Vacinação de profissionais da Educação soma e segue

A vacinação dos professores, não docentes e trabalhadores das respostas sociais arrancou este sábado, com o objetivo de administrar a primeira dose da vacina contra a covid-19 a quase 170 mil durante o dia de hoje e de domingo. Até ao final da manhã, já tinham sido vacinados 25 mil, adiantou aos jornalistas o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

“Ainda estamos na manhã de sábado e já tivemos 25 mil vacinados. Isto mostra também o ritmo destes quase 300 postos de vacinação do país”, avança Tiago Brandão Rodrigues, elogiando o trabalho das autarquias, do Ministério da Saúde, da ‘task force’ responsável pelo plano de vacinação e das escolas. “Temos muitos postos de vacinação também nas nossas escolas.”

Depois do percalço do passado fim de semana, prossegue hoje a bom ritmo o programa de vacinação em massa dos profissionais da educação e dos serviços sociais. Uma prioridade não isenta de críticas: há quem não perceba que a profissão docente, exercida nas condições actuais – turmas numerosas e permanência prolongada em salas de aula onde não se cumprem as regras de distanciamento – é efectivamente uma profissão de risco. Quando não se tomam medidas de fundo para mitigar os riscos, vacinar os profissionais é o mínimo que se pode fazer para lhes assegurar uma protecção efectiva contra a pandemia.

Também se diz que a prioridade aos professores é resultado de cedência a lobbies. Uma acusação absurda: todas as reivindicações dos professores, nesta e noutras matérias, são feitas publicamente e estão à vista de toda a gente, nas páginas dos sindicatos, nas redes sociais, na imprensa generalista e na chamada blogosfera docente.

Mas a crítica mais acintosa é a que insinua que andamos a “roubar” as vacinas dos idosos para sermos vacinados antes de toda a gente. Ora bem: o que os professores pediram foi para serem considerados na lista de prioridades, pelas razões que são bem conhecidas. Não exigiram um lugar específico nessa lista, nem sequer passar à frente de outras prioridades que, na altura, já estavam estabelecidas. Se há muitas ou poucas vacinas, se existem restrições na aplicação por faixas etárias ou grupos de risco, isso tem de ser considerado na logística das operações, mas não são os professores, obviamente, que têm de decidir o seu lugar na lista.

Pela minha parte, tomei hoje a primeira dose da vacina, respondendo à chamada da equipa responsável. E o que constatei, a par de organização e funcionamento eficientes, foi o elevado número de idosos que estavam também, no mesmo local, a ser vacinados. A maioria, suponho, a fazer já a segunda imunização. Parece, afinal, que as vacinas disponíveis vão dando para cumprir, em simultâneo, diversas prioridades de vacinação. Quanto à logística montada no local, ela demonstra eficácia e capacita os profissionais de saúde para novos e ainda mais ambiciosos programas de vacinação em massa. Que se espera venham a iniciar-se rapidamente, assim que mais vacinas estiverem disponíveis.

One thought on “Vacinação de profissionais da Educação soma e segue

  1. Vacinação em massa? Talvez, mas nunca consegui perceber porque é que, sendo esta uma doença potencialmente grave, só se fala de vacinas e nunca do seu tratamento ou da sua prevenção através do fortalecimento do nosso sistema imunitário. Há aqui um mistério!
    Porque será????????

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