Por onde o vírus ataca

Não sendo completamente eficazes na prevenção do contágio e da doença leve, as vacinas contra a covid-19, conjugadas com o uso da máscara em espaços confinados e o evitar de grandes ajuntamentos, são até agora a arma mais eficiente e segura de que dispomos para vencer a pandemia.

Claro que a imunidade de grupo é posta em causa sempre que um número significativo de pessoas não só recusa vacinar-se como alimenta campanhas anti-vacinação. Em Portugal, onde os grandes progressos ao nível da saúde pública são mais recentes do que na maioria dos países ocidentais, a resistência às vacinas tem sido residual. Mas os pós-modernismos relativistas, as verdades alternativas e a desinformação em geral vão fazendo o seu caminho.

Na base de tudo estão, é claro, a ignorância e o preconceito. Por isso mesmo é oportuna a linguagem gráfica do cartoon ontem publicado pelo The Economist. Porque há quem não chegue lá de outra maneira…

4 thoughts on “Por onde o vírus ataca

  1. O nosso amigo António, infelizmente, desta vez, decidiu alinhar com a narrativa oficial nacional e internacional, entre outras coisas taxando de vários epítetos pouco elevados todos os que recusam a pica (mesmo médicos proeminentes).
    Pela enésima vez, tenta-se fazer passar a ideia falsa de que não existem tratamentos contra o C-19, sendo a vacina a “única solução”, a qual não soluciona nada, bem pelo contrário, como se vê todos os dias. Aliás, é precisamente quando a vacinação está no auge que os casos vão aumentando robustamente. Porque será? Mera casualidade, por certo.
    Entretanto, a campanha de censura internacional contra todos os que ousam divergir, faz novas baixas todos os dias. Certamente porque as elites têm certezas muito absolutas sobre a referida narrativa.
    Acresce ainda que, estando nós perante uma doença grave, ninguém venha falar ou discutir os tratamentos existentes. É um tabu completo. Mais outra casualidade, claro.
    Nada no entanto, como avançar alguns números para esclarecer as consciências, números esses de que os media e os decisores fogem a sete pés.
    Segundo a EMA (EudraVigilance – European Database) reportados a 17-7-2021, contavam-se só na UE 19.000 mortos e 1,8 M de efeitos adversos graves como consequência das 4 vacinas em aplicação, sendo a Pfizer a campeã com 9.000 mortes e 700.000 reacções graves.
    Assim, não posso deixar de perguntar ao António duas coisas:
    Em sua opinião, quantas mais pessoas terão de morrer ou cair gravemente doentes até que se arrepie caminho? 1M, 2M, 3M?
    Afinal, quem são os verdadeiros negacionistas? Serão os que distribuiram o Ivermectin em algumas áreas da Índia, fazendo cair os casos a pique ou a OMS que atacou publicamente essas autoridades por distribuirem um medicamento ” não recomendado”?
    Abraço

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    • Caro José, é verdade que as vacinas não protegem totalmente e não tenho problemas em admitir que esperava delas uma maior eficácia preventiva. Mas é verdade que reduziram a mortalidade praticamente a zero entre a população completamente vacinada. E temos todos os motivos para esperar que, à medida que vai aumentando o conhecimento sobre a doença e o vírus que a provoca, também se consiga aumentar a eficácia vacinal.

      O que já não consigo aceitar é olhar para o binómio vacinação/tratamento como se fossem opções mutuamente exclusivas. Porque eu não vejo contradição alguma entre vacinar para prevenir a ocorrência da doença e tratar da melhor forma possível aqueles que mesmo assim ficam infectados e desenvolvem sintomas. Há tratamentos e medicamentos eficazes para tratar e curar? Então acho bem que se explorem as suas propriedades terapêuticas, que os usem devidamente sempre que for preciso e que se façam todos os esforços para salvar vidas e evitar sequelas da doença.

      Sobra a questão do elevado número de internamentos provocados pela covid-19, que sequestra preciosos recursos necessários ao tratamento de outras doenças, cirurgias programadas, consultas de rotina, etc. Isto vai aumentar a incidência e a mortalidade das outras doenças e afectar fortemente a qualidade e a disponibilidade dos serviços de saúde, como infelizmente já todos constatámos. E aqui é que a vacinação em massa nos dá uma grande vantagem: apesar de o número de infecções, sem medidas de confinamento, continuar elevado, são em geral doentes assintomáticos ou com sintomas sem gravidade que não irão entupir os hospitais e as UCI.

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  2. Por um momento, quando a pandemia alastrou, pensei que a união de esforços para encontrar uma vacina /tratamento a nível mundial conseguisse unir continentes face a um problema gravíssimo de saúde pública. Na verdade, nunca pensei que se desenvolvessem vacinas em tão curto espaço de tempo. Sentiu-se a urgêngia na colaboração e troca de informações e conhecimentos entre investigadores, médicos, cientistas.

    Não entendo estas manifestações anti-vacina.
    Entenderia que as manifestações se dirigissem aos lucros fabulosos das farmaceuticas, às lutas internas, à ganância e à falta de solidariedade que constatamos actualmente, como se cada país fosse uma ilha asséptica

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