Covid-19: Portugal no topo

Os dados, recolhidos a nível mundial e obtidos num site de referência, referem-se aos novos casos de covid-19 por milhão de habitantes registados nos últimos sete dias. E falam por si: Portugal detém o nada invejável segundo lugar, à frente dos EUA, do Brasil e de todos os países europeus. Com mais casos do que nós proporcionalmente à população, apenas Israel. No entanto, este país está a apostar na vacinação rápida e em massa, pelo que a curto prazo poderá ter o problema controlado.

Por cá, parece que nem a classe política, nem os media, nem os cidadãos acordam para a gravidade do problema. Decretam-se confinamentos mas continuam a fazer-se ajuntamentos e a não corrigir comportamentos de risco. Assumimos que as escolas são lugares seguros, quando é óbvio, perante estes números avassaladores, que o vírus pode estar em todo o lado e por todo o lado se propaga. Sendo que as novas variantes da doença vieram arrumar de vez com o mito de que as crianças não contagiam…

Temos hospitais a fazer medicina de catástrofe, escolhendo os doentes que são para morrer e os que são para salvar, porque os recursos materiais e humanos disponíveis não chegam para todos os que precisam. Precisávamos de um confinamento radical, mas preferimos acreditar que a perda de um mês de aulas presenciais, num percurso de doze anos de escolaridade obrigatória, iria hipotecar irremediavelmente o futuro das novas gerações.

Como dizem os advogados amaricanos, I rest my case…

3 thoughts on “Covid-19: Portugal no topo

  1. Neste capítulo, é preciso recordar o péssimo contributo da FENPROF e do PCP. Incompreensível. Digo isto, não por ser anti-sindicalista (sou sócio do SPRC) ou antic-comunista (sou marxista, anti-capitalista), mas precisamente porque não vejo oposição dicotómica entre a defesa da segurança sanitária e a defesa da escola pública. A propósito: subscrevo na íntegra o texto do António Duarte para o ComRegras.

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    • Concordo, e vejo com perplexidade que no discurso da Fenprof não se tenha conseguido separar a defesa da escola presencial das circunstâncias excepcionais que a tornam, na situação actual, verdadeiramente catastrófica. O que permitiu até, ao governo, justificar o não confinamento das escolas com o “consenso” no mundo da educação de que a escola deveria continuar presencial.

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  2. Concordo.

    Tanta gente de esquerda a defender o não fechamento das escolas por algum tempo, a ver se isto abranda só pode ser por pensarem que o “elevador social” deixe de funcionar.

    Ou seja, os alunos ficam com “lacunas” na flexibilidade pedagógica. Estão a seguir o pensamento de moi?

    A altura até seria ideal- até ao Carnaval. Para ver se tudo não acaba na Quarta-feira, como diz o samba.

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