Professores exigem justiça!

E reclamam-na perante os órgãos de soberania que podem e devem garantir o cumprimento da lei e o respeito pelos direitos dos profissionais da Educação.

O texto elaborado pela Fenprof é comum ao abaixo-assinado dirigido ao Governo e à petição endereçada à Assembleia da República e está particularmente bem conseguido em termos de clareza e concisão. Em vez de longos e palavrosos documentos onde o essencial se perde e o caderno reivindicativo parece utópico, porque interminável, aqui consegue-se reduzir a cinco pontos o essencial das exigências e aspirações dos professores, sem que nada de substancialmente importante fique de fora.

Esclarecedor, tanto para a opinião pública como para aqueles colegas nossos a quem as acções “dos sindicatos” parecem sempre passar ao lado.

A ler, subscrever e divulgar…

Somos professores/as e educadores/as; cumprimos os nossos deveres profissionais; esforçamo-nos para não deixar alunos/as para trás; empenhamo-nos na atividade que desenvolvemos, seja presencial ou, excecionalmente, a distância. É legítimo exigirmos respeito e é justo sermos respeitados nos nossos direitos e condições de trabalho, pelo que reclamamos:

  • A recuperação de todo o tempo de serviço que cumprimos e o fim das vagas aos 5.º e 7.º escalões porque temos direito à carreira que o ECD consagra;
  • O fim das quotas na avaliação porque temos o direito a ser avaliados com justiça;
  • Um regime específico de aposentação porque temos o direito a terminar a atividade profissional num tempo justo;
  • A eliminação da precariedade porque temos o direito a trabalhar e viver com estabilidade;
  • O fim dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho que os prolongam muito para além dos limites legais.

Nós, os/as subscritores/as, docentes de estabelecimentos públicos de educação e ensino, manifestamos, ainda, discordância com o processo de municipalização que se pretende impor e defendemos a revisão da gestão das escolas, no sentido da sua democratização e de garantir a participação de todos/as nas tomadas de decisão.

Por último, ao bloquear o diálogo e a negociação, o Ministério da Educação assume-se como principal responsável pelo arrastamento dos problemas. Exigimos que altere essa atitude antidemocrática.

Onde é que se assina? Aqui!

3 thoughts on “Professores exigem justiça!

    • Julgo que a maioria da minhas discussões blogosféricas com o Paulo Guinote, com quem estou em sintonia na maior parte do que escreve, foram em torno do sindicalismo docente. Temos perspectivas diferentes e compreendo o ponto de vista dele, embora discorde.

      A verdade é que criticar os sindicatos que temos é um exercício fútil, pois eles continuariam a existir mesmo que fosse demonstrada por A+B (e o Paulo, habilmente, quase lá chega) a sua completa inutilidade. Porque ao poder interessa que eles existam, tal como existem associações profissionais de professores das diversas disciplinas, artificialmente sustentadas pelo ME.

      De resto, PG tem razão numa coisa, os sindicatos só fazem sentido enquanto emanações da classe que representam, não como cúpulas arvoradas em donas da verdade. Por isso mesmo, e por muito que nos custe, o facto de a maioria dos professores não encontrar, nos mais de 20 sindicatos existentes, um em que se sinta representado, diz mais acerca da classe desunida e apática em que nos tornámos do que dos defeitos dos sindicatos actuais – que obviamente também os têm.

      E há outra coisa que os professores parecem não perceber: quanto mais malharem nos sindicatos e nos sindicalistas, menos gente de qualidade haverá disponível para abraçar o sindicalismo. Preferem continuar a malhar no Mário Nogueira e na sua geração de sindicalistas à beira da reforma. Era mais avisado olhar mais ao longe e pensar no futuro…

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