Greve nacional de 15 a 19 de Fevereiro

Atribuindo à “irresponsabilidade do Governo” a explicação para o prolongamento da greve entre 15 e 19 de fevereiro, o sindicato afirma que não estão garantidas condições de segurança para profissionais e alunos que estão nas escolas de acolhimento, enumerando falta de acrílicos de separação entre alunos e entre alunos e professor e falta de testes de diagnóstico, criticando ainda a exclusão dos profissionais das escolas dos grupos de vacinação prioritários.

“Esta greve nacional de 15 a 19 de fevereiro, além de pressionar o governo a melhorar as condições, continuará a permitir que os Profissionais de Educação que sintam a sua saúde/vida em risco a possam salvaguardar”, escreve o S.T.O.P em nota divulgada este domingo, na qual admite que possa ser novamente prolongada.

A estrutura sindical aponta ainda a falta de meios, nomeadamente informáticos, para garantir condições para o ensino à distância.

Pouco divulgada entre os professores, talvez porque a larga maioria se encontra a trabalhar a partir de casa, a greve convocada pelo STOP não se destina, como é óbvio, a alcançar números expressivos. Diria até que é daquelas greves que, quanto menos a fizerem, melhor. É sinal de que as normas de segurança impostas pela situação de pandemia estão a ser respeitadas nas escolas e os profissionais da Educação em serviço presencial se sentem seguros a fazer o seu trabalho.

De facto, convém não esquecer que há professores, técnicos e pessoal auxiliar em serviço nas escolas: recebem os filhos de trabalhadores essenciais que não têm onde os deixar, alunos sem condições para seguir em casa o ensino à distância e ainda aqueles que necessitam de terapias ou apoios especiais que não podem ser prestados remotamente. Há ainda os docentes que não podem ou não querem trabalhar a partir de casa – uma decisão que compete a cada um -, pois o ME recusa a responsabilidade de fornecer os meios para o teletrabalho e dá como única alternativa, a quem os reivindica, que venha trabalhar para a escola.

Todos estes profissionais estão assim em condições, se acharem que a sua saúde se encontra ameaçada por ausência ou insuficiência de medidas de protecção, de se declarar em greve. Esta forma de luta já vigorou na semana passada e estende-se até à próxima sexta-feira. Mas o sindicato equaciona o seu prolongamento por mais dias se, na sua avaliação, isso se justificar.

One thought on “Greve nacional de 15 a 19 de Fevereiro

  1. Republicou isto em Primeiro Ciclo and commented:
    Diria até que é daquelas greves que, quanto menos a fizerem, melhor. É sinal de que as normas de segurança impostas pela situação de pandemia estão a ser respeitadas nas escolas e os profissionais da Educação em serviço presencial se sentem seguros a fazer o seu trabalho.

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