Carta ao Director

Reagindo ao anúncio, pelo primeiro-ministro, de que o confinamento geral decretado ao abrigo do estado de emergência não abrange escolas, alunos e pessoal docente e não docente, o nosso colega Luís Braga interpela o director da sua escola com questões que interessam a todos os professores: Quando serão aplicados os testes rápidos à covid-19, prometidos desde Novembro? Quando serão fornecidos os equipamentos informáticos necessários ao teletrabalho, obrigatório para todo o trabalho não lectivo? E sendo os profissionais da Educação imprescindíveis no seu posto de trabalho, para quando a consagração dessa prioridade, também, no acesso à vacinação?

Fica a transcrição da missiva, como exemplo e inspiração para os leitores…

Ex.mo Senhor Diretor,

Cc. Ex. mo Senhor Presidente do Conselho geral

Perante a indicação de que, na presente condição de Estado de Emergência, com agravação das medidas de confinamento, as escolas continuarão com atividades lectivas plenas, obrigando à comparência no edifício para as realizar, mesmo num contexto de confinamento geral, requeiro que me informe do seguinte, como meu superior hierárquico, responsável direto e imediato pelas condições de higiene e segurança no trabalho e sobre a organização da prestação desse trabalho:

1. sobre as datas e processos previstos, que lhe tenham sido comunicados pela tutela ou por iniciativa municipal, da escola ou outra para a realização de testagem regular para Covid19 a alunos e adultos que trabalhem nas escolas.

Tal testagem foi anunciada há semanas e não tendo, até agora, sido sequer comunicado o seu início, crê-se que será relevante apurar a data da aplicação do plano que eventualmente exista para tal, cuja execução é premente e que, sendo inexistente, marca no contexto, hoje iniciado, um profundo desprezo pela saúde de profissionais e alunos (profissionais cuja prestação de trabalho, colocados fora de confinamento, é reputada de essencial e imprescindível).

2. sobre as datas e processos previstos, que lhe tenham sido comunicados pela tutela ou por iniciativa municipal, da escola ou outra, para a entrega de equipamentos informáticos para teletrabalho não letivo aos docentes (trabalho agora determinado como obrigatório).

3. sobre as datas e processos previstos, que lhe tenham sido comunicados pela tutela, para vacinação dos profissionais de educação, colocados na condição de trabalhadores, excetuados do confinamento de emergência e, por isso, executores de trabalho prioritário.

Com os melhores cumprimentos,

(assinatura)

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