350 mil euros…

…Para desenvolver um sistema de gestão escolar que, diz quem já o experimentou, é complexo, nada intuitivo e não apresenta vantagens em relação aos programas que as escolas habitualmente utilizam?

E atenção que esta é apenas uma talhada de um bolo que, só para o Escola 360 e em contratos com a Novabase já vai, somando tudo, em cerca de um milhão de euros. Isto, da parte de um governo que não investe nas escolas, onde nem a porcaria do amianto consegue mandar retirar.

novabase.PNG

À partida, sou favorável à ideia de o ME equipar todas as escolas com o software adequado para todas as tarefas de gestão escolar. O sistema actual é uma confusão, com uma multiplicidade de programas e plataformas, onde a informação se dispersa e acaba por se tornar redundante. Juntar todos os dados, tornando-os facilmente acessíveis quando necessários e evitando a perda de tempo de os ter de introduzir diversas vezes em sítios diferentes, seria uma forma eficaz de simplificar e desburocratizar a administração escolar.

O problema é que em vez de algo simples e intuitivo do ponto de vista do utilizador, os inventores do E360 parecem ter criado um monstro digital que vai infernizando a vida de quem tem de trabalhar com ele. Nunca ouvi falar da necessidade de fazer formação específica para trabalhar com o SIGE, o GIAE, o Inovar+, o JPM ou qualquer outro dos programas de gestão escolar habitualmente usados nas escolas. Mas vejo colegas a fazer formação no E360 e a chegar ao fim frustrados pelo tempo que inutilmente perderam à volta de um programa que é apenas isso: uma enorme perda de tempo.

E um fardo para os contribuintes – pois são os nossos impostos que pagam esta brincadeira…

2 thoughts on “350 mil euros…

  1. A nova base é um empresa suspeita.. Já falhou tantas vezes, está a falhar de novo. O e360 simplesmente não funciona

    Gostar

  2. Sinceramente, estas mudanças de plataformas nas escolas deve ser o que chamam de investimento na escola pública aproveitando financiamentos vindos não se sabe de onde. As que já existem são más? Ou são redundantes e dispersas por outros motivos que nada têm a ver com elas mas sim com o uso que delas se faz e por opções ministeriais, de inspeções a registos de dados e de opções das escolas com os muros em cima não vá algo falhar e o melhor é a redundância?

    Não se sabe. Investe-se noutras. Estas novas desburocratizam? Ao que parece, não, ou não se sabe lá muito bem. E não é nada que já não se tenha visto, manterem-se as mais antigas e as novas em laboração ao mesmo tempo como,aliás, acontece nas reformas e contra reformas que têm chegado às escolas a todos os outros níveis.

    E a gente desconfia. Não tem como não desconfiar, o que é cansativo.

    Quando escolas e escolas precisam de investimentos no que interessa, seja a nível de manutenção de instalações seja a nível da aquisição/manutenção de ferramentas tecnológicas tão necessárias ao ensino e à aprendizagem, vamos mudar de plataformas?
    E as associações de directores não dizem nada? E o CNE não diz nada? E a política não diz nada acerca destas opções altamente duvidosas?

    Há sempre alguém disposto a fazer formações deste tipo. É a novidade, uma espécie de saldos de Inverno que há que aproveitar e comprar mesmo que não se precise.

    Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.