A segunda melhor empresa para trabalhar

São denúncias de assédio sexual, moral e manipulação na Farfetch. O programa A Prova dos Factos ouviu testemunhos de atuais e antigos funcionários da empresa luso-britânica: relatam um ambiente de humilhação e discriminação em alguns departamentos.

A multinacional luso-britânica Farfetch está a questionar a orientação sexual e a etnia dos candidatos a emprego. A resposta é, segundo a Farfetch, apenas para fins estatísticos, opcional e anónima. Contudo, a Comissão para a Cidadania e Igualdade (CIG) avisa que os anúncios de oferta a emprego “não podem conter” estas questões “sob pena de ilegalidade”.

Há uma semana atrás, o jornalismo “de negócios” garantia que a Farfetch era a segunda melhor empresa para trabalhar em Portugal.

Afinal, parece que há uma enorme distância entre o mundo das aparências e da boa imprensa e a realidade laboral que os trabalhadores de algumas empresas da nova economia têm de enfrentar.

Os ambientes super-competitivos, as práticas de gestão que normalizam a discriminação, a humilhação e o assédio dos “colaboradores”, o poder colocado nas mãos de gente ambiciosa, prepotente e mal formada, tudo isto pode criar ambientes laborais extremamente tóxicos, capazes de destruir a saúde física e mental dos mais incautos.

Décadas de divisionismo e enfraquecimento do movimento sindical, a par de autoridades fiscalizadoras a quem tudo isto vai passando ao lado perpetuam o quadro negro de um país onde os direitos dos trabalhadores continuam a ser quotidiana e impunemente desrespeitados.

3 thoughts on “A segunda melhor empresa para trabalhar

  1. “Os ambientes super-competitivos, as práticas de gestão que normalizam a discriminação, a humilhação e o assédio dos “colaboradores”, o poder colocado nas mãos de gente ambiciosa, prepotente e mal formada, tudo isto pode criar ambientes laborais extremamente tóxicos, capazes de destruir a saúde física e mental dos mais incautos.” Não podia estar mais de acordo.

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  2. Tudo boa gente com boas práticas de lideranças!
    Ao lado, e desculpem, Donald Trump terá, “alegadamente”,(como agora se screve e diz) defendido que os professores que quisessem poderiam ser portadores de armas.
    Já a sua ex-secretária da educação, Betsy DeVos, defendia o uso de armas pelos professores para se defenderem dos ” grizzy bears” que assomassem às janelas ou portas das salas de aulas das escolas.
    Na saga de armas e mais armas, o grito da época será, em todos os contextos : Armem-se!
    Incluindo empresas de topo de gama.

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