Organizar o ano em semestres?

directorDiretores querem escolas básicas e secundárias com dois semestres

A ideia tem vantagens e inconvenientes.

Parece agradar a muitos directores, caso contrário Filinto Lima, que dirige uma das associações que os representa, não faria a proposta com tanta insistência.

Mas se algumas vantagens, do ponto de vista organizacional, são mais ou menos óbvias, na perspectiva pedagógica, que é a que deve prevalecer, a questão é bem mais complexa.

E merece ser ponderada, mas não quando os professores estão de férias.

O que noto aqui, e sinceramente me desagrada, é o voluntarismo de Filinto Lima, e o jogo de favores que propõe ao governo: eu ofereci o meu agrupamento para experimentar a vossa flexibilidade curricular, dêem-me agora vocês a oportunidade de organizar os períodos lectivos, na minha escola, da maneira que eu quero.

E que tal – que ideia tão estranha, nos tempos que correm! – discutirem primeiro o assunto com todos os professores?

Colaborações: ComRegras

No Topo: O calendário do pré-escolar

Terá passado quase despercebido nos restantes níveis de ensino, mas para quem trabalha na educação pré-escolar o calendário do ano lectivo 2071/18 concretiza uma velha aspiração do sector: a harmonização dos períodos lectivos com o 1º ciclo. Esta mudança implica o reconhecimento da importância do trabalho pedagógico no pré-escolar…

No Fundo: (de novo) A greve do dia 21

A greve, que ninguém queria verdadeiramente, foi marcada para tentar forçar o governo a um maior comprometimento com as reivindicações dos professores, em negociações que se eternizam sem resultados à vista. Contudo, estando marcados exames nacionais para esse dia, e sendo a sua realização considerada um serviço mínimo a assegurar em caso de greve, bastou ao ME invocar a norma aprovada pelo anterior governo para a esvaziar…

 

Ainda o calendário escolar

universitario.pngFilinto Lima lamentou […] que o calendário do próximo ano lectivo continue “refém da Páscoa”, o que leva a que exista um primeiro período “gigantesco” e um terceiro período “diminuto”, situação que vem mais uma vez pôr em cima da mesa a necessidade de se “avançar para uma organização semestral” das aulas, conforme tem sido defendido pelos directores.

Quando as pessoas engatilham uma determinada cassete, torna-se complicado.

No próximo ano lectivo, e segundo o calendário escolar já publicado, o 3º período “diminuto” terá 8 semanas e meia no 9º, 11º e 12º, 10 semanas nos restantes anos do 2º e 3º ciclos e secundário e 11 semanas no 1º ciclo e no pré-escolar.

Claro que o 1º período continua a ser enorme, mas isso nada tem a ver com a Páscoa. É o resultado de se insistir em não introduzir, a meio, uma pausa lectiva, como existe no 2º período e como se faz na generalidade dos países europeus.

Mas pela insistência já se percebeu que, pelo menos na semestralização do ano lectivo, os senhores directores querem mesmo ser colocados em pé de igualdade com os senhores reitores do ensino superior.

Calendário escolar 2017/18

Foi ontem publicado no Diário da República – Despacho n.º 5458-A/2017 – juntamente com o calendário de exames e provas finais. Segue o modelo esgotado e todos os anos criticado, mas que sucessivos governos se mostram incapazes de alterar ou renovar: um longo 1º período de 14 semanas sem interrupções, os outros condicionados, na sua extensão relativa, pela mobilidade da Páscoa. Este ano calhou que nem ficassem muito desequilibrados…

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A escola do século XXI continua, afinal de contas, a reger-se pelas luas, tal como o calendário religioso vindo dos primórdios do Cristianismo.

Como nada disto é decidido por professores retrógrados e conservadores, mas sim por secretários de Estado esclarecidos e muito à frente, tá-se bem!…

Colaborações: ComRegras

No Topo: O fim do ano lectivo

Foi um ano longo e desgastante, com dois períodos lectivos enormes e um terceiro que, reduzido a menos de dois meses, obrigou em muitos casos a um stress adicional para que se conseguissem concluir todas as actividades planeadas. Os dias encalorados de Maio e Junho reduziram o rendimento das últimas aulas do ano, e fizeram ansiar ainda mais pela chegada das férias escolares. Mas o fim das aulas não significa férias para os professores…

No Fundo: A greve do dia 21

Foi precipitada a marcação desta greve que ninguém deseja, embora o impasse negocial com o ME acabasse por justificar a iniciativa da FNE e da Fenprof, as duas federações sindicais de professores. Contudo, para que esta greve tenha sucesso há dois problemas que, nesta altura do campeonato, serão difíceis, senão impossíveis, de ultrapassar…

 

Fim do ano lectivo

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Termina hoje, no que a aulas diz respeito, para a maioria dos docentes. Mas os colegas do 1º ciclo e do pré-escolar ainda continuarão com os seus alunos por mais uns dias.

A todos, esperam-nos ainda as reuniões de avaliação e todas as burocracias do fim do ano escolar. Para alguns, somam-se as vigilâncias e as classificações de provas e exames.

Parabéns a todos os sobreviventes.

Calendário escolar para 2017/18

calendario.JPGAinda falta ouvir as autarquias e ajustar pormenores relacionados sobretudo com as provas de aferição. Mas o jornal i mostra-se ultimamente bem informado sobre o que se passa nos bastidores do ME, pelo que provavelmente a versão final do diploma a publicar não irá diferir muito do que ontem foi noticiado.

As aulas do próximo ano letivo vão começar entre 8 e 13 de setembro.

De acordo com a proposta de calendário escolar do governo – a que o i teve acesso – que aguardar parecer do Conselho de Escolas e da Associação Nacional de Municípios, o pré-escolar vai ser ajustado ao ano letivo do 1º ciclo. As atividades letivas destes dois anos escolares terminam no mesmo dia, a 22 de junho de 2018.

Desta forma, no próximo ano, os alunos do pré-escolar (dos três aos cinco anos de idade) vão entrar de férias uma semana mais cedo face a este ano.

As restantes datas do calendário escolar são semelhantes às deste ano. O 1.º período do ano letivo termina a 15 de dezembro e o 2.º período arranca a 3 de janeiro e termina a 23 de março de 2018, com o domingo de Páscoa marcado para dia 1 de abril.

No próximo ano, os alunos do 2.º ano vão realizar provas de aferição às disciplinas de Estudo do Meio e Português ou a Matemática, havendo duas datas previstas: para 15 de junho ou para 18 de junho. Já as provas de aferição para os alunos 5.º ano serão de Português, a 8 de junho, e de Educação Visual ou Educação Visual e Tecnológica, com data proposta entre 21 e 30 de maio.

Os alunos do 8.º ano vão ter provas marcadas a Matemática, no dia 12 de junho, e a Educação Física ou Educação Visual, cuja data será entre 21 de maio e 5 de junho.

Já os alunos do 9.º ano vão realizar (na 1.º fase) a prova final a Português (com peso na nota final dos alunos) no dia 22 de junho e a matemática no dia 27 do mesmo mês. A 2.ª fase das provas destes alunos vão decorrer a 20 de julho e a 23 de julho. 

Para os alunos do secundário, a 1.ª fase dos exames nacionais (obrigatória) estão marcados entre 18 de junho e 27 de junho, seguindo-se a 2ª fase das provas entre 18 de julho e dia 23 do mesmo mês. Mas nesta fase apenas podem resolver os exames os alunos que foram impedidos de resolver as provas por motivos de doença, devidamente justificada.