128 docentes mobilizados para a luta anti-covid

Funcionários públicos em isolamento profilático ou sem atividade por serem de grupos de risco e professores sem componente letiva vão ser mobilizados para o acompanhamento e vigilância relativamente à covid-19, visando atenuar a pressão nos sistemas de saúde.

Esta é uma das medidas do estado de emergência que vai vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro e que foi aprovada no Conselho de Ministros extraordinário de sábado à noite.

“Outra medida que está prevista no estado de emergência é a possibilidade da mobilização de recursos humanos para apoiar todos os profissionais de saúde, em particular profissionais de saúde pública e profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários, nas ações de rastreio e também nas ações de acompanhamento e vigilância de pessoas em confinamento obrigatório”, divulgou o primeiro-ministro, António Costa, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Entre os cerca de mil profissionais já identificados para assegurar este apoio estarão, segundo o Governo, 128 professores sem componente lectiva atribuída – provavelmente docentes dos chamados horários-zero ou destacados ao abrigo da mobilidade por doença a quem não foram atribuídas turmas.

Uma medida adequada, que só peca por tardia: tudo isto deveria ter sido planeado antes do desconfinamento, da chegada do tempo frio e da reabertura das aulas, com o inevitável aumento da pressão sobre serviços de saúde há muito a funcionar no limite das suas capacidades.

No caso dos professores, impõe-se uma ressalva: a medida não deve ser aplicada cegamente. Há que ter em conta que, mesmo sem turmas atribuídas, há docentes que estarão a ser úteis e imprescindíveis às respectivas escolas, no apoio a alunos ou no desenvolvimento de projectos e outras tarefas relevantes para a comunidade educativa.

Longe da solução ideal que passa pela capacidade de planear e gerir adequadamente os recursos humanos de que o SNS necessita, a solução de recurso agora encontrada poderá melhorar a capacidade de resposta nos rastreios e vigilâncias da covid-19, uma área crucial no controle da pandemia e onde se registam actualmente demasiadas falhas. A verdade é que médicos e enfermeiros não se inventam de um dia para o outro, pelo que, na sua falta, resta agora recorrer a profissionais de outras áreas para todo o apoio que possam prestar. Ou, como diz a sabedoria popular, quem não tem cão caça com gato…

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