Regras mais apertadas no isolamento profiláctico

As escolas passaram a ser um dos epicentros da estratégia de testagem em massa a partir da reabertura gradual, iniciada no mês passado. Por isso, a DGS estabeleceu um protocolo para actuação nos casos em que seja detectado um caso positivo num dos testes rápidos de antigénio que estão a ser realizados nos estabelecimentos de ensino. Segundo uma “determinação da autoridade de saúde nacional”, a que a agência Lusa teve acesso, caso seja detectado um caso positivo numa turma deve ser determinada, “de imediato e preventivamente” pela autoridade de saúde local “a suspensão de actividades da turma, para salvaguarda da saúde pública”, enquanto se aguardam os resultados laboratoriais dos testes moleculares (PCR).

A nova orientação da DGS estabelece ainda que “mediante análise de risco realizada pela autoridade local, a estratégia de testagem deve ser tendencialmente aplicada a toda a escola, priorizando-se as turmas consideradas de maior risco”. Perante a existência de outros casos confirmados, deve ser ponderado de imediato, o encerramento de mais turmas ou de toda a escola, adianta. Esta solução já estava também prevista desde o início do ano e chegou a ser aplicada nos concelhos que tiveram grandes surtos no início das segunda e terceira vagas da pandemia.

A autoridade de saúde local deve também determinar o isolamento profiláctico dos contactos com exposição de alto risco ao caso confirmado de infecção por SARS-CoV-2, bem como dos grupos populacionais em risco identificados aquando da investigação epidemiológica e da avaliação do risco efectuada. Uma das novidades é que os “coabitantes”, nomeadamente familiares, dos alunos e também dos professores e funcionários, são “equiparados a contactos de alto risco” e têm que ficar em isolamento profiláctico obrigatório até apresentarem um teste negativo.

Depois de meses a fingir que as escolas eram seguras e os alunos dificilmente se contagiavam, parecem ter finalmente chegado tempos de maior realismo. É verdade que a testagem em massa é feita apenas aos alunos do secundário e aos profissionais docentes e não docentes. É igualmente certo que os testes rápidos de antigénio são altamente ineficazes na detecção de casos positivos em infectados assintomáticos. Ainda assim, agir rápida e preventivamente perante casos suspeitos é a forma de tentar correr um pouco à frente do vírus, quebrando cadeias de contágio antes que este se intensifique e se torne incontrolável.

As novas regras já constam da norma da DGS publicada em Março, mas só agora, com as escolas a funcionar com a totalidade das turmas, estão a ter aplicação plena. Neste contexto, as notícias que nos vão chegando acerca de turmas confinadas em escolas de norte a sul do país podem nem ser assim tão más. Significam que algo está efectivamente a ser feito para evitar os contágios em ambiente escolar. Para que a segurança das escolas, que sempre nos foram garantindo existir, não continue a ser uma palavra vã.

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