Pensamento do dia

A ideia de um trabalhador pobre não devia ser possível. Uma pessoa que trabalhe 40 horas por semana não pode estar em risco de pobreza. Uma empresa que só sobrevive se os seus trabalhadores estiverem em risco de pobreza não é uma empresa que deva existir.

Daqui.

Entretanto, aqui ao lado, com governo e maioria também de izquierdas

Espanha aprova subida do salário mínimo para 965 euros

3 thoughts on “Pensamento do dia

  1. A hipocrisia…….
    1- “A culpa dos baixos salários em Portugal é dos gestores, diz António Saraiva
    Por André Manuel Mendes 09:01, 21 Set 2021
    O presidente da CIP, António Saraiva, afirmou ontem que a culpa dos baixos salários em Portugal é dos gestores “que não souberam tirar proveito de uma das gerações mais qualificadas de sempre”.
    Então, que merdinha de gestores temos?

    2- “O salário mínimo é, neste país, a desculpa para todas as maldades que se querem associar aos empresários”, afirmou Saraiva, que lembrou que para pagar os 650 euros do salário mínimo a um trabalhador, uma empresa tem uma despesa total de 903 euros.
    O Presidente do CIP sublinha ainda que a economia portuguesa “não terá futuro” caso se mantenha a funcionar com base em salários baixos.”

    Mas continuam.

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    • Percebe-se cada vez melhor que o grande desígnio da globalização foi a descida dos custos da mão-de-obra, com salários convenientemente mantidos baixos graças a um imenso exército de reserva formado por desempregados e precários.

      Querem definir salários como um qualquer bem transaccionável, mas depois quando a imposição de um salário mínimo ou restrições à política imigratória, como sucede presentemente no Reino Unido, impõem a necessidade de subir salários, aqui d’el rei que as nossas empresas não aguentam.

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  2. Na prática, tem-se demonstrado que a subida moderada, mas sustentada e sempre para valores acima da inflação, do salário mínimo, tem sido das políticas mais sensatas que os estados podem tomar, sobretudo aqueles que continuam a manter modelos económicos assentes em baixos salários e trabalho pouco especializado.

    Resulta positivo não só para os trabalhadores, que aumentam o rendimento, mas também as próprias empresas, que com trabalhadores mais caros são incentivadas a organizar melhor o trabalho de forma a aumentar a produtividade. Que não é um problema, como tantas vezes se sugere, de trabalhadores preguiçosos, mas sim de gestores incompetentes.

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