Confusão e protestos na abertura do ano lectivo

distanciamento

Um grupo de pais e encarregados de educação bloquearam, na manhã desta quinta-feira, o Jardim-de-Infância e Primeiro Ciclo do Bárrio, em Roriz, Barcelos, com troncos de madeira, num dia em que os alunos recomeçavam as aulas presenciais depois do confinamento, avança o ‘Jornal de notícias’.

Em causa está o encerramento de uma das salas de aula, com o qual os pais não concordam, bem como a adopção de turmas mistas, ideia que também não agrada aos encarregados de educação e que por isso levou ao boicote, segundo a mesma publicação.

«Temos quatro salas para o primeiro ciclo e este ano, pela primeira vez, decidiram fazer turmas mistas. Temos os meninos do primeiro e do segundo anos juntos, num total de 22 crianças. Como se explica que isto aconteça em ano de covid-19 e quando o ano passado os meninos tiveram muito menos aulas e precisam agora de mais acompanhamento?», explicam os pais ao ‘JN’.

Os responsáveis acrescentam ainda: «Para além disto, os alunos, porque são muitos, dividem a carteira, que tem uma fita vermelha no meio, como se os miúdos fossem cumprir e não passar para o lado do colega», continuam. «Queremos apenas ser ouvidos. Temos o mesmo número de alunos do ano passado e pela primeira vez fazem isto nesta escola», concluem.

Na escola que hoje é notícia em todo o lado, o ME seguiu a receita que todos os anos aplica em milhares de escolas por todo o país: face à descida do número de alunos matriculados – uma inevitabilidade, tendo em conta o declínio demográfico – reduz proporcionalmente o número de turmas. E faz ressurgir uma realidade que muitos julgavam já pertencer ao passado: as turmas mistas no 1.º ciclo, integrando alunos de mais de um ano de escolaridade.

Aqui, a revolta é maior porque a decisão de juntar os dois primeiros anos vai impedir o distanciamento físico dos alunos, obrigando a sentá-los dois a dois, sem máscara, partilhando a mesma mesa. Enquanto ao lado está uma sala de aula vazia…

Agrada-me ver que os pais vão finalmente abrindo os olhos para a realidade que andou meses a ser (mal) preparada e para a qual os professores, repetidamente, foram alertando. Claro que quando eram apenas os professores a falar, a reacção quase automática, vinda de diversos quadrantes, era a de que andavam a arranjar pretextos para não ir trabalhar. Ora aí têm a dura realidade.

Aos ajuntamentos na sala de aula some-se a confusão ainda maior, e notória neste primeiro de dia de escola para quase todos, nas entradas e saídas das escolas, com alunos e pais em despreocupado incumprimento da regra de distanciamento.

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E acrescente-se, embora isso não esteja a ser falado na comunicação social, que há escolas com professores e funcionários em isolamento ou de quarentena e que só abrirão, se tudo correr bem, na próxima semana.

Está lindo, e ainda a procissão vai no adro…

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