STOP convoca greve até 17 de Setembro

Seguindo uma estratégia que destoa dos restantes sindicatos, que tendem a ver na greve um último recurso reivindicativo, evitando a sua convocação sem ser no culminar de um processo de luta e sem serem esperados níveis de adesão significativos, o STOP assinala a abertura do ano lectivo com a marcação de uma greve do pessoal docente e não docente.

Trata-se no fundo de passar para os profissionais da Educação de cada escola ou agrupamento a responsabilidade de dar significado à greve, organizando-se da forma que acharem mas adequada para maximizar o seu efeito. Tratando-se de um pequeno sindicato, sem estruturas organizadas pelo país fora para apoiar e incentivar eventuais grevistas, não poderia ser de outra forma, dir-me-ão. E razões para protestar e lutar, infelizmente, também abundam. Em todo o caso, confesso alguma dificuldade em vislumbrar reais vantagens nestas iniciativas que tendem a esvaziar e banalizar a greve, decretada de forma demasiado leviana e inconsequente e sem qualquer impacto previsível na reabertura das escolas.

Ficam, em todo o caso, o cartaz da greve e o seu anúncio oficial.

O ME deverá desde já mostrar com atos que está disposto a corrigir as várias injustiças denunciadas pelo S.TO.P. na última semana (incluindo a integração do pessoal não docente despedido) e também, de uma vez por todas, acabar com o seu bloqueio negocial que se arrasta há demasiado tempo. Ou seja, urgentemente deve iniciar reuniões negociais com os sindicatos (com datas definidas) em torno de temas fundamentais para quem trabalha nas Escolas. Por exemplo sobre as quotas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, modelo de avaliação injusto e artificial com quotas (pessoal docente e não docente), precariedade docente (AEC e Contratados) incluindo a questão dos colegas lesados da Segurança Social e vinculação pelas reais necessidades do sistema educativo, rejuvenescimento e contabilização de todo o tempo de serviço congelado da classe docente, regime de aposentação especial sem penalização a partir dos 60 anos de idade e direito a uma pré-reforma digna, valorização em particular do pessoal não docente com salários de miséria, a gestão escolar democrática, ultrapassagens na progressão da carreira, a municipalização, concursos docentes justos através da graduação profissional, redução do número de alunos por turma e medidas para combater a indisciplina, diminuir o excesso de trabalho burocrático e definição clara entre componente letiva e componente não letiva, subsídio de alojamento/transporte e passagem da SS para CGA para todos os Profissionais de Educação que se sintam lesados, processo de posicionamento remuneratório e de reposicionamento de carreira dos Técnicos Superiores de Educação, etc.

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