As escolas são seguras?

Infelizmente, segundo a evidência científica mais recente, parece que não. A reabertura das aulas será um dos factores relevantes na origem da segunda vaga pandémica que assola a Europa e a América do Norte.

As escolas são, como quaisquer outros locais de concentração de pessoas em espaços fechados, locais de risco. E esses riscos aumentam se não houver distanciamento, não se usarem máscaras, não se ventilarem e higienizarem os espaços e os equipamentos. Em contrapartida, turmas mais pequenas e ensino semi-presencial são medidas eficazes para tornar a frequência das escolas mais segura.

Ao contrário do que tem sido dito e repetido, as crianças não são menos susceptíveis aos contágios nem têm, quando infectadas, menor capacidade de transmissão do que os adultos. O que investigações recentes concluíram é que há menos casos reportados entre os mais jovens simplesmente porque a infecção é mais difícil de detectar: quer porque muitos crianças permanecem assintomáticas, quer porque, intencionalmente ou não, se fazem menos testes às faixas etárias mais jovens. Estudos mais aprofundados feitos noutros países demonstraram também que, devido à forma como a doença evolui nos organismos dos mais novos, é mais frequente a ocorrência, entre estes, de falsos negativos: crianças que transportam o vírus e o transmitem, sem que este seja detectado pelos testes de antigénio que se fazem habitualmente.

Mais: quando existe transmissão comunitária do vírus e se fazem rastreios sistemáticos nas escolas, algo que entre nós também não é habitual, desvenda-se a existência de surtos activos nas escolas, com a propagação do vírus entre elementos da comunidade escolar. E também já se sabe que quando o número de casos atinge, na comunidade, valores alarmantes, o confinamento da população escolar é uma das medidas mais eficazes para, a curto prazo, reduzir a propagação do vírus.

Encontrei tudo isto muito bem explicado e documentado, num inglês acessível, aqui.

7 thoughts on “As escolas são seguras?

  1. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte“, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

  2. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte“, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

  3. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte”, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

  4. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte”, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

  5. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte”, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

  6. […] “A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte”, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa. […]

    Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.