Campanha eleitoral

Cartoon daqui.

Apesar dos mais de 300 mil eleitores que pediram a antecipação da voto para o dia de hoje, a campanha continua.

Mais entusiasmo, nesta fase, por parte da direita, a quem as sondagens vaticinam alguma recuperação e a possibilidade, ainda que remota, de uma geringonça à direita. Claro que a perspectiva de alcançar o poder sempre foi o cimento mais eficaz a unir as diferentes tendências, e é vê-los por aí a discutir, já, possíveis alianças e até a distribuição de ministérios.

À esquerda, o “quebrar de pontes” por um António Costa e um PS seduzidos com a ilusão de uma maioria absoluta parece estar a desmobilizar o eleitorado, tendência que pode comprometer desfavoravelmente os resultados do próximo domingo se não for revertida.

A comunicação social, as empresas de sondagens e os interesses económicos e políticos que se movem na sua sombra ensaiam mais uma vez a rábula da bipolarização, tentando reduzir a escolha de 230 deputados a uma disputa entre dois “candidatos a primeiro-ministro”. Que está longe de ser: se há coisa que as duas últimas legislaturas demonstraram é que a pluralidade de forças políticas com assento no Parlamento enriquece a nossa democracia.

Maiorias absolutas, nunca mais.

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