É muito isto…

Boneco em circulação nas redes sociais

Interesses inconfessáveis ou chocante amadorismo – ou um misto de ambos – parecem estar a condicionar as políticas europeias, ou de alguns estados europeus, no combate ao coronavírus. Mais concretamente, na vacinação em massa, a única arma verdadeiramente decisiva para vencer a pandemia. Será que é assim tão importante deitar abaixo a vacina da AZ, por causa da sua filiação britânica ou dos contratos mal negociados e pior cumpridos? E se é assim mesmo, onde estão as alternativas?

Esta missão, em defesa da saúde pública e pela recuperação da vida normal por que todos ansiamos, só estará cumprida quando o ritmo de vacinação for superior à capacidade de contágio e de mutação de um vírus particularmente resiliente. E isto até um leigo na matéria, como eu, consegue perceber…

6 thoughts on “É muito isto…

  1. Estranhamente, o Aº parece esquecer alguns factos relevantes. Entre eles avultam por exemplo, a espiral dos efeitos secundários graves (tromboses, mortes, etc.), grave insuficiência da testagem das vacinas (impossível determinar o grau de “segurança” no longo prazo), crimes e fraudes cometidas por todas as grandes famoquímicas, sucesso de uma série de fármacos no tratamento da doença (disto não se fala…), etc.
    Porque será?

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  2. Não é a minha área, e por isso procuro ser cauteloso e, no limitado tempo de que disponho depois de cumprir as minhas actividades lectivas, obter informação credível.

    O que descobri? Por exemplo, que no Reino Unido, o país europeu mais adiantado na vacinação, e onde têm administrado tanto a vacina da AZ como a da Pfizer, os problemas que têm sido reportados – coágulos, embolias, tromboses – surgiram em ambos os grupos de vacinados. Numa percentagem ínfima, inferior à que ocorre na população em geral e sem qualquer correlação demonstrada com a toma da vacina.

    Hoje, governos europeus começam a admitir que a decisão de suspender a vacina da AZ foi política, não técnica nem científica. E os desaguisados em torno da distribuição das vacinas são públicos há algum tempo. Agora reconhecem que aguardam apenas que a EMA dê a respectiva luz verde para retomarem a vacinação. Ver:

    https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-italy-astrazeneca/suspension-of-astrazeneca-shots-is-political-decision-italys-medicines-regulator-head-idUSKBN2B80KK

    Para lá disto tudo, sobra sempre a questão essencial: rejeitamos uma vacina específica num contexto mundial de escassez, que alternativa nos resta?

    Ou somos mais radicais e rejeitamos a própria ideia de vacinação, o que ainda faz menos sentido. Tenho 56 anos, tomo vacinas desde os primeiros dias de vida, como todos nós. Conhecendo, por dever de ofício, como era a vida nas sociedades pré-industriais, sei que se não existissem vacinas teria uma grande probabilidade de já não fazer hoje parte do mundo dos vivos ou de viver com as sequelas de uma das muitas doenças infecciosas que grassavam pelo mundo.

    Acho muito bem que se escrutinem os efeitos das vacinas e as negociatas que a sua produção e distribuição podem envolver. Mas nunca usarei isso como pretexto para alimentar campanhas anti-vacinação.

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    • Apenas acrescento dois pontos. O primeiro é que obviamente, as vacinas não são todas iguais, como parece deduzir-se do texto acima, nem eu alguma vez quis passar essa ideia. O segundo é uma notícia de hoje. O prof italiano Sandro Tognatti de 57 anos morreu horas depois de vacinado e a procuradora Teresa Camelio anunciou a abertura de um processo-crime por assassínio, enquanto o lote de vacinas era suspenso. A Suécia é o mais recente país a suspender a campanha de vacinação. Diversas autoridades sanitárias reconhecem a multiplicação de sintomas estranhos pós inoculação: hemorragias fortes, coágulos generalizados, queda do nº de plaquetas, febres intensas, mortes…
      Porque será?

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      • Casos estranhos, não o nego.
        Também soube de um semelhante, uma professora espanhola de 43 anos que começou a sentir-se mal umas horas depois de vacinada e acabou por morrer uns dias depois. Mas os colegas da escola, que foram todos vacinados na mesma altura, estão todos bem.
        https://www.lavanguardia.com/local/sevilla/20210317/6474476/profesora-marbella-muerte-vacunada-astrazeneca.html

        Tudo isto deve ser investigado, para ver se há alguma relação de causa-efeito com a toma da vacina. Pode não existir relação alguma, assim como pode haver efeitos secundários, que aliás existem em quase todos os medicamentos.

        Agora a verdade é que não há alternativas eficazes à vacinação para combater a pandemia, a não ser os sucessivos confinamentos, com custos económicos e sociais cada vez mais pesados e evidentes. E custa-me a crer que a vacina da AZ seja assim tão perigosa se ela está a ser dada aos membros do governo, pessoal médico e outros prioritários com menos de 65 anos.

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        • Caro António. Compreendo a sua posição cautelosa, mas existe cerca de uma dezena de medicamentos que já provaram a sua eficácia no tratamento do C-19. Como aceitar que isso não se discuta e só se fale em vacinas? A quem serve essa narrativa?
          Como dizia o outro: just follow the money….

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