Forma(ta)ção ou caça ao crédito

Imagem daqui.

Na linguagem breve e incisiva de um cartoon, eis a essência de uma boa parte da autodesignada formação de professores. Acções inúteis sobre temas irrelevantes, tempo perdido, metodologias ultrapassadas, muita teoria sem qualquer viabilidade de aplicação na prática docente. O regime de formação contínua vigente é por natureza demasiado formatado e burocrático, mas também não se nota, da parte dos centros de formação e de quem tutela o sector, que haja imaginação ou vontade de melhorar ou fazer diferente.

Reconheça-se a realidade e admita-se, sem tibiezas, que o rei vai nu: uma grande maioria das acções de formação apenas têm clientela porque dão os almejados créditos para progressão na carreira. Pensadas em função da agenda governativa e das modas do momento, em vez de darem resposta às necessidades sentidas pelos docentes na sua prática pedagógica e no desenvolvimento da carreira profissional, as acções fazem-se quase sempre sem entusiasmo e com um sentimento de penosa obrigação. E de tempo ingloriamente perdido…

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