Sobre a Festa do Avante

festa-do-avante-2020-cartaz-350x500-1Parecem-me excessivos e, nalguns casos, obsessivos o mediatismo e a polémica que envolvem este ano a realização da Festa do Avante na Quinta da Atalaia.

Claro que a pandemia torna insensata a realização de eventos que envolvam uma elevada concentração de pessoas. Mas a sanha com que o PCP está a ser atacado por alguns sectores sociais e políticos demonstra que está muito mais em jogo do que a defesa da saúde pública. A capacidade de mobilização e de organização do PCP sempre despertou invejas e ressentimentos noutros partidos, incapazes de realizar uma festa de relevância cultural e política que minimamente se lhe assemelhe. Ora a pandemia, por um lado, e a obstinação do PCP, por outro, criaram as condições para um ataque concertado ao partido como poucas vezes se viu desde o tempo do PREC.

A verdade é que ao longo de todo o Verão fomos assistindo a um progressivo relaxamento das regras de distanciamento. Convívios de amigos e família alargada em proximidade física e sem uso de máscara, praias superlotadas, regresso das peregrinações familiares aos centros comerciais, feiras, romarias, comícios e outros ajuntamentos onde máscaras e distanciamentos nem sempre foram respeitados: a subida consistente do número de novas infecções, com médias novamente acima das 300 por dia, deixa claro que a situação pandémica está a degradar-se e a segunda vaga de contágios está aí à porta – se é que não começou já…

Dito isto, e voltando à Festa do Avante que dentro de poucos dias se irá realizar: depois de ter visto as orientações da DGS para a realização do evento e as medidas sanitárias que o PCP, por iniciativa própria, logo se propôs implementar nos 30 hectares do recinto, só tenho uma coisa a acrescentar: tomara eu que a reabertura das aulas se fizesse em condições de segurança sanitária idênticas às que se propõem para a Festa do Avante.

3 thoughts on “Sobre a Festa do Avante

  1. Uma visão das coisas….

    “Porque é que é necessário que “muitos milhares de pessoas” visitem à 90.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que “foi preciso coragem para pôr de pé”, sem fazer estardalhaço com a Direcção-Geral da Saúde;

    Porque é que é importante já estarem 28 mil bilhetes vendidos, de um pacote mínimo de 50 – cinquenta – 50 mil, para a corrida de Fórmula 1 no Autódromo Internacional do Algarve, sem pruridos de saúde pública em Rui Rio, no CDS e outros palermas avulso;

    Porque é que a Festa do Avante! , num recinto onde cabem 100 mil, e num máximo de 33 mil proposto pela organização, só pode comportar 16.563 pessoas e a venda de bebidas alcoólicas vai ser proibida a partir das 20 horas, depois de semanas a fio de ruído em tudo o que é meio de comunicação?

    Se calhar é melhor fazer a vontade a Marcelo e votar noutro partido que ressuscite uma DGS para meter os comunistas na ordem, pública. A bem da nação.”

    (blog der terrorist)

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