A grande confusão

Professores mandados para a escola dar aulas online a alunos sem meios para lhes aceder: está a confusão instalada no arranque da segunda temporada de ensino à distância. Uma situação indesculpável depois de a experiência do primeiro confinamento ter permitido identificar falhas e insuficiências que agora deveriam ter sido prevenidas. A começar, naturalmente, por dotar de meios técnicos adequados – sobretudo computadores e acessos à internet de banda larga – as comunidades escolares.

As escolas, ainda assim, prepararam os seus planos de ensino à distância. Só não puderam contar com os equipamentos informáticos inúmeras vezes prometidos para alunos e professores, mas que o ME não há meio de conseguir fazer chegar às escolas. Do lado do ministério, incompetência rima com prepotência: não fazem o que lhes compete, desrespeitam as normas do estado de emergência estabelecidas pelo próprio Governo e, com a desfaçatez que se vai tornando habitual, lançam culpas e empurram responsabilidades para terceiros.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) denunciou esta sexta-feira um contexto de “confusão instalada” em algumas escolas, a poucos dias de retomarem o ensino a distância, de acordo com relatos que recebeu nos últimos dias.

“Neste momento está a confusão instalada”, sublinhou Mário Nogueira em conferência de imprensa, referindo que entre as queixas que a começou a receber desde quinta-feira há casos de professores chamados para dar aulas presenciais numa espécie de regime misto.

Nestas situações, relatou, as escolas estão a convocar docentes para irem à escola dar aulas presenciais a alunos que não têm como aceder às sessões ‘online’ e, simultaneamente, a todos os restantes alunos da turma que estão em casa.

“Perante isto, o próprio objetivo de passar a ensino a distância, que é as pessoas estarem confinadas e não andarem a confinar, perde-se”, sublinhou o dirigente sindical.

2 thoughts on “A grande confusão

  1. Chamem a Ministra Marta Temido e Graça Freitas da DGS ao ME!

    Retirem-se os emplastros do ME e usem-nos naquelas milhentas receitas de pão caseiro que pupulam por aí.

    De preferência, use-se a técnica lusa da Padeira de Aljubarrota.

    Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.