Falta de professores continua

Cartoon de Paulo Serra

O problema é profundo, e não é com pensos rápidos que se irá resolver. Se o próximo governo não enfrentar uma realidade complexa que os actuais governantes andaram seis anos a empurrar com a barriga, a profissão docente tal como a conhecemos poderá ter os dias contados: a falta de atractividade, a precariedade e as más condições de trabalho e de remuneração tornarão cada vez mais difícil preencher as vagas que vão surgindo nos quadros de pessoal docente. A alternativa a alunos sem aulas a uma ou mais disciplinas durante meses a fio será a contratação de professores improvisados, sem habilitação. Se nada se fizer entretanto, o futuro poderá ser o regresso a um passado que julgávamos morto e enterrado…

O segundo período arrancou no início desta semana e ainda há por todo o país 118 horários por preencher, o que afeta cerca de cinco mil a seis mil alunos, segundo os dados enviados ao i pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que remetem para uma análise feita até ao dia 7 de janeiro.

A capital continua a ser a zona onde há mais carência de docentes – 69 –, seguida do distrito de Setúbal, com 22. Em terceiro lugar da lista encontram-se Beja, Faro e Porto, com quatro horários a concurso de contratação. Logo atrás vem Braga, Coimbra, Évora, Leiria, e Portalegre, somando dois. Aveiro, Castelo Branco, Santarém, Vila Real e Viseu contabilizam um. Apenas o distrito de Bragança, Viana do Castelo de Guarda não registam falta de professores.

Física e Química é neste momento a unidade curricular mais afetada pela falta de professores (16), seguindo-se Informática (14), Português (13), Filosofia e Inglês (ambas com 10). 

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