Colaborações: ComRegras

No Topo: O fim do ano lectivo

Foi um ano longo e desgastante, com dois períodos lectivos enormes e um terceiro que, reduzido a menos de dois meses, obrigou em muitos casos a um stress adicional para que se conseguissem concluir todas as actividades planeadas. Os dias encalorados de Maio e Junho reduziram o rendimento das últimas aulas do ano, e fizeram ansiar ainda mais pela chegada das férias escolares. Mas o fim das aulas não significa férias para os professores…

No Fundo: A greve do dia 21

Foi precipitada a marcação desta greve que ninguém deseja, embora o impasse negocial com o ME acabasse por justificar a iniciativa da FNE e da Fenprof, as duas federações sindicais de professores. Contudo, para que esta greve tenha sucesso há dois problemas que, nesta altura do campeonato, serão difíceis, senão impossíveis, de ultrapassar…

 

Colaborações: ComRegras

No Topo: Discute-se a Educação!

Falar-se de escola, alunos e professores, num país mais habituado a escalpelizar em infindáveis discussões os mais insignificantes “casos” futebolísticos, os crimes de faca e alguidar ou as tricas da pequena política, é sempre positivo. Ainda que seja para discutir uma anunciada greve em dia de exames e os prejuízos que ela poderá causar aos alunos. Ou mesmo os entraves legais à sua realização…

No Fundo: Municipalização a mais na Educação

Tirando as grandes linhas da organização curricular, a gestão do pessoal docente e a propriedade das escolas propriedade da Parque Escolar, tudo o resto, à excepção das competências estritamente pedagógicas, que continuam a pertencer aos órgãos de gestão das escolas, deverá passar para a tutela das autarquias. Há uma razão evidente para esta transferência: o acesso aos fundos comunitários destinados às escolas e que só se conseguem “sacar” através de projectos promovidos pelas câmaras e as comunidades intermunicipais…

 

Para que serve um professor?

professora-alunosCaro Alexandre: respeitando sempre as posições de cada um, tanto ao nível das posições de princípio como dos desabafos circunstanciais, aqui não posso estar de acordo:

Sou Professor! Não faço GREVE a exames!

Qual é, vamos lá a ver, a função fundamental de um professor?

Dar aulas aos seus alunos, ensinando-os, ou ajudando-os a aprender, ou vigiá-los durante a realização de provas escritas?

Parece-me que a resposta é evidente.

Os exames nacionais são pouco mais do que um epifenómeno no nosso sistema educativo e na vida escolar dos nossos alunos, em regra um par de provas que os alunos fazem no final do ensino básico e outras quatro na conclusão do secundário.

Não há exames no 1º nem no 2º ciclo, nem nos percursos alternativos que alguns alunos desenvolvem a partir do 3º ciclo. Mesmo no secundário, são opcionais para os alunos dos cursos profissionais, que só fazem algum exame se precisarem dele como prova específica de acesso ao ensino superior.

Há é uma longa tradição de sobrevalorização destes instrumentos de avaliação, acentuada durante a anterior legislatura pela obsessão examinadora do ministro Crato. Mas onde os alunos realmente aprendem é no trabalho das aulas, dirigido pelos seus professores. O exame verifica apenas, e de forma imperfeita, o que cada aluno se aprendeu.

Ao contrário de uma aula, que quase sempre é perdida se o professor falta por motivo de doença, greve, ou por qualquer outra razão, um exame que não se faz na data prevista pode sempre fazer-se num outro dia.

Uma greve de professores num dia de exames pode causar prejuízos, transtornos, frustrações aos estudantes. Mas não mais do que sofre, por exemplo, um aluno descompensado que andou meses a aguardar pela consulta de psiquiatria e a viu adiada porque teve o azar de ter sido marcada para um dia de greve dos médicos.

Decidir uma greve aos exames não é fazer dos alunos reféns dos professores. Apenas evidencia que eles foram há muito tempo tornados reféns de uma política educativa que corta nos recursos necessários a uma educação de qualidade e abusa dos exames como incentivo aos alunos para estudarem e punição para os que não atingem os resultados.

No resto, até estarei de acordo que se discuta a inoportunidade da greve anunciada, ou os taticismos que estiveram na base da sua convocação e que eventualmente levarão à retirada do pré-aviso. O que não me parece aceitável é tornar isto uma discussão moralista entre professores dignos e superiores, que recusam fazer uma greve prejudicial aos alunos, e os outros, indignos e inferiores, que se deixam manipular ao serviço de interesses partidários e sindicais.

 

 

Colaborações: ComRegras

No Topo: Sindicatos ameaçam com greve em dia de exames

Os sucessivos adiamentos das reuniões negociais e a falta de respostas precisas, por parte do ME, às principais exigências e preocupações dos professores, não deixavam aos sindicatos outra alternativa. Ou assinalavam já, de forma inequívoca, a disposição dos professores para lutar pelos seus direitos, recorrendo à greve se necessário, ou perder-se-ia irremediavelmente essa oportunidade no presente ano lectivo…

No Fundo: As vagas para vinculação desaparecidas

As contas não batem certo: contabilizando as vagas para vinculação que, segundo os critérios definidos pelo ME, deveriam ter sido criadas, e comparando-as com as que efectivamente foram postas a concurso, nota-se a falta de mais de 800 vagas para vinculação extraordinária. Se considerarmos ainda que uma parte dos candidatos à vinculação acabarão por ficar colocados também ao abrigo da chamada norma-travão, então poderemos estar a falar de um número superior a mil lugares que desaparecem…

 

Colaborações: ComRegras

No Topo: O protesto dos estudantes de Vagos

Duas alunas da Escola Secundária de Vagos foram chamadas à Direcção por se terem beijado. Advertiram-nas de que o seu gesto provocava incómodo e não o deveriam repetir. Mas o caso não morreu aí: os colegas souberam do sucedido e, revoltados, organizaram um protesto no interior da escola, onde se manifestaram a plenos pulmões contra a atitude homófoba e discriminatória da Direcção…

No Fundo: As escolas “do insucesso”

Esta semana fomos surpreendidos por uma abordagem diferente ao tema do insucesso: uma equipa de investigadores dirigida pela antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues constatou que uma grande parte do insucesso escolar que persiste nos primeiros anos de escolaridade se concentra numa minoria de escolas do 1º ciclo. Chamaram-lhes as escolas do insucesso. Que a ex-ministra tem, na relação com os professores, a sensibilidade do elefante na loja de porcelanas, é algo já que tivemos oportunidade de descobrir da pior forma…

Colaborações: ComRegras

No Topo: Boas notícias para 2017/18

Foram promessas assumidas pelo governo no Parlamento. Ajustamentos nos horários do primeiro ciclo e fim das turmas mistas com três anos de escolaridade. Alargamento dos benefícios da ASE e mais funcionários nas escolas…

No Fundo: Orelhas moucas às reivindicações dos professores

Apesar dos protestos dos professores e do apoio parlamentar a algumas das exigências dos professores, Tiago Brandão Rodrigues já fez saber aos sindicatos que até ao fim do mês não terá disponibilidade de agenda para reunir com os representantes dos professores…

Colaborações: ComRegras

No Topo: Muitas escolas a flexibilizar

Cerca de 190 escolas e agrupamentos manifestaram interesse, junto do ME, em participar nos projectos-piloto da chamada flexibilização pedagógica. Vendo as coisas pelo lado positivo, poderemos dizer que há escolas inconformadas com a educação que temos e com vontade de aproveitar o repto do ministério como oportunidade para inovar nas práticas pedagógicas e na organização escolar. Ainda assim, sobram algumas dúvidas…

No Fundo: Cobranças ilegais nas escolas

A lei nº 85/2009 é muito clara: a gratuitidade da escolaridade obrigatória abrange “propinas, taxas e emolumentos relacionados com a matrícula, frequência escolar e certificação do aproveitamento”. Contudo, na semana que passou fomos surpreendidos com notícias dando conta da cobrança ilegal, por parte de algumas escolas, de diversas quantias destinadas a pagar a caderneta escolar, os impressos de matrícula ou outras despesas administrativas…