A falácia da autonomia das escolas

Dizem-nos que a autonomia das escolas melhora a qualidade da educação e apontam-na como o caminho a seguir. Na verdade, é um cancro que destrói a relação pedagógica e faz dos professores e dos alunos reféns de interesses que não são os seus.

A autonomia que é fundamental, e que paulatinamente vem sendo retirada, é a que se centra na sala de aula e na relação pedagógica. É a liberdade de cada professor escolher as pedagogias, metodologias, estratégias e actividades mais adequadas às características dos alunos e à dinâmica das turmas. É assumir-se o professor como um profissional científica e pedagogicamente qualificado, autónomo, reflexivo, crítico e criativo, em vez de um qualquer amanuense a receber ordens do chefe. É não haver uma pedagogia do regime a ser imposta às escolas e aos professores, com retaliações para os que não a aceitem espontaneamente.

Autonomia centrada nas escolas ou, pior ainda, nas autarquias, é apenas uma forma de controlar o trabalho dos professores, roubando-lhes a liberdade pedagógica, formatando o acto educativo e submetendo-o a interesses que não são os dos alunos, das escolas ou dos professores.

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