Acabou a farsa

Muito bem o PCP a desmascarar o jogo em que o PSD se especializou sempre que está em minoria: dar o dito por não dito, prometer e não cumprir, tentar ficar bem com Deus e com o diabo. Não costumo dar, por aqui, tempo de antena a propaganda partidária, mas desta vez não resisti a publicar o vídeo, incisivo e oportuno.

Já o tínhamos percebido bem aquando da contagem do tempo de serviço dos professores, em que também roeu a corda quando chegou a hora da verdade. Desta vez, perante um tema mais abrangente – o peso excessivo da conta da electricidade é um problema que toca à generalidade das famílias portuguesas – ficou claro perante todos os portugueses que o PSD continua a ser aquilo que no fundo quase nunca deixou de ser: um partido de farsantes.

E se os partidos de esquerda também não estão isentos de culpas na cumplicidade, a meu ver excessiva, com as políticas dos governos de António Costa, é evidente que, nos consensos de regime, continua a ser a santa aliança do centrão a determinar o rumo do país.

5 thoughts on “Acabou a farsa

  1. Semelhante à questão do tempo de serviço dos professores…..
    Votarei sim? Abster-me-ei? Voto contra? Vou beber um expresso e uma sandes ali ao bar?

    Olhem se os professores trabalhassem assim com os alunos!

    Um enorme :ORGANIZEM-SE!

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  2. Deixe-se lá disso, António, pois isto não é um Benfica – Porto!

    O PCP e o Nogueira não disseram e se desdisseram? O Jerónimo não disso que ia fazer uma coisa mnum dia e voltou com a palavra atrás no seguinte?

    O Nogueira não fez tudo, incluindo aliar-se com o governo, para boicotar a ação do S.TO.P.

    Espera maior independência e espírito crítico de si, ainda que com todo o direito a ser comunista. Pobre, muito pobre, porque enviesado, este seu texto.

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    • Apenas três notas:

      1. Este é um vídeo feito pelo PCP, que reflecte naturalmente o ponto de vista do partido, no qual, neste caso concreto, me revejo e por isso, com as necessárias ressalvas, publiquei aqui.

      2. Não sou militante partidário, mas sendo o meu pensamento político assumidamente de esquerda é natural que encontre mais pontos de convergência com os partidos que se situam nesta área política. Em todo o caso, abomino sectarismos e nunca me coibi de criticar posições ou actuações do PCP, do BE ou de outras forças políticas de esquerda sempre que delas discordei.

      3. Sendo sindicalizado num dos sindicatos da Fenprof, também não é isso que me impede de criticar ou de me demarcar de posições com as quais não concordei, nomeadamente relativamente à ILC e ao STOP, para referir apenas dois casos mais recentes.

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  3. Interessante para ler:

    “https://www.publico.pt/2020/02/08/politica/opiniao/rancor-despeito-sao-ma-politica-1903226”
    São José Almeida

    “https://www.publico.pt/2020/02/08/politica/opiniao/iva-encenacao-psd-aval-be-1903319”
    João Oliveira

    “https://www.publico.pt/2020/02/08/politica/opiniao/afectos-politica-1903340”
    Francisco Assis

    (Público 8/2/20)

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