Três meses de férias?…

É evidente que ninguém reivindica os “três meses de férias”, um suposto privilégio que alguns opinadores encartados insistem em atribuir à classe docente.

Também sabemos que há burocracias inevitáveis associadas ao encerramento do ano escolar e ao lançamento do próximo: concluir processos de avaliação, transferências de alunos, formação de turmas, requisição de professores, distribuição de serviço, etc.

Contudo, sabemos que estes procedimentos são comuns a todas as escolas, em todas as partes do mundo. Porque é que tantos países têm isto tudo terminado aí por meados de Julho e fecham as escolas – fecham mesmo, não fica lá ninguém a inventar reuniões ou a remexer nos papéis – e por cá a burocracia escolar se recusa a ir de férias?…

3-meses-ferias.jpg

© Luís Cardoso

Ivanka Indesejada

ivanka.PNGTornou-se viral a breve sequência de vídeo em que vemos Ivanka, a filha do Presidente Trump, a tentar intrometer-se na conversa entre o presidente francês, os primeiros-ministros do Canadá e do Reino Unido e a directora-geral do FMI. E é visível como Christine Lagarde, que acabou de ser nomeada para presidir ao BCE, revela dificuldade em disfarçar o espanto e o desagrado pela intromissão.

Claro que, quando estas coisas viralizam, os memes surgem como reacção imediata das redes sociais. No Twitter, sob a hashtag #unwantedivanka, rapidamente apareceram testemunhos visuais de múltiplas e indesejadas aparições da filha de Donald Trump. Fica uma selecção de alguns dos bonecos mais engraçados…

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Ainda pode sair na segunda fase…

socratesExames nacionais: Hipótese de sair Sócrates na prova de Filosofia levou muitos alunos a estudar a Operação Marquês

É, naturalmente, uma notícia bem humorada da IMPRENSA FALSA

The Flexibility Experience

Inspirado na capa da revista Time, é do Luís Costa o boneco mais oportuno e corrosivo dos últimos tempos sobre a Educação portuguesa.

time-tbr.jpg

Claro que, embora a manhosa flexibilidade curricular meta água por todos os lados, é altamente improvável que Tiago Brandão Rodrigues, o testa de ferro escolhido para ser o seu rosto em vez dos neo-eduqueses que deram corpo ao projecto, se afunde com ela.

Sabemos que o tirocínio político à frente do ME costuma ser, em regra, bem recompensado a posteriori

Terra da fantasia… docente

A hashtag do Twitter #FantasilandiaDocente apresenta um pequeno mas significativo conjunto de fotos que encontramos facilmente ao pesquisarmos imagens de professores na internet.

Essas imagens tendem a representar uma visão idealizada da profissão. Nenhum professor experiente se reconhece nelas. Mas é desta forma que muitas vezes é vista, exteriormente, a profissão docente. Pela opinião pública, pelos pais dos alunos e, pior do que tudo, pelos académicos e os decisores políticos na área da Educação. Ora é deste tomar a fantasia como realidade que nascem, tantas vezes, péssimas opções de política educativa.

Aqui ficam então algumas imagens do mundo encantado da Educação. Onde os professores são jovens e sorridentes modelos, as crianças brincam com tintas sem se sujarem e as turmas não têm mais do que meia dúzia de alunos. Onde estes seguem a explicação dos professores sem se distraírem com os ecrãs à sua frente. E nunca ninguém brinca com o colega do lado quando o professor se vira para o quadro…

Este slideshow necessita de JavaScript.

Rescaldo eleitoral

Visto através dos bonecos sempre inspirados do Bartoon

eleicoes1.jpg

eleicoes2.jpg

eleicoes3.jpg

A cambalhota do PSD – agora em vídeo!

Este excerto de um dos melhores e mais populares filmes sobre o fim do III Reich foi imensas vezes parodiado, em diversas línguas. Por cá, e no contexto das lutas dos professores, já tinha sido usado em 2008, aquando das grandes manifestações da classe docente que ocorreram nesse ano.

Aqui, serve para ilustrar, de forma bem humorada, a aparatosa cambalhota do PSD que acabou por inviabilizar, no Parlamento, a recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Elogia-se, como não poderia deixar de ser, a qualidade do trabalho e o sentido de oportunidade do autor.