Pensamento do dia

As disciplinas académicas procuram que o aluno compreenda o mundo e actue sobre ele. As competências procuram que se adapte ao mercado laboral.

Daqui.

4 thoughts on “Pensamento do dia

  1. Sobre as disciplinas académicas (currículo),
    “… o trabalho educativo é o ato de produzir direta e intencionalmente em cada indivíduo singular a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens (humanização)”. “Quanto mais o indivíduo de apropria dos valores conservados nas disciplinas académicas, maiores são as possibilidades que o seu desenvolvimento alcance níveis próximos às máximas potencialidades da essência humana criada pela prática social” (Saviani, 2018, p. 13)
    Sobre o ensino por competências,
    “Como instrumentos de planificação, as competências são vagas e polivalentes, e que, por não indicar o tipo de modificação que progressivamente deve operar, a sua formulação é inútil no campo da gestão da aprendizagem”. “Na perspetiva da avaliação escolar, as competências são inferiores aos comportamentos observáveis e mensuráveis porque não permitem a gestão da aprendizagem” (Birzea, 1986, p. 68).

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  2. Não consigo separar as “hard skills” das “soft skills”. Todos nós, numa sala de aula, as ensinamos e treinamos. Nos ultimos tempos, porém, gerou-se esta divisão. Não há competências sem conhecimentos e estes são potenciados pelas competências.

    Compreende-se esta divisão gerada. Está no cerne do debate sobre para que serve a escola e o que ensinar. O mundo empresarial e laboral aposta nas soft skills e percebe-se o porquê. Desde que exista um nº suficiente de elites profissionais, os restantes vão-se adaptando, ganham pouco mais do que o salário mínimo e dão muito jeito às empresas. Sem perspectivas de progressão na carreira, não contestam. Oferecem-lhes uma “estabilidade ” de emprego, esse bem maior. Se contestam, o que os espera é a alusão ao “Se não estás bem, vai-te embora. Há muita procura de trabalho”.

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  3. A divisão é uma agenda dos que nada querem ensinar (o único objetivo).
    A divisão, por si só, não existe. O fenómeno comporta as duas. Aprendem-se conteúdos para se vir a ter competência. As competências são sempre o objetivo último (meta, finalidade, alvo). O problema é que só se poderá perspetivar o seu alcance se o professor ensinar o currículo. Na passagem da teoria curricular (currículo prescrito) para o desenvolvimento curricular (concretização do currículo prescrito em sala de aula pelo professor) a definição por competências é uma impossibilidade, porque não permite gerir o processo de ensino aprendizagem, nem os seus processos formativos, nem os seus processos sumativos e de certificação. Se os professores ensinarem por competências apenas as poderão ver adquiridas pelos alunos quando estes já não se encontrarem na escola. Esta impossibilidade faz dos seus adeptos os primeiros irresponsáveis pela Educação das gerações vindouras. Daí se denominarem de experiencialismos pedagógicos. Trocamos o certo (ensino tradicional que gerou, e continuará a gerar, todo o desenvolvimento tecnológico) pelo incerto (cujas premissas não encontram paralelo com o conhecimento existente).

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