que serve a escola é o mesmo que servia a obra”, explica o vereador da Educação da Câmara Municipal de Lisboa, Ricardo Robles. A escola funciona no edifício do antigo Tribunal da Boa-Hora, no Chiado, que também é usado pelo Instituto de Registos e Notariado. Para que a escola tenha um quadro eléctrico próprio, “o posto de transformação tem de ser alterado”, diz Robles.

Percebe-se que, para além da óbvia negligência dos serviços da Câmara de Lisboa – as instalações escolares do 1º ciclo e do pré-escolar são competências camarárias -, há um outro factor que amplifica o descontentamento dos pais destes alunos: aliciaram-nos com a ideia de que os seus filhos iriam ter a melhor e a mais moderna escola da cidade. Prometeram-lhes que iria ser desenvolvido um projecto pioneiro de alimentação saudável. E afinal nem os requisitos básicos da alimentação escolar – refeições confeccionadas no local e servidas em recipientes apropriados – se conseguiram cumprir.

E aqui está também um ponto onde continuamos a falhar demasiadas vezes, e que ainda há dias era sublinhado entre nós pela ministra finlandesa da educação: o importante não é ter projectos e instalações de referência nesta ou naquela escola, é garantir que há padrões de qualidade que são atingidos e mantidos, de forma consistente, em todas as escolas.

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Violência entre alunos numa escola do 1º ciclo

padrao-da-legua.JPGUm grupo de pais de alunos da escola básica do Padrão da Légua, em Leça do Balio, Matosinhos, manifestou-se esta segunda-feira em frente à escola contra a “insegurança” no estabelecimento devido a “casos de violência” entre alunos.

De acordo com fonte da Associação de Pais daquele estabelecimento, os pais reclamam que as medidas preventivas e disciplinares previstas por lei sejam aplicadas na escola.

“Precisamos de mais psicólogos, animadores, assistentes sociais, o que for preciso. Precisamos que nos ajudem a ter uma escola normal, sem indisciplina”, disse.

Questionada pelos jornalistas sobre o que tem acontecido dentro da escola, a responsável afirmou que “há alunos a entrar e a sair das aulas sem controlo, há insultos a professores e agressões a miúdos nos recreios”, por exemplo.

A Associação de Pais referiu também que já manifestou preocupação e o descontentamento junto da direção escola, contudo, a resposta foi a de que “estas medidas disciplinares não são aplicadas no ensino básico”.

“Não é essa a interpretação que fazemos do regulamento”, sublinhou, referindo ainda que “há crianças com medo de ir à casa de banho sozinhas”.

A concentração de pais foi marcada na sequência de uma agressão de um encarregado de educação a um funcionário, na semana passada, disse, acrescentando, contudo, que esse não é motivo da manifestação, apenas foi “a gota de água para os pais se juntarem e manifestarem contra a indisciplina que existe” no estabelecimento de ensino.

A notícia, superficial, obriga-nos a espreitar os comentários para tentar perceber o que se estará a passar nesta escola…

Nas traseiras desta escola existe a comunidade cigana do Seixo. Está aqui a origem dos problemas. Mas isso não se pode dizer porque é racismo.

Não é racismo, não senhor, é falar dos problemas reais que existem e não se devem escamotear. Há efectivamente um sério problema de integração social de muitas comunidades ciganas no nosso país, algo de que todos, ciganos ou não, nos deveríamos envergonhar. Afinal, trata-se de uma etnia que se fixou no nosso país há mais de 500 anos. E está mais do que demonstrado que o principal problema do racismo à portuguesa é a forma como tentamos esconder a realidade debaixo do tapete, não falando clara e abertamente dos problemas que permanecem por resolver.

E, como é evidente, quando ainda há dias alguns bem-pensantes criticavam, em nome do princípio da inclusão, o facto de haver em Portugal uma escola pública onde todos os alunos são de etnia cigana, casos como o que hoje foi noticiado levam-nos forçosamente a reflectir nas razões pelas quais os outros meninos, não ciganos, não querem ir para lá…

Mas esconder que são de etnia cigana os miúdos que incumprem de forma sistemática as regras da escola e os seus deveres dos alunos ou arranjar desculpas para não os castigar nem responsabilizar os pais pela péssima educação que dão aos filhos não é solução: pelo contrário, agrava o problema e aumenta, aí sim, a eficácia de um discurso potencialmente racista, porque encontra fundamento na realidade vivida e sentida por quem se vê envolvido nestas situações. Que, curiosamente, é raro sucederem com filhos de políticos ou de activistas anti-racismo…

São precisamente os ciganos que aterrorizam as crianças mais novas. São os ciganos que roubam a comida das crianças brancas. São os ciganos que batem nas crianças brancas. São os ciganos que roubam os telemóveis das crianças brancas. Etc, etc, etc. Falam em psicólogos. Mas alguém imagina o seu filho a ser vitimizado diariamente por essa corja de selvagens? Crianças com grande potencial que começam a perder o interesse pela escola devido ao terror a que são sujeitas diariamente. Mas alguém pensa nos traumas destas crianças que tiveram a “infelicidade de nascer brancas”. Alguém se preocupa com os “não ciganos”? Alguém se preocupa com os filhos daqueles que pagam as casas aos ciganos. Alguém se preocupa com os filhos daqueles que pagam os subsídios aos ciganos?

E não são só os filhos. Uma agressão é um crime, e deixar que se instale o sentimento de impunidade é apenas um convite a novas e mais graves agressões.

Quarta feira passada um cigano galgou o muro desta escola e foi espancar um funcionário da mesma.

Como nota final, acrescento que não é habitual, por aqui, transcrever comentários às notícias online. Se desta vez abri uma excepção, correndo o risco de estar a dar voz a algum exagero ou pormenor factualmente menos correcto, é porque me parece importante alertar para o risco de um jornalismo que, receoso do politicamente incorrecto, aceite a imposição de temas-tabu e abdique de informar com objectividade e rigor, abrindo caminho à boataria, à demagogia e aos excessos das redes sociais.

Metas curriculares: e não se pode exterminá-las?

rapaz-a-ler.gifAs metas curriculares do primeiro ciclo do ensino básico estão a deixar pais, professores e alunos à beira do abismo. Há crianças a ser medicadas para défice de atenção, “quando na maior parte dos casos, a medicação é desadequada”.

“Eu oiço muitos pais, professores e crianças e vejo como está a ser difícil mobilizar o interesse das crianças para aderir a um programa que me parece muito complicado. A situação na escola das crianças pequenas está muito complicada”, disse ao site da RTP o psicanalista João Seabra Diniz.

O médico especialista alerta ainda para o facto das crianças não estarem motivadas na escola. “Não estão atentas, são classificadas como crianças instáveis, com défice de atenção e então passam-nas para um médico que lhes dá drogas para estarem mais concentradas, o que me parece desadequado, na maior parte dos casos”.

“As metas têm erros científicos, são desadequadas às competências a desenvolver no 1º ciclo de escolaridade (…) Existe uma carga emocional, social, cultural, política sobre os professores. Se os meninos tiverem bons resultados, os professores têm boas avaliações e as escolas até têm crédito para terem mais horas de apoio aos meninos, isto é um jogo que se faz”, disse ao site da RTP Filomena Viegas, da Associação dos Professores de Português.

Já na matemática, por exemplo, um aluno do 2º ano deve saber “utilizar corretamente os termos segmento de reta, extremos do segmento de reta e pontos do segmento de reta”.

“É impossível cumprir estas metas. Os professores estão a ignorá-las porque é uma coisa intratável”, disse ao site da RTP Lurdes Figueiral, da Associação de Professores de Matemática (APM), sobre os programas e metas curriculares do 1º ciclo do ensino básico.

Os excertos que se transcrevem não são recentes, mas continuam actuais. Na verdade, foram retirados de uma notícia com quase três anos – estava ainda Nuno Crato à frente dos destinos da Educação – e dão conta de quão desajustadas e inexequíveis são as metas curriculares impostas aos alunos do 1º ciclo.

De então para cá mudou o governo, adoptaram-se diferentes orientações políticas, prometeram-se “aprendizagens essenciais” mas as metas continuam em vigor. Parece que, abolidos os “exames da quarta classe”, deixou de haver pressão para as cumprir e assim pudemos entrar alegremente naquele jogo do faz-de-conta com que tanto nos comprazemos: o governo evita os custos políticos de reverter uma má decisão do seu antecessor, não sendo assim acusado de promover o facilitismo, as escolas fingem cumprir o que todos sabem ser, para a maioria dos alunos, inalcançável e os pais deixam de se queixar do nível de exigência dos programas, entretanto atenuado.

Entretanto, o ministério que não faz o que deve ser feito – rever ou revogar as metas curriculares – entretém-se com o que ninguém lhe pediu: promover a disparatada flexibilidade curricular, ignorando todas as críticas e, numa verdadeira fuga para a frente, tentando simular em torno do projecto um entusiasmo colectivo que está longe de existir e uma vaga de fundo que sustente a sua generalização apressada e irresponsável a todas as escolas.

Uma escola só para ciganos

escola-meaes.jpgO destaque da notícia vai para a situação de aparente discriminação de que serão vítimas 19 alunos de etnia cigana:

Deputados do PS questionaram o Governo sobre uma escola em Vila Nova de Famalicão frequentada “só por alunos de etnia cigana”, querendo saber que “soluções” pretende o Ministério da Educação encontrar perante aquela realidade “que viola a legislação”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, os deputados Nuno Sá e Maria Augusta Santos dão conta de uma visita feita por uma comitiva socialista à Escola Básica de 1º ciclo de Meães, que pertence ao Agrupamento de Escolas D. Sancho I.

Saber-se de uma escola frequentada apenas por crianças ciganas faz soar de imediato os alarmes da discriminação e da segregação. Contudo, a realidade raramente é a preto e branco. Lendo o resto da notícia, percebe-se que a escola presta a estes alunos um serviço educativo adequado e atende às suas necessidades. Nota-se também que as crianças estão nesta escola porque é a mais próxima do local em que residem. E que outros alunos, não ciganos mas residentes nas proximidades, não frequentam esta escola porque as suas famílias as inscreveram noutros estabelecimentos de ensino.

Perante isto, o que fazer? Impor a integração à força, obrigando as crianças não-ciganas a frequentar a escola de Meães? Ou fechar esta escola e espalhar os miúdos de etnia cigana por outras escolas do concelho, em nome dessa mesma integração que na teoria todos pretendem, mas na prática frequentemente desejam que seja feita, sim, mas com os filhos dos outros?

A integração das comunidades ciganas é um problema persistente e complexo, que continua a não ser tratado com a seriedade, a honestidade e o sentido de responsabilidade devidos. No caso em concreto, o levantar da lebre assume claros contornos de demagogia político-partidária. Duvido, para não ir mais longe, que se a câmara não fosse do PSD os deputados do PS viessem levantar esta questão.

Quanto à essência do problema, creio que a maior discriminação nem está no facto de haver uma escola frequentada por crianças ciganas, que ali estão por livre vontade das suas famílias. A questão de fundo, que a notícia do DN não esconde, parece-me estar antes por aqui:

Os deputados explicam ainda que enviaram uma missiva à secretaria de Estado da Habitação a questionar sobre se o Governo tem conhecimento do Acampamento da Comunidade Cigana em Meães, junto à escola.

Os parlamentares registaram que existem 17 casas em condições extremamente precárias, sem condições para habitabilidade e com graves riscos para as pessoas.

“São casas sem saneamento básico, sem eletricidade, sem acesso à rede de água e sem segurança onde vivem vários agregados familiares, estimando-se que ali habitam entre 80 a 100 pessoas”, explana o texto.

A verdadeira discriminação é a que existe na sociedade e nas persistentes desigualdades que continuam a subsistir e, em muitos casos, a aumentar. Quando se manifesta também na escola, é porque quem teria capacidade para intervir e resolver os problemas de base há muito se demitiu de o fazer.

Discriminação e racismo numa escola de Portimão?

group_animated[1]A acusação à Escola Básica Major David Neto parte da associação SOS Racismo:

Em nota enviada à agência Lusa, a associação SOS racismo dá conta das denúncias efetuadas por vários encarregados de educação de alunos de uma turma do 4.º ano daquela escola, entre as quais alegadas agressões verbais e físicas por parte de funcionários e discriminação de crianças de outras etnias.

De acordo com as denúncias dos pais, a escola “tem uma turma onde colocou todas as crianças de etnia cigana, crianças com deficiências e crianças de raça negra, e crianças de ‘raça branca’ que são transferidas de outras escolas”, situação que classificam de “maior absurdo, porque a mistura racial e cultural enriquece a todos”.

Segundo os pais, a situação toma mais relevância, ao tomarem conhecimento de que as crianças de etnia cigana comem de pé, alguns deles colocados estrategicamente ao pé do caixote do lixo”.

Se as coisas se passam exactamente da forma que é descrita, então será evidente a atitude discriminatória em relação aos alunos referidos. Também é certo que educar exige  uma atitude pedagógica dos educadores: não é expectável que a dar maus exemplos aos alunos mal comportados eles aprendam a respeitar os outros ou se tornem melhores pessoas.

Em todo o caso, esperar que a escola, ao mesmo tempo que ensina, integre e socialize todas as crianças, resolvendo problemas complicados de origem social e familiar, exige um conjunto de meios e de condições, humanas e materiais, que geralmente não estão disponíveis. Isto não serve de desculpa para o indesculpável, mas ajuda a compreender que há situações em que as soluções ideais não existem e as decisões que se tomam são quase sempre em busca do mal menor.

Para que se perceba melhor: quando se juntam numa só escola um número apreciável de alunos pertencentes a uma minoria étnica ou cultural com dificuldades de integração, isso significa que, antes de a escola fazer alguma coisa, já a sociedade os “guetizou”. Não conheço o caso em concreto da escola de Portimão, mas se eventualmente as crianças que se apresentam como problemáticas estivessem distribuídas pelas diversas escolas da cidade, a sua integração seria certamente mais fácil.

No entanto, falta saber o que os responsáveis da escola e do agrupamento, bem como a autarquia, responsável pelas refeições escolares, terão a dizer sobre o assunto. Aguardemos, com serenidade, os indispensáveis esclarecimentos.

PIRLS 2016 – as reacções

pirls.JPGA descida dos resultados dos testes internacionais de literacia aplicados aos alunos do 4º ano em 2016, comparativamente com a avaliação anterior, de 2011, é indesmentível. Mas os números podem ser lidos de diversas maneiras e suscitar diferentes interpretações. Vejamos o que se tem escrito, entre ontem e hoje, sobre a matéria.

O governo, pela voz de João Costa, não perdeu tempo em culpar o seu antecessor e em particular as mudanças introduzidas por Nuno Crato no 1º ciclo:

O secretário de Estado da Educação, João Costa, considerou nesta terça-feira que a descida dos resultados dos alunos do 4.º ano de escolaridade na literacia em leitura se deve “às medidas tomadas entre 2012 e 2015” pelo então ministro Nuno Crato.

“Desde o início temos uma prática regular de trabalho com as escolas e foram muitos os directores e professores que nos reportaram preocupação com o 1.º ciclo, com os alunos a serem treinados para um momento de avaliação específica [exames] e uma baixa preocupação com os processos” de aprendizagem.

Ao que Nuno Crato respondeu prontamente:

“Uma coisa é certa para já: provas realizadas num ambiente de facilitismo, em que as avaliações não servem para nada, em que se propaga que as metas devem ser menos ambiciosas e que o ensino não deve ir tão longe não têm dado bons resultados”, afirmou Nuno Crato.

É difícil negar as evidências: uma prova aplicada a alunos que em 2016 estavam a concluir um 1º ciclo feito nos moldes definidos pela equipa de Nuno Crato, avalia antes de mais essa política, assente em metas e descritores curriculares prescritivos, com um maior foco na leitura do que na compreensão do que se lê e com exames finais a condicionar a evolução das aprendizagens. Não me parece que um novo governo, entrado em funções há apenas dois meses, tivesse influído significativamente num trabalho que vinha a ser desenvolvido, pelo governo anterior, desde 2012.

Mas noto um certo esconder da mão que atira a pedra: neste eduquês de meias-tintas de que tardamos em livrar-nos, João Costa também não se sente muito à-vontade para criticar as metas curriculares que considera terem sido prejudiciais, pois a verdade é que elas continuam, ainda hoje, em vigor. E se quase todos concordam que objectivos mecanicistas como “ler 95 palavras por minuto” contribuem pouco, quer para a compreensão do que se lê, quer para fomentar o prazer da leitura, falta a coragem política para revogar o que não serve. Será que querem conservar a “pesada herança” para continuarem a ter um bode expiatório sempre que algo corra mal?

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Alunos portugueses lêem pior

Saíram os resultados do PIRLS 2016, o teste internacional que avalia as competências de leitura dos alunos do 4º ano de escolaridade.

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Em linhas gerais:

  • Portugal regista uma descida acentuada no ranking de países, passando de 19º a 30º num grupo de 50;
  • Ainda assim, a pontuação obtida – 528 – é estatisticamente superior ao valor médio de referência da escala PIRLS – 500 – e é igual ou superior ao obtido por países como Espanha, França ou Bélgica;
  • Desapareceu a tendência, notada na generalidade dos países e também entre nós, em 2011, de o desempenho das raparigas ser significativamente superior ao dos rapazes.

Seguir-se-ão as análises, as opiniões e as reflexões sobre um assunto que ocupará a actualidade educativa nos próximos dias e ao qual, certamente, voltarei.

Para já, apenas uma nota importante para balizar o jogo de acusações e de culpas que costuma acompanhar este tipo de debates: os alunos participantes nestes testes realizados em 2016 foram as cobaias do modelo educativo implementado por Nuno Crato, com as metas de aprendizagem e os seus múltiplos descritores a formatar a prática lectiva e avaliativa e tendo os exames finais do 4º ano como corolário.

A avaliação PIRLS 2016 é, em larga medida, a avaliação da política educativa do governo PSD/CDS no que diz respeito à leitura, à compreensão e ao domínio da língua.