As escolas artísticas precisam de professores de Artes?

A resposta parece-me óbvia, e nem será preciso ter um doutoramento em ciências da educação, como têm geralmente aqueles com quem o ME gosta de se aconselhar, para entender o que está em causa. Responder negativamente seria tão absurdo como afirmar que as empresas de informática poderiam dispensar os informáticos ou que as oficinas de automóveis não necessitam de mecânicos ao seu serviço.

As escolas especializadas do Ensino Artístico, que em Portugal são apenas duas, a António Arroio em Lisboa e a Soares dos Reis no Porto, têm ao seu serviço vários professores especializados e profissionalizados que asseguram a leccionação de diversas disciplinas das áreas tecnológicas e das artes visuais e audiovisuais. Vêm fazendo este trabalho há vários anos, assegurando necessidades permanentes das escolas em que estão colocados. Faz algum sentido que lhes seja negada a vinculação? Há alguma justificação para que os responsáveis do ME ignorem o problema e os sucessivos apelos dos colegas em causa para que a sua situação de precariedade laboral seja revertida? Até quando continuarão Tiago Brandão Rodrigues, João Costa e Inês Ramires a desrespeitar os direitos dos professores?…

Professores contratados de Técnicas Especiais das Escolas Artísticas António Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto, em situação precária, pedem novamente para serem integrados nos quadros e anunciam uma acção de luta para 19 de Abril.

Numa carta aberta dirigida ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, divulgada na terça-feira, estes docentes expõem a sua situação de precariedade e reivindicam a vinculação, através da realização de um concurso extraordinário.

Os docentes lembram que já tinham enviado há cinco meses (13 de Novembro de 2020) uma carta ao ministro da Educação, bem como ao Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, e à Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, expondo a situação de precariedade laboral em que vivem.

“Volvidos cinco meses, nunca obtivemos qualquer resposta a essa carta em que manifestámos a nossa disponibilidade para a construção de uma solução justa e urgente”, referem.

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