Pensamento do dia

Convencer as pessoas de que os seus problemas nascem na sua cabeça e não da falta de dinheiro foi uma jogada de mestre.

Assim, o problema não está em seres objectiva e materialmente pobre, mas em não teres mentalidade de tubarão.

Deixa-te de sindicatos e abraça o coaching e o mindfulness para te empoderares.

Adaptado daqui.

3 thoughts on “Pensamento do dia

  1. Das sociedades Prozac passou-se aos guias espirituais, coaching, mindfulness, reiki, yoga, teorias cromáticas e de decoração do nosso tempo para os mais privilegiados e à proliferação de seitas, tarot e professores karamba para os mais pobres.O que se procura vai dar, mais ou menos, ao mesmo- a sobrevivência num tempo muito dificil, a simulação de alegria e felicidade.
    Mas são estas as opções que temos?

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  2. Entretanto, o apelo a uma escola mais emotiva.
    Não gosto de ser do contra só porque sim, mas até onde isto poderá ir?
    E não é isto o que os professores fazem, fruto de anos de experiência no terreno?

    “O Plano de Recuperação das Aprendizagens — Plano 21/23 Escola+ tem como fundos cerca de 900 milhões de euros, para dotar as escolas de mais recursos humanos e materiais. Parte destes recursos deveria ser usado na implementação de avaliações diagnósticas que informem os professores sobre onde os alunos estão social e emocionalmente — quer como se sentem, quer ao nível do que aprenderam sobre as emoções —, bem como na adoção de estratégias para fortalecer as forças sociais e emocionais das crianças jovens. Ao menos que a pandemia sirva para tornar o ensino bem mais emotivo.”

    jornal Expresso
    Sandra Maximiano “Um ensino mais emotivo”
    Economista, professora do ISEG, Universidade de Lisboa

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    • Não faltarão, na altura certa, as acções de formação para capacitar os professores a tornar o ensino mais “emotivo”.
      Acima de tudo, há que assegurar que apenas uma ínfima parte dos 900 milhões chegue às escolas e ao apoio directo aos alunos que efectivamente precisam.
      A parte de leão será para torrar em contratos com empresas tecnológicas, parcerias e observatórios com universidades e, claro, muita formação de professores.
      Já experimentámos a receita e não resultou, mas recusamo-nos a aprender com a experiência, preferindo insistir no erro à espera de resultados diferentes.
      Levamos duas décadas de estagnação económica e nos últimos anos estão a tratar de destruir também o sistema educativo.

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