Vacinas anti-covid

O enorme alarido em torno de vacinas tão ansiosamente esperadas é bem o reflexo de uma sociedade hiper-mediatizada, onde a razão cede à emoção, o conhecimento cientificamente fundamentado vale tanto como as verdades alternativas e as opiniões mais disparatadas, se emitidas por gente influente, suplantam o rigor e a veracidade dos factos.

Na linguagem gráfica ao gosto das redes sociais é mais ou menos isto, não é?…

One thought on “Vacinas anti-covid

  1. Permita-me que “elabore” sobre o tema.
    A irascibilidade tomou conta de mim e a incontinência palavrosa também.
    Assim sendo, entrelaço-me no teclado e aqui vai disto:

    À espera dos resultados de todos aqueles exames, aconchego-me no sofá e faço surf televisivo. Já papo aqueles filmes de faca e alguidar, cheios de tiros, facadas e corpos por todo o lado. Nunca mais chega o John Wick 4. Azar meu que não sou fã de séries. Lá tive de começar a ver algumas. A Netflix está uma merda. E a nova temporada do The Crown irrita-me solenemente por causa do ar de sonsa choninhas da atriz que faz de Diana.
    Os telejornais abrem em loop desalmado com o SEF, o ministro Cabrita, o covid, as vacinas e a Tap.
    Jornalistas e comentadores rotativos elaboram sobre tudo numa transe maníaco-depressiva. Quase um mês nisto.
    O pessimismo reina. Que isto vai acabar tudo mal, que as restrições para o Natal não são concretas, que está mesmo a ver-se que o planeamento das vacinas vai mostrar a merda de país que somos, que é sempre assim e sempre assim será.
    E vem à memória “Os Ais” de Armindo Mendes de Carvalho.
    “Os ais de todos os dias,
    os ais de todas as noites.
    Ais do fado e do folclore,
    o ai do ó ai ó linda.
    Os ais que vêm do peito,
    ai pobre dele, coitado
    que tão cedo se finou!
    Os ais que vêm da alma.”
    (…)

    Aparecem-me agora dois ex- ressequidos do passado , lembrando o “Eles Vivem” do John Carpenter. Vem também outro ex-, agora fazendo umas coisas lá para a Goldman Sachs, e qualquer alusão aos 3 reis magos que seguem a estrela para Belém não tem nada a ver com isto.
    Segue-se um tweet lumpen do líder do maior partido da oposição.
    Acrescenta-se uma Mena Mónica de Oxford que afirma em entrevista que não tem orgulho em Portugal. Não li.

    Leva-se tudo ao forno e deixa-se esturricar.

    Não há cú que aguente estes tempos.

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