Covid-19 obriga a fechar escola em Carregal do Sal

A Escola Básica Nuno Álvares de Carregal do Sal foi encerrada temporariamente, devido ao aumento do número de casos de Covid-19 no concelho, anunciou esta terça-feira o presidente da autarquia, Paulo Catalino.

Em comunicado divulgado esta terça-feira à tarde, Paulo Catalino alerta para o “aumento do número de casos Covid-19 no concelho e a sua particular incidência em elementos da comunidade escolar”.

Nesse âmbito, “a Proteção Civil Municipal, em articulação com o Delegado de Saúde Local, Regional e a Diretora do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal decidiram encerrar temporariamente a Escola Básica Nuno Álvares”, explica.

Segundo Paulo Catalino, a autarquia aguarda que entretanto a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, “se pronuncie no sentido do encerramento do espaço por um tempo mais dilatado, idealmente até ao final da presente semana”.

Um encerramento que era esperado, uma vez que quase todas as turmas desta escola, com mais de 300 alunos, estavam já em isolamento. Carregal do Sal estará a ter uma elevada incidência de novos casos de covid-19 e o epicentro dos contágios parece ser a escola do primeiro ciclo que agora fecha portas temporariamente.

Um cenário previsível e que se deverá replicar noutras zonas do país: não estando as crianças vacinadas nem obrigadas a usar máscara e com a maior transmissibilidade das novas variantes do coronavírus, é natural que as EB1 sejam locais preferenciais de propagação. É evidente que não por “culpa” das escolas, que cumprem as medidas possíveis de segurança, mas porque as crianças não vivem sozinhas nem estão sempre na escola: a partir do momento em que uma delas é contagiada, em casa ou noutro lugar qualquer, são elevadas as probabilidades de propagar a doença aos outros miúdos com quem convive despreocupadamente.

Perante esta realidade de uma doença que teima em não nos largar – alguém a comparou já a uma daquelas séries dos canais de TV por cabo, que quando parecem prestes a terminar logo surge uma nova temporada – as cautelas continuam a ser, infelizmente, necessárias: uso de máscara, testagens mais frequentes – sendo de considerar, para os miúdos mais novos, métodos igualmente eficazes mas menos invasivos do que o uso da zaragatoa – e a vacinação na faixa etária dos 5-11 anos, uma medida cuja necessidade se afigura cada vez mais incontornável.

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