O regresso da escola à distância

É uma medida de último recurso, insistiu ontem o ministro, depois de se saber que em dois concelhos alentejanos todos os alunos foram mandados para casa, passando nos próximos tempos a ter aulas não presenciais.

Mas a verdade é que, ao ritmo galopante a que aumentam os contágios, e quando se torna evidente que não se preparou devidamente o desconfinamento e que a resposta dos serviços de saúde se encontra já, em muitas zonas do país, à beira do limite, um novo confinamento poderá estar mais próximo do que os responsáveis querem admitir.

E, nem de propósito, parece que os primeiros computadores novos para as escolas distribuírem aos alunos estão quase a chegar

Questionado sobre a decisão de encerrar todas as escolas dos concelhos de Borba e Vila Viçosa, o ministro referiu que essa é uma decisão das autoridades de saúde, com base na situação e evolução epidemiológica das regiões. “A prioridade do Governo é manter o ensino presencial”, sublinhou, observando, no entanto, que nesta balança é preciso pesar os perigos da pandemia.

Questionado sobre os motivos de encerrar escolas alentejanas e manter abertos os estabelecimentos de ensino em Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, para onde foi definido dever de confinamento, o ministro voltou a sublinhar que são decisões tomadas pelas autoridades de saúde com base na evolução epidemiológica da Covid-19. “Em Borba e Vila Viçosa, a situação do surto requeria ação”, sublinhou, acrescentando que nas duas regiões alentejanas, “o surto não era em ambiente escolar, mas ainda assim foi decidido passar a um regime não presencial”.

O ministro afirmou que o risco de contágio nas escolas não é zero, mas os números de casos identificados até ao momento são “relativamente pequenos”.

One thought on “O regresso da escola à distância

  1. Esta questão não é fácil de resolver pois envolve variáveis que darão muitas dores de cabeça aos responsáveis que, quer queram ou não são obrigados a decidir o que, frequente e infelizmente, acontece não acertarem com correcção. Quando estão em causa problemas de saúde colectivos pelas causas que todos sabemos, problemas com a ausência de professores como efeito dos primeiros, problemas financeiros, o recurso às aulas on~line sabendo-se que nem todas famílias possuem os equipamentos necessários, e mais os problemas de ansiedade, de criticas e de lamentos a caldearem todos elementos seriamente preocupantes para as comunidades, as nossas reservas de paciência começam a chegar ao limite. E agora juntemos s problemas sociais derivados de uma economia a gritar por falta de oxigénio, e ficaremos quase de certeza no mesmo patamar dos anos 30 e 40 do século XX. Haja Deus que nos acuda!

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