Pais fecham escolas em Coimbra

eug-castro.JPGEm Coimbra, quatro escolas, duas delas sedes de agrupamento, foram hoje fechadas por iniciativa dos pais.

O problema de fundo é o mesmo de sempre: a falta de pessoal auxiliar. Já perdemos a conta ao número de vezes que ouvimos os responsáveis educativos afirmar que os problemas da contratação de assistentes operacionais estavam resolvidos ou em vias de rápida resolução. A verdade é que continuamos a ter escolas onde estão ao serviço apenas metade, ou ainda menos, dos funcionários necessários para assegurar o pleno funcionamento dos serviços e garantir as condições adequadas de higiene e segurança dos alunos e dos espaços escolares. E não adianta a desculpa de que os rácios de pessoal estão a ser cumpridos, quando se continuam a contabilizar, como se estivessem ao serviço, os funcionários que se encontram de baixa médica.

Há um aspecto positivo nas movimentações de hoje: os pais mexeram-se, fazendo ouvir o seu protesto e chegar aos jornais e aos noticiários a denúncia de uma situação vergonhosa que, noutras paragens, seria escândalo nacional. Por cá, como sabemos, as prioridades são outras: há mais preocupação com a qualidade do telemóvel ou a marca das sapatilhas que os meninos levam para a escola do que com as condições em que é prestado o serviço educativo. E é também essa falta de exigência colectiva que permite que um incompetente como Tiago Brandão Rodrigues veja renovado o seu mandato à frente do ME. Pelo que a atitude destes pais, reagindo em defesa dos direitos dos seus filhos, será sempre de louvar. Esperando-se que o exemplo frutifique…

À porta da sede do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, na Adémia, mais de 100 pais concentraram-se antes das 8h00 para protestar contra a situação “grave e preocupante” que se vive, segundo a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação. À agência Lusa, Edite Balaus salientou que o agrupamento é frequentado por 1.300 alunos, distribuídos por 15 escolas, que têm ao serviço 24 funcionários, “quando deveriam ser 55, pelas contas” da associação.

Também na Escola Solum Sul, os pais e encarregados de educação protestaram contra a falta de funcionários no estabelecimento, que é frequentado por 286 crianças e que atualmente tem apenas ao serviço quatro assistentes operacionais.

Sandra Vasconcelos, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, disse à agência Lusa que a situação é mais grave porque a escola é frequentada por alunos com problemas de saúde e necessidades educativas. “A higiene é deficiente e há meninos que não fazem xixi na escola até os pais os virem buscar, o que não saudável”, frisou a dirigente.

Na Escola Eugénio de Castro, que acolhe alunos do 5.º ao 9.º ano, os pais e encarregados de educação fecharam o estabelecimento a cadeado, no seguimento de uma deliberação tomada em assembleia-geral, também em protesto contra as más condições de higiene e segurança provocadas pela falta de funcionários. Entretanto, a PSP já reabriu a escola, mas os alunos não entraram.

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.